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Comissão da ALMT discute fortalecimento da piscicultura e lança bases para criação do IPMAT

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A Comissão de Agropecuária, Desenvolvimento Florestal e Agrário e de Regularização Fundiária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, na tarde desta terça-feira (16), a última reunião do ano com foco no fortalecimento da piscicultura, especialmente na Baixada Cuiabana. O encontro debateu a retomada do setor e apresentou iniciativas voltadas à organização da cadeia produtiva do pescado no estado.

Entre os principais temas, esteve o lançamento do Instituto da Piscicultura de Mato Grosso (IPMAT), que atuará em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e outras instituições para integrar cooperativas regionais já existentes e apoiar a criação de novas organizações. Também foi apresentado o plano de trabalho para a criação da Cooperativa Regional da Baixada Cuiabana, que inclui diagnóstico técnico da piscicultura local.

Presidente da comissão, o deputado Nininho (Republicanos) destacou que a criação do instituto pode representar um novo marco para o setor. Segundo ele, Mato Grosso reúne condições naturais favoráveis, como a abundância de recursos hídricos, mas perdeu espaço no mercado nacional após mudanças legais que impactaram a comercialização do pescado a partir de 2013. “A ideia é estruturar a cadeia da piscicultura por meio das cooperativas, garantir regularização sanitária, fortalecer a produção de alevinos, a indústria de ração e os frigoríficos, abrindo mercado para os pequenos produtores e gerando renda no campo”, afirmou.

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O vice-presidente da comissão, deputado Gilberto Catani (PL), ressaltou que Mato Grosso já foi líder nacional na produção de pescado e hoje ocupa posições inferiores no ranking. Para ele, a desburocratização e a criação de um ambiente regulatório mais adequado são fundamentais para a retomada do setor. “O instituto e a organização das cooperativas podem mudar essa realidade, começando pela Baixada Cuiabana e se expandindo para todo o estado”, avaliou.

Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

A secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, reforçou que o potencial produtivo de Mato Grosso é significativo, mas ainda pouco explorado. Ela explicou que a comissão busca identificar os impactos das legislações anteriores e construir soluções viáveis, tanto no campo legal quanto técnico. “Se houver necessidade de ajustes no arcabouço legal, isso será discutido de forma democrática, com a participação dos produtores, para criar regras factíveis e estimular novamente a cadeia da piscicultura”, destacou a representante da Seaf-MT.

Durante a reunião, o secretário adjunto municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Renildo França, apresentou a proposta do Sistema IPMAT AQUAMAT. Segundo ele, o instituto surge para suprir a ausência de um órgão específico que concentre informações, organize demandas e conduza a elaboração de um plano diretor estadual da piscicultura. “O objetivo é estruturar o setor, dar escala, competitividade e identidade ao pescado mato-grossense, transformando políticas públicas em resultados concretos, com menos burocracia e mais produção e renda”, afirmou.

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A comissão avaliou que a articulação entre Assembleia Legislativa, governo do Estado, municípios, instituições técnicas e produtores será decisiva para que Mato Grosso volte a ocupar posição de destaque na piscicultura nacional, com desenvolvimento sustentável e inclusão dos pequenos produtores.

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA MT

Operação mira ex-prefeito de Pontes e Lacerda e apura contratos milionários com empresa

Naco cumpre 12 ordens judiciais e investiga suspeitas de fraude em licitações e lavagem de dinheiro; apuração também aponta negociação de propriedade rural com pagamento de 100 cabeças de gado

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O Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), cumpre nesta sexta-feira (25) 12 ordens judiciais em Pontes e Lacerda contra agentes públicos e pessoas ligadas à iniciativa privada. A investigação apura possíveis irregularidades em contratos celebrados pela Prefeitura entre 2017 e 2024. 

Entre os alvos está o ex-prefeito Alcino Barcelos (PL), atualmente candidato a deputado estadual. Durante as diligências realizadas na residência dele, os agentes apreenderam uma quantidade de dinheiro em espécie que, até a divulgação inicial da operação, ainda estava sendo contabilizada. 

A investigação conduzida pelo Naco apura suspeitas de fraude em licitações, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Segundo a apuração, há indícios de possível favorecimento da empresa Concretubos Pré-Moldados Ltda. em contratações realizadas pelo município. 

Foram identificados sete contratos entre a empresa e a administração municipal. Cinco deles, firmados entre 2022 e 2023, somaram aproximadamente R$ 4,7 milhões. Com atualização monetária, o montante chega a R$ 5,78 milhões. A investigação também aponta possíveis vínculos familiares, empresariais e funcionais entre agentes públicos e particulares envolvidos nas contratações. 

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Negociação de fazenda é investigada

Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontaram movimentações financeiras consideradas suspeitas pelos investigadores. Outro ponto da apuração envolve a aquisição da propriedade rural Estância Rancho Fundo I pelo ex-prefeito. 

De acordo com a investigação, a negociação teria previsto como forma de pagamento a entrega de 100 cabeças de gado da raça Nelore. Os investigadores afirmam não ter localizado registros oficiais de movimentação pecuária compatíveis com a transação. 

A operação autorizada pela Justiça inclui mandados de busca e apreensão, acesso a dados telemáticos, quebra dos sigilos bancário, fiscal e financeiro dos investigados e indisponibilidade de bens, direitos e valores.

A ação conta ainda com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso e da Controladoria-Geral do Estado. As suspeitas seguem sob investigação, e as medidas cumpridas nesta sexta-feira não representam condenação dos envolvidos. 

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