CUIABÁ

Comissão de Saúde debate avanços com a inauguração do CMI e da USF do Jardim Passaredo

Camile Souza – SECOM Câmara Municipal de Cuiabá

A Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Cuiabá, presidida pela vereadora Michelly Alencar (União Brasil) e composta pelos vereadores Ilde Taques (PSB) e Alex Rodrigues (PV), realizou nessa segunda-feira (12) a primeira reunião de 2026, com foco na análise de avanços, fiscalização e encaminhamento de demandas relacionadas à saúde pública do município.
Entre os primeiros assuntos abordados, destacaram-se duas importantes entregas recentes do Executivo municipal. O Centro Médico Infantil (CMI), que nos primeiros 20 dias de funcionamento registrou cerca de 1.700 atendimentos, foi citado como um avanço significativo. Também foi mencionada a abertura de vagas para pediatras, anunciada pelo prefeito da capital, o que deve ampliar ainda mais a capacidade de atendimento após a contratação dos profissionais.
Outro destaque foi a entrega da Unidade de Saúde da Família (USF) do Jardim Passaredo, inaugurada no último sábado (10). A obra teve início em 2013 e permaneceu paralisada por mais de uma década, sendo agora finalmente concluída e entregue à população.
Durante a reunião, também foi ressaltada a aprovação da Lei Complementar nº 590/2025, ocorrida em 22 de dezembro, que dispõe sobre a progressão de carreira dos enfermeiros, considerada um avanço importante para a valorização dos profissionais da saúde.
A comissão destacou ainda como ponto positivo a regularização da entrega de medicamentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), medida que contribui diretamente para a melhoria do atendimento à população.
Os vereadores também acordaram em cobrar a retomada de obras paralisadas em importantes unidades de saúde do município, como a Policlínica do Planalto, a Unidade do Coxipó e o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), que será instalado ao lado da Policlínica do Verdão.
O vereador Ilde Taques deliberou para que a comissão formalize um requerimento solicitando a limpeza das unidades de saúde e destacou a necessidade de ações imediatas quanto à manutenção das unidades:
“Quero aqui deixar uma colocação para a senhora, para fazermos um ofício via Comissão de Saúde para a secretária da pasta, Carmona, e para o secretário Wellaton. Fiz algumas visitas in loco durante o recesso em alguns PSFs e, infelizmente, o matagal está quase invadindo algumas unidades nos bairros. Essa cobrança já vem desde novembro e até agora não obtivemos resposta.”
A presidente da comissão, vereadora Michelly Alencar, concordou com a colocação e ressaltou que havia um planejamento para essas ações, mas que não foi cumprido.
O vereador Alex Rodrigues reforçou o compromisso da comissão com a fiscalização e a melhoria do sistema de saúde municipal:
“Meu maior objetivo neste ano é ver a saúde funcionando bem para a população. A saúde é uma das áreas mais carentes da nossa cidade e do Brasil. Contem comigo nas fiscalizações para fazermos a diferença e colocar a saúde de Cuiabá no trilho que ela merece. Vamos fazer de 2026 um ano de melhorias.”
Como encaminhamento, a Comissão de Saúde deliberou pelo envio de ofícios às secretarias competentes, cobrando providências sobre todas as demandas levantadas. A presidente informou ainda que, na próxima reunião, a comissão apresentará respostas às cobranças realizadas e definirá a data da audiência pública de prestação de contas e apresentação do relatório da saúde, referente ao terceiro e último quadrimestre de 2025, que ainda não foi realizada.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

Leia Também:  Prefeito Emanuel Pinheiro anuncia reabertura do Hospital Municipal São Benedito

Propaganda

CUIABÁ

Prefeito suspende por decreto aprovação de lotes abaixo de 200 m² e medida vai parar na Justiça

Especialista em Direito Imobiliário e Diretor Jurídico do CRECI/MT, afirma que prefeito não pode suspender efeitos de lei municipal por ato do Executivo

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), publicou decreto suspendendo, por tempo indeterminado, a aprovação de novos projetos de loteamento e desmembramento que prevejam lotes com menos de 200 m² e frente inferior a 10 metros. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município que circulou na quinta-feira (25) e já é alvo de uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade proposta pelo MDB, atendendo solicitação o Pré Candidato a Deputado Federal, CLAUDECIR CONTTREIRA.

O Decreto nº 12.169/2026 determina que a Prefeitura deixe de analisar, emitir diretrizes e aprovar projetos que não atendam aos novos parâmetros até que entre em vigor uma nova legislação urbanística municipal. Na prática, ficam suspensas aprovações que hoje são permitidas pela Lei Complementar nº 389/2015, que estabelece área mínima de 180 m² para os lotes.

Embora o decreto afirme que a lei continua em vigor e que a suspensão tem caráter temporário, a medida impede a aplicação prática da legislação vigente aos processos em andamento e aos novos pedidos protocolados no município.

A constitucionalidade do decreto é contestada pelo advogado especialista em Direito Imobiliário e Direito Condominial, Miguel Zaim. Segundo ele, o prefeito não pode, por decreto, restringir a eficácia de uma norma aprovada pelo Poder Legislativo.

Leia Também:  Restaurantes locais de 14 bairros da capital podem solicitar adesão ao Prato Cheio; saiba como

“À primeira vista, eu vejo que esse decreto é inconstitucional. O prefeito não pode legislar por decreto ou suspender a eficácia de uma norma que está em vigor. Para alterar essa regra é necessária outra lei, debatida e aprovada pela Câmara Municipal”, afirmou.

Na avaliação do especialista, a administração municipal extrapolou sua competência administrativa ao editar um ato que, na prática, modifica a aplicação da legislação urbanística.

“O prefeito é chefe do Poder Executivo e exerce função administrativa. Se pretende alterar os parâmetros definidos em lei, deve encaminhar um projeto ao Legislativo. Não pode retirar a eficácia de uma norma em vigor por meio de decreto”, disse.

Miguel Zaim também afirma que a mudança tende a provocar impactos econômicos no mercado imobiliário e no acesso da população à moradia.

Segundo ele, a exigência de terrenos maiores reduz o número de lotes que podem ser implantados em cada empreendimento, aumentando os custos de produção e, consequentemente, o preço final dos imóveis.

“Vai encarecer os terrenos, dificultar o acesso à moradia para as famílias de menor renda e também afastar investimentos. Outras cidades de Mato Grosso adotam lotes mínimos de 180 m² justamente para ampliar o acesso à habitação de forma organizada e urbanizada”, afirmou.

Leia Também:  Inscrições para os cursos ofertados na 2ª Edição do ‘Qualifica Mulher’ estão abertas

O advogado acrescenta que o aumento da metragem mínima também pode elevar o valor dos financiamentos habitacionais e reduzir a competitividade de Cuiabá em relação a outros municípios, tendo em vista que as grandes construtoras deverão desistir de investimentos na capital.

Ação na Justiça

A legalidade do decreto também será analisada pelo Judiciário. O MDB ingressou com uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade questionando a medida adotada pelo prefeito.

Entre os argumentos apresentados está o de que o Executivo teria “inovado” na ordem jurídica por meio de decreto, criando restrições não previstas na legislação municipal e suspendendo, de forma indireta, os efeitos de uma lei que permanece vigente.

Anteriormente, no início de maio, Abilio chegou a encaminhar o projeto à Câmara de Vereadores, em regime de urgência, para aplicar as novas medições.

No entanto, o Executivo pediu o projeto de volta, suspendendo a tramitação, para novas discussões sobre o assunto. Ainda não há previsão para que a proposta cumpra o rito legal e seja votada pelos vereadores.

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA