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SES promove seminário de vigilância laboratorial de Mato Grosso

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O Laboratório Central de Saúde Pública do Estado de Mato Grosso (Lacen-MT), gerido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), realizou, nesta quarta e quinta-feira (26 e 27.11), o Seminário de Vigilância Laboratorial de Mato Grosso.

O evento reuniu, no Hotel Fazenda Mato Grosso, cerca de 120 profissionais que atuam na área de laboratório e setores que fazem interfaces dentro do Estado, como os profissionais do Lacen, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), do laboratório forense da Secretaria de Estado de Segurança Pública e equipe da Vigilância em Saúde.

Segundo a diretora do Lacen, Elaine de Oliveira, o seminário marca o aniversário de 50 anos da unidade, comemorado nesta sexta-feira (28).

“O Lacen completa 50 anos e nós resolvemos fazer este evento científico, com a participação de várias entidades parceiras que fazem interfaces com a vigilância laboratorial, para trazer mais conhecimento e troca de experiências para toda a equipe”, contou.

A coordenadora-geral dos Laboratórios de Saúde Pública do Ministério da Saúde, Carla Freitas, realizou a palestra a “Rede de Laboratórios e Desafios Atuais da Vigilância Laboratorial no Brasil: Uma só Saúde e a Vigilância Laboratorial”.

O seminário teve ainda uma homenagem aos diretores que passaram pelo Lacen entre 1975 e 2025, e o lançamento do “Atlas laboratorial: Caminhos dos Patógenos de Mato Grosso – Edição 01”, que conta, com o olhar do Lacen, a história de como vários patógenos circularam dentro do Estado nos últimos dez anos.

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“Nesta primeira edição, a gente fez sobre malária, doença de chagas, leishmaniose, hanseníase e tuberculose. Este material já está disponível no site da Secretaria”, acrescentou a diretora.

Conforme a secretária adjunta de Atenção e Vigilância à Saúde da SES em substituição, Alessandra Moraes, o evento mostrou o protagonismo que o Lacen assumiu nesta gestão, sendo referência para o Estado, para a região Centro-Oeste e para o Brasil, não só quanto à estrutura física, mas quanto à qualidade do serviço prestado.

“O Lacen consegue dar respostas à sociedade com exames altamente qualificados. O que antes nós teríamos que mandar para fora para unidades referências, hoje, é feito com muito mais rapidez dentro do Estado, dando segurança à população mato-grossense de um exame eficaz, de qualidade, e que a gente pode, a partir desse resultado, tomar as medidas necessárias”, explicou Alessandra.

Saiba mais sobre a programação do seminário

No primeiro dia de evento, foi realizada a mesa-redonda “Pesquisa Laboratorial e Vigilância em Saúde”, em que participaram os palestrantes Elba Regina de Lemos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz); Janaina Pauli, coordenadora da Vigilância Epidemiológica da SES; Thiago Medeiros e Débora Silveira, especialistas da Thermofisher.

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Nesta quinta-feira, segundo dia do seminário, foi apresentada a mesa-redonda “Mudanças Climáticas e Vigilância Laboratorial”, com a participação do Luiz Carlos Júnior Alcântara, da Fiocruz/MG; Vilma Juscineide de Souza, da Coordenação de Vigilância Ambiental da SES; Rodrigo Ribeiro, do Lacen Espírito Santo e Laura Torres e Luciana Pessoa, especialistas da Thermofisher.

A mesa-redonda “Evidências Laboratoriais e Gestão Reguladora” foi realizada com Graziela Costa Araújo, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e Marcos Roberto Arcanjo Dias, da Coordenação de Vigilância Sanitária da SES.

A diretora Elaine fez uma palestra sobre os “Avanços e Desafios da Vigilância Laboratorial em Mato Grosso”, em que destacou a inauguração da nova sede do Lacen, construída para atender as necessidades do laboratório, que é pautado em normas internacionais; e a modernização do Parque Tecnológico.

“O Parque Tecnológico foi todo atualizado, com equipamentos modernos de primeira geração, qualificação técnica e processos administrativos e técnicos, todos estruturados e implementados de acordo com a norma ISO 15189, que é o que nos leva para a acreditação”, concluiu Elaine.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Filhote de onça-pintada é flagrada por câmeras enquanto explora área de preservação em MT

Maya, de cerca de quatro meses, foi registrada em Poconé durante momentos de exploração e interação com o ambiente

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Um filhote de onça-pintada chamado Maya foi registrado por câmeras de monitoramento do Instituto Impacto na Pousada Rio Mutum, em Poconé, a cerca de 104 quilômetros de Cuiabá. As imagens mostram o animal, com aproximadamente quatro meses de idade, explorando a área e interagindo com elementos da natureza.

Os primeiros registros de Maya foram feitos quando ela tinha cerca de três meses. Segundo o médico-veterinário Paul Raad, responsável pelo acompanhamento, a fase é marcada pelo desenvolvimento da autonomia e pelo aprendizado de comportamentos que serão importantes na vida adulta.

Em um dos registros, a filhote aparece brincando e explorando um tronco. De acordo com o veterinário, esse tipo de comportamento faz parte do processo de desenvolvimento do animal.

“Ela está naquela fase de começar a brincar, explorar o mundo e desenvolver as habilidades que vai precisar no futuro como predador. A gente tem registros bem detalhados dela brincando com a mãe e também explorando o ambiente. Como ela nasceu sem irmãos, ela acaba encontrando outros elementos para brincar, como um tronco, por exemplo”, explicou Paul.

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A identificação de Maya também foi possível graças ao acompanhamento de sua família. A filhote foi vista semanas antes ao lado da mãe, Baía, uma onça-pintada conhecida por pesquisadores, biólogos, fotógrafos e guias que frequentam a região.

Além da relação entre mãe e filha, os pesquisadores utilizam o padrão de manchas da pelagem para identificar individualmente cada animal. As rosetas presentes no corpo das onças possuem características únicas e funcionam como uma espécie de identificação natural.

“A gente consegue identificar as onças pelo padrão de manchas, que é único para cada indivíduo, como se fosse uma impressão digital. Então, a Nina tem um padrão, a Baía tem outro e a Maia tem o dela. O fato de a gente ter registrado a Maia junto com a Baía foi fundamental para confirmar essa relação”, detalhou o veterinário.

O monitoramento permite acompanhar de perto o crescimento e o desenvolvimento da filhote, além de registrar comportamentos naturais durante os primeiros meses de vida. Como nasceu sem irmãos, Maya utiliza o próprio ambiente ao redor para desenvolver habilidades por meio das brincadeiras e da exploração.

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Os registros também contribuem para o acompanhamento da fauna da região e para a identificação de indivíduos que circulam pela área monitorada.

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