TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Visita do CNJ ao InovaJusMT destaca projetos de inovação e foco no cidadão
Um espaço para dar vida a soluções tecnológicas que aprimoram a prestação de serviço do Poder Judiciário de Mato Grosso. Esse lugar é o Laboratório de Inovação do Poder Judiciário de Mato Grosso (InovaJusMT), que recebeu a visita da equipe do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na última sexta-feira (30). A visita afirmou a relevância das iniciativas tecnológicas desenvolvidas pelo Judiciário mato-grossense.
Coordenadora do InovaJusMT, a juíza Joseane Quinto Antunes destacou que a visita institucional representa um reconhecimento ao trabalho desenvolvido de forma transversal no Tribunal, envolvendo diferentes áreas e projetos com impacto direto na prestação jurisdicional.
A estrutura de inovação e governança observada durante a visita foi elogiada pelo desembargador federal Pedro Felipe de Oliveira Santos, do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) e coordenador do Projeto Conecta. Para ele, o TJMT se destaca no cenário nacional pela maturidade organizacional e pelo alinhamento institucional em torno da inovação.
Durante a visita, também foram apresentados projetos estratégicos do tribunal, como o RecuperaJud, banco de dados que automatiza e agiliza a comunicação entre juízos sobre processos de Recuperação Judicial de empresas; o Cidadania Digital Integrada, vinculado ao aplicativo MT Cidadão que reúne cerca de 1,3 milhão de usuários e concentra informações processuais e institucionais; e a modernização do portal de serviços do Judiciário, que inclui consultas processuais em linguagem simples e atendimento via WhatsApp com apoio de inteligência artificial.Autor: Vitória Maria Sena
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá
Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos
O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).
O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.
Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.
A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.
Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.
Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.
Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.
Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.
A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.
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