NACIONAL

Escola Nacional de Turismo completa um ano de atividades e inicia sétimo ciclo de cursos

Um ano após sua inauguração, em novembro de 2024, a Escola Nacional de Turismo iniciou o sétimo ciclo de cursos gratuitos de extensão. Localizada na cidade de Belém (PA), a unidade pioneira do Ministério do Turismo foi parte da preparação para a COP30, conferência global sobre mudanças climáticas que ocorreu no último mês na capital paraense. Desde então, tornou-se um dos principais polos de qualificação profissional do setor turístico no Brasil.

As novas turmas da etapa atual começaram a ser formadas entre o fim de novembro e o início de dezembro, com aulas realizadas durante o período noturno. Entre os cursos ofertados estão Condutor de Atrativos Turísticos, Inglês, Organizador de Eventos, Educação Ambiental e Sustentabilidade para o Turismo e Gestão de Negócios Turísticos, no campus Belém.

Segundo o ministro do Turismo, Celso Sabino, a escola consolida um grande legado para o estado. “A Escola Nacional de Turismo inicia o seu sétimo ciclo, formando condutores turísticos, idiomas, profissionais do setor de hotelaria e diversos cursos profissionalizantes, para qualificar cada vez mais a mão de obra desse novo mercado que surge empregando muita gente, distribuindo muita renda em todo o estado do Pará”, destacou Sabino.

Ao longo do primeiro ano, a Escola Nacional de Turismo disponibilizou, somente no primeiro ciclo de cursos, mais de 4,7 mil vagas em Belém, Bragança, Santarém e Vigia. A sexta fase, lançada no último mês de junho, destinou outras 800 oportunidades. Os cursos envolvem áreas estratégicas do turismo brasileiro, incluindo gestão, sustentabilidade, hospitalidade, condução de visitantes e idiomas. O objetivo é qualificar profissionais para atender à crescente demanda do setor, impulsionada pelos investimentos federais destinados à COP30.

Leia Também:  Ministro Wolney Queiroz dá pontapé inicial para criar Comitê Gestor da Carreira do Seguro Social

TRAJETÓRIAS – A unidade tem se destacado por transformar trajetórias pessoais. Maria Cleonice Lima, de 61 anos, concluiu o curso de Condutor de Atrativos Turísticos após três décadas longe dos estudos. Ela conta que viu na iniciativa a chance de retornar à vida acadêmica e se preparar para trabalhar na área de turismo.

“Significa muito para mim voltar à sala de aula depois de 30 anos. Depois que criei minhas filhas, voltei a estudar e percebi que nunca é tarde para recomeçar. Além disso, todo o sistema é gratuito, e isso é bom porque muitas vezes a gente não tem condições de pagar. Então, quem sabe valorizar e sabe aproveitar vai se dar – e já está se dando – muito bem com as oportunidades abertas pela COP30”, comemorou Maria.

Já a jovem Gabriela Ventura, de 23 anos, ingressou no mesmo curso em busca da primeira oportunidade de trabalho. Para ela, a formação abre portas em um mercado com forte expansão e chama a atenção pela abordagem sobre educação ambiental. “Esse curso vai agregar muito à minha vida, e eu pretendo ingressar no mercado de trabalho nesse mesmo setor. Acho um curso muito importante e que tem impacto na nossa vida, por causa da educação ambiental”, disse Gabriela.

Leia Também:  MEC apresenta materiais didáticos aprovados para a EJA

PARCERIA – Os cursos da Escola Nacional de Turismo são executados pelo Instituto Federal do Pará (IFPA) nas modalidades presencial e a distância, contemplando Belém, Santarém, Vigia, Bragança e outros municípios do estado. A parceria entre o Ministério do Turismo e o IFPA prevê um investimento superior a R$ 3,8 milhões até março de 2026, garantindo infraestrutura, equipe técnica e apoio financeiro aos estudantes. Cada matriculado recebe uma bolsa mensal de R$ 200, destinada a assegurar a permanência e a conclusão da formação.

