TECNOLOGIA
Embrapii abre credenciamento de quatro novas unidades
Está aberta a chamada de credenciamento de quatro novas unidades Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). São R$ 20 milhões em investimentos primários, com expectativa de que sejam injetados até R$ 60 milhões, quando somadas as contrapartidas das empresas e unidades da organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
A seleção é aberta a qualquer tipo de instituição de ciência e tecnologia, pública ou privada, de qualquer área tecnológica. Em 12 de janeiro, haverá um webinar para esclarecimento de dúvidas dos candidatos. As propostas devem ser encaminhadas até 30 de janeiro, e o resultado será divulgado em 21 de agosto.
Durante o anúncio da chamada pública, na quinta-feira (18), a ministra do MCTI, Luciana Santos, exaltou o crescimento dos investimentos na Embrapii, que segue em alta desde 2023. Em 12 anos de existência, foram 3,7 mil projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação contratados, 2,5 mil empresas apoiadas e R$ 7,1 bilhões mobilizados.
“Quase metade de todos os projetos da história da Embrapii foi contratada na nossa gestão, desde 2023. Porque, quando há prioridade política e orçamento garantido, a inovação floresce”. Para a ministra, a empresa criou um modelo ágil, confiável e orientado para aproximar a pesquisa de excelência das demandas da indústria.
Para o presidente da Embrapii, Alvaro Prata, a ampliação da rede vai fortalecer o crescimento da indústria brasileira. “Estamos avançando na missão de apoiar cada vez mais a indústria, estimulando a competitividade e produtividade. Uma indústria mais forte produz riqueza, gera emprego, contribui com impostos e alavanca o desenvolvimento do nosso País”, disse.
Investimento recorde
A nova chamada está inserida no aporte anual repassado do MCTI à Embrapii. Em 2025, o valor foi recorde. Foram R$ 255 milhões destinados à contratação de 300 novos projetos, com execução limite alinhada a duração do contrato de gestão firmado entre os órgãos. O valor apoia a ciência nacional em busca da soberania tecnológica e científica do Brasil.
O montante é destinado a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação das unidades já credenciadas — além de possibilitar o ingresso das quatro novas vinculadas — e de um novo Centro de Competência Embrapii em Hidrogênio de baixa emissão de carbono, cujo processo de credenciamento será concluído em maio de 2026.
A Embrapii
A Embrapii é uma organização social que atua em cooperação com instituições de ciência e tecnologia, públicas ou privadas, para atender ao setor empresarial e fomentar a inovação na indústria. Para isso, ela conecta centros de pesquisa e empresas, compartilhando os custos da inovação ao aportar recursos não reembolsáveis em projetos que levem à introdução de novos produtos e processos no mercado. Para ter acesso ao modelo, a empresa deve apresentar seu desafio tecnológico à unidade Embrapii com a competência técnica que se enquadra às necessidades do projeto.
TECNOLOGIA
Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade
Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.
Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.
Projetos selecionados
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Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;
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Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc);
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Organização Baniwa e Koripako — Nadzoeri. Parceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);
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Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;
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Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara;
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Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.
Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.
Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.
O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.
Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades.
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