AGRONEGÓCIO
Porto Nacional vai abrir a colheita da soja, consolidando o Tocantins como força do agro
Porto Nacional ( cerca de 59 km da capital, Palmas) foi escolhido para receber a Abertura Nacional da Colheita da Soja de 2026 principalmente pelo papel de destaque que o Tocantins vem conquistando no cenário brasileiro de produção de grãos. O evento, promovido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja) Brasil e Aprosoja Tocantins, será realizado no dia 30 de janeiro na Fazenda Alto da Serra, reunindo produtores, técnicos e representantes do setor em um momento simbólico para o agro nacional.
A escolha do Tocantins como sede reflete os números sólidos do estado: a safra 2024/25 deve registrar um recorde de 5,12 milhões de toneladas de soja, crescimento de 11,9% em relação ao ciclo anterior. Somando soja e milho, Tocantins projeta uma produção total de grãos próxima de 8,5 milhões de toneladas, alta de 10,7% segundo a Secretaria Estadual de Agricultura. A área plantada de soja no estado já supera 1,48 milhão de hectares e a produtividade média chega a 65 sacas por hectare em áreas consolidadas.
Esses avanços não se limitam ao campo: melhorias logísticas, como novas estradas e estruturas de armazenagem, além de condições climáticas favoráveis, consolidam Tocantins como nova fronteira agrícola e atraem investimentos, ampliando o protagonismo do estado na expansão agroindustrial do país.
A cerimônia destaca o tema “Onde a soja cresce, a transformação acontece”, reforçando o impacto econômico, social e tecnológico do agro tocantinense.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Brasil assume a presidência da Plataforma de Ação Climática na Agricultura para a América Latina e o Caribe
O Brasil assumiu oficialmente, nesta terça-feira (30), a presidência da Plataforma de Ação Climática na Agricultura para a América Latina e o Caribe (PLACA), durante a cerimônia de abertura da Assembleia Anual, realizada em Lima, no Peru.
O evento, que se estende até 2 de julho, reúne representantes dos 19 países membros da Plataforma, além de autoridades da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
A transição de liderança foi formalizada em ato protocolar conduzido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Irrigação do Peru, país que exerceu a presidência da PLACA entre julho de 2025 e junho de 2026.
A escolha do Brasil para liderar a Plataforma havia sido definida na Assembleia Anual de 2025, quando o país foi eleito, por unanimidade dos membros presentes, para a copresidência da PLACA.
A passagem de bastão ocorreu entre o ministro peruano, Felipe Millán, e o secretário de Desenvolvimento Rural do Ministério da Agricultura e Pecuária, Marcelo Fiadeiro, que representou o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.
Na ocasião, Fiadeiro destacou que o objetivo é dar continuidade ao legado da presidência peruana e fortalecer ainda mais a integração entre os países membros. “Para este mandato, propomos a inserção de novas iniciativas estratégicas como o projeto Semillas Azul, o compartilhamento das experiências do nosso Plano ABC+ e a consolidação da iniciativa RAIZ, focada em atrair novos mecanismos de financiamento para os nossos projetos regionais. Valorizamos essa integração porque temos a convicção de que a agricultura sustentável e a segurança alimentar são parte fundamental da solução para a crise climática”, disse.
Durante a Assembleia, além da formalização da presidência brasileira, foi realizada a eleição da nova copresidência. A Guatemala foi eleita para exercer a função durante esta gestão e, posteriormente, assumirá a presidência da Plataforma em 2027.
Também foram aprovados o Plano de Trabalho para o período de julho de 2026 a junho de 2027 e as prioridades regionais que orientarão o posicionamento da PLACA rumo à COP31, com destaque para a ampliação das oportunidades de financiamento climático voltadas ao setor agropecuário da região.
À frente da Plataforma, o Brasil deverá destacar sua trajetória na promoção da agricultura sustentável e de baixa emissão de carbono, com base nos resultados do Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono), implementado entre 2010 e 2020, e na atual fase do Plano ABC+.
Os representantes técnicos do Brasil na presidência da PLACA serão a diretora do Departamento de Produção Sustentável do Mapa, Mônica Cavalcanti, como titular, e o coordenador-geral de Irrigação e Conservação do Solo, Kleber Santos, como suplente.
Mônica Cavalcanti ressaltou que a Plataforma representa uma iniciativa de grande relevância para a ação climática na América Latina e no Caribe. Segundo ela, com o apoio da FAO, o espaço tem papel fundamental no enfrentamento das mudanças climáticas por meio da promoção da agricultura sustentável e da segurança alimentar.
“O Brasil ocupa um inegável protagonismo assumindo a presidência da PLACA, uma vez que suas ações consolidadas com o Plano ABC+, uma política pública de referência mundial, com 16 anos de existência com impactos econômicos e sociais positivos nos municípios brasileiros”, afirmou.
A programação da Assembleia inclui sessões técnicas sobre financiamento climático e o Fundo Verde para o Clima, reuniões de coordenação regional e uma missão técnica de campo para conhecer iniciativas peruanas de agrobiodiversidade e inovação agrícola.
Na última semana, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, reuniu-se por videoconferência com o ministro do Desenvolvimento Agrário e Irrigação do Peru, Felipe Millán, para tratar da transição da presidência e reforçar a importância da Plataforma para o fortalecimento da agricultura da região.
O QUE É A PLACA?
A PLACA foi lançada durante a 25ª Conferência das Partes (COP25) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em dezembro de 2019, com o objetivo de fortalecer a cooperação regional em ação climática no setor agropecuário.
A iniciativa atua sob amparo e apoio administrativo da FAO e reúne os Ministérios de Agricultura de 19 países: Argentina, Bahamas, Belize, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai.
A Plataforma se alinha às Convenções do Rio, isto é, a Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climática, Convenção sobre Diversidade Biológica e Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação. Como também a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável e ao Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres 2015-2030, promovendo abordagens integradas para fortalecer a resiliência climática dos sistemas agroalimentares na América Latina e no Caribe.
O trabalho é organizado em quatro grupos temáticos: Adaptação e Mitigação; Políticas Públicas; Gestão de Conhecimentos; e Investigação, Desenvolvimento e Inovação Tecnológica.
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