Para participar da qualificação, é necessário ter mais de 18 anos de idade e ensino fundamental completo. A unidade segue com o propósito de oferecer cursos de curta duração nas áreas de turismo, hospitalidade, hospedagem, eventos e idiomas, ao mesmo tempo em que avança na expectativa de, futuramente, disponibilizar graduações, mestrados e doutorados voltados ao setor.

Por Cléo Soares
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

Propaganda

NACIONAL

Desenrola Fies 2026 renegociou R$ 3,7 bilhões

Desenrola Fies alcançou a marca de 67.927 renegociações realizadas em todo o país. Desde o início da nova etapa do programa, em 13 de maio, foram renegociados R$ 3,71 bilhões em contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Os valores reforçam o alcance da iniciativa, criada para facilitar a regularização financeira dos estudantes e reduzir os índices de inadimplência. 

Os acordos firmados já resultaram na entrada de R$ 203,7 milhões aos cofres públicos, valor correspondente ao pagamento inicial exigido para a formalização das renegociações. Após a aplicação dos descontos previstos pelo programa, o saldo das dívidas renegociadas foi reduzido para R$ 792,3 milhões, representando um abatimento superior a R$ 2,92 bilhões. 

Os dados demonstram uma forte adesão dos estudantes às condições especiais oferecidas pelo programa, que permite descontos de até 99% sobre o valor consolidado da dívida, dependendo do perfil do contrato e do tempo de inadimplência.  

A modalidade mais procurada pelos estudantes foi a destinada aos contratos com mais de 360 dias de inadimplência e desconto de 77%, que registrou 43.891 renegociações e movimentou R$ 2,51 bilhões em saldo devedor. Também teve destaque a modalidade voltada aos estudantes inscritos no Cadastro Único para programas sociais do governo federal (CadÚnico), com desconto de 92%, responsável por 14.388 acordos e R$ 834,1 milhões em dívidas renegociadas. Já a modalidade com desconto de até 99% contabilizou 3.835 renegociações, enquanto a opção de liquidação antecipada do saldo devedor, destinada a contratos adimplentes ou com atraso de até 90 dias, registrou 3.762 adesões. 
 
O programa tem potencial para beneficiar mais de 1 milhão de estudantes com contratos firmados até 2017 e que estavam em fase de amortização em 4 de maio de 2026. Os interessados podem aderir à renegociação até 31 de dezembro de 2026, diretamente pelos aplicativos, plataformas digitais ou agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.  

Leia Também:  Amazonas vai receber investimentos de R$ 1,7 bi do Fundo da Marinha Mercante para a construção de 188 embarcações

Condições especiais – As condições de renegociação variam de acordo com o perfil do estudante e o tempo de inadimplência do contrato. Os beneficiários adimplentes ou com atraso de até 90 dias podem quitar o saldo devedor com desconto de 12% no pagamento à vista. Para contratos com mais de 90 dias de atraso, o programa prevê abatimento de 12% sobre o valor principal, além da eliminação total de juros e multas.  
 
Já os estudantes com débitos vencidos há mais de 360 dias podem obter descontos de até 77% sobre o saldo devedor, percentual que chega a 92% para aqueles inscritos no Cadastro Único para programas sociais do governo federal (CadÚnico). Nos casos de estudantes do CadÚnico com contratos em atraso superior a cinco anos, o desconto pode alcançar 99% do valor consolidado da dívida. 

Como aderir – A renegociação pode ser realizada pelos canais digitais dos agentes financeiros responsáveis pelo contrato. Após a escolha da modalidade disponível, o estudante deve aceitar eletronicamente os termos do acordo e efetuar o pagamento da entrada para que a renegociação seja efetivada. A partir da confirmação do pagamento, ocorre a retirada do nome do estudante e dos fiadores dos cadastros de inadimplência, quando aplicável.  

Leia Também:  Prêmio MEC da Educação Brasileira: TO recebe três premiações

Fies – Criado em 2001, o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) financia cursos de graduação em instituições privadas de educação superior com avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Desde 2018, o programa passou a oferecer juros zero para estudantes com menor renda e condições de financiamento proporcionais à capacidade de pagamento dos beneficiários. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) 

Fonte: Ministério da Educação

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA