POLÍTICA NACIONAL

Avança pensão para vítimas de escalpelamento e notificação obrigatória

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou nesta quarta-feira (3) o Projeto de Lei (PL) 3.360/2024, da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que prevê pensão especial temporária para vítimas de escalpelamento em situação de vulnerabilidade e torna obrigatória a notificação dos casos atendidos por serviços de saúde públicos e privados. 

Escalpelamento é a extração brusca, parcial ou total, do couro cabeludo causada pelo enroscamento do cabelo no eixo do motor de barcos. O problema vitimiza principalmente mulheres e meninas que dependem de pequenas embarcações na região amazônica para o transporte diário.  

A matéria recebeu parecer favorável do senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) e segue para votação final na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). 

Pelo projeto, terão direito ao benefício as pessoas com renda familiar per capita igual ou inferior a um quarto do salário mínimo. O valor será de um salário mínimo, com pagamento a partir do acidente e durante todo o período de tratamento. 

O texto determina que a pensão não poderá ser acumulada com outros benefícios previdenciários ou assistenciais, assegurado ao beneficiário optar pelo mais vantajoso. 

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A proposta também obriga a comunicação dos acidentes às autoridades sanitárias, à Marinha do Brasil e ao Ministério Público, com registro pelos serviços de saúde que realizarem o atendimento. 

De acordo com o relator, a medida corrige uma falha do Estado no que diz respeito à fiscalização das embarcações. 

— Se o Estado não cumpre a sua obrigação, com a permissão para que donos de embarcações não observem as medidas de segurança necessárias à preservação da incolumidade física dos passageiros, deve arcar com as consequências da omissão e reparar os danos causados às pessoas, na maioria mulheres — enfatizou o senador. 

Para ele, oferecer o benefício é essencial para garantir condições mínimas de sobrevivência às vítimas enquanto enfrentam tratamento prolongado e doloroso. 

Risco concentrado na navegação de rios 

O escalpelamento ocorre quando o cabelo se enrosca em partes móveis dos motores, geralmente descobertos. O arrancamento brusco do couro cabeludo, total ou parcial, pode vir acompanhado da perda de orelhas, sobrancelhas, pálpebras e partes do rosto ou pescoço, o que provoca deformações severas e risco de morte. 

Os casos se concentram em regiões ribeirinhas, especialmente entre mulheres e meninas que dependem de pequenas embarcações para transporte diário. 

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Cleitinho critica projeto que facilita pagamento de dívidas partidárias

Ao discursar em Plenário nesta quarta (20), o Cleitinho (Republicanos-MG) criticou o projeto de lei que amplia para até 15 anos o prazo para pagamento de dívidas partidárias, flexibiliza regras de prestação de contas e impede o bloqueio de recursos dos fundos partidário e eleitoral. O projeto de lei (PL 4.822/2025) foi aprovado pela Câmara dos Deputados na terça-feira (19).

Cleitinho afirmou que a proposta cria privilégios para partidos políticos em um momento em que a população enfrenta dificuldades econômicas. Assim, observa ele, trabalhadores passam por dificuldades com o atraso no pagamento de contas básicas e impostos, enquanto os partidos poderão parcelar suas dívidas por longo período, mesmo após estarem envolvidos em irregularidades com recursos públicos.

— O partido não agrega nada, não acrescenta nada, não produz nada e recebe dinheiro público. Aí pega e desvia dinheiro público; compra jatinho, compra helicóptero. É punido e agora tem 15 anos para pagar a multa! Se você fica sem pagar o seu IPVA, veja se não tomam seu carro! Fique sem pagar a sua conta de luz e veja se não cortam a sua luz. Fique sem pagar a sua conta de água e veja se não cortam a sua água. Fique sem pagar a sua casa, o seu IPTU, e o que acontece?! Eu espero que o Senado barre essa porcaria de projeto — declarou.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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