ECONOMIA
Salão do Automóvel: com o Mover, setor automotivo volta a crescer com inovação e sustentabilidade
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, celebrou nesta quinta-feira (20/11), ao acompanhar a abertura do 31º Salão Internacional do Automóvel, em São Paulo, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a volta do crescimento da indústria automotiva brasileira e das políticas públicas que permitiram essa retomada.
“Quando o presidente Lula assumiu, em 2023, havia uma grande ociosidade na indústria automotiva e o presidente, com a sensibilidade de quem quer fazer a economia crescer e defender o emprego, lançou um programa rápido, dando um crédito de R$ 2 mil a R$ 8 mil para carros de entrada com mais sustentabilidade, menos poluentes e com grande conteúdo nacional”, afirmou Alckmin, citando a primeira iniciativa do atual governo nessa área – na época, uma medida de caráter pontual e de curto prazo, mas que serviria de base, em alguns aspectos, para o programa estruturante que seria lançado meses depois, o Mover, dentro da Nova Indústria Brasil (NIB).
“O Mover é a legislação mais avançada do mundo, porque não é do tanque à roda, é do poço à roda”, afirmou o ministro, citando a ampliação das medições da pegada de carbono do setor, o que não é feito em nenhum outro país.
“O Mover trouxe segurança, planejamento e investimento. São R$ 140 bilhões de investimento na indústria automotiva e mais 50 bilhões no setor de autopeças. O Mover se baseia em inovação, conteúdo nacional e mais eficiência energética”, completou.
Antes de Alckmin, o presidente da Anfavea, Igor Calvet, já havia associado o Mover ao bom momento pelo qual passa o setor. “O setor está renovando fábricas, expandindo engenharia, estimulando inovação, acelerando a transição tecnológica e garantindo, sobretudo, que os nossos trabalhadores seguirão confiantes em empresas fortes e prósperas. O impulso para esse momento, é preciso que se diga, veio com o programa Mover, um programa que deu segurança ao setor para inovar e investir”, afirmou.
Dirigindo-se ao presidente Lula, Calvet ressaltou: “Esse é um país, presidente, que transforma a sua vocação industrial em desenvolvimento, em conhecimento, em oportunidades. E esse sonho é um sonho compartilhado entre nós e, tenho certeza, com esse governo”.
Inovação, transição energética e agregação de valor
Considerado o maior evento automotivo da América Latina, o Salão do Automóvel retoma suas atividades em 2025, após um período de indefinição desde a edição de 2018.
Em sua fala, o presidente Lula lembrou que ele foi um dos incentivadores da volta do Salão. “Eu confesso a vocês que eu vi muito salão de automóveis. E confesso a vocês que esse que vocês estão fazendo agora será infinitamente o melhor salão de automóveis já feito nesse país, por causa da capacidade e da inovação do setor automobilístico”.
O presidente afirmou que nenhum país no mundo pode competir com o Brasil, quando se trata de inovação para a transição energética, e fez uma defesa dos investimentos industriais para a agregação de valor nas exportações brasileiras.
“Nós ainda não sabemos fazer a bateria, mas nós precisamos aprender a fazer bateria. Nós não sabemos ainda cuidar das terras raras, mas nós temos que aprender. Nós temos empresários, nós temos universidades, nós temos cientistas, nós temos condições de ter recursos. Por que a gente vai ser a vida inteira importador de coisas que a gente pode exportar? Por que a gente vai ser a vida inteira só exportador de commodities e não exportador de inteligência?”, questionou.
Lula aproveitou a cerimônia para falar sobre o acerto da escolha do nome de Alckmin para o MDIC. “Poucas vezes na história desse país vocês tiveram um ministro da Indústria e Comércio da sensibilidade, da qualidade de conversação que nós temos com o companheiro Alckmin”, disse.
No final de sua fala, o presidente destacou mais uma vez a qualidade do Salão. “A história da indústria automobilística será marcada entre antes e depois desse salão do automóvel. Porque quem vier aqui vai perceber que o Brasil efetivamente é um país competitivo, é um país de oportunidade, e é um país que está cansado de ser um país em desenvolvimento. A gente quer definitivamente ser um país desenvolvido”.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
ECONOMIA
Corrente de comércio brasileira alcança US$ 56 bi no mês de maio
No mês de maio de 2026 as exportações somaram US$ 32 bilhões e as importações, US$ 24,1 bilhões, com saldo positivo de US$ 8 bilhões e corrente de comércio de US$ 56 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 149 bilhões e as importações, US$ 116 bilhões, com saldo positivo de US$ 33 bilhões e corrente de comércio de US$ 264 bilhões.
Esses e outros resultados foram divulgados nesta quarta-feira (3/6), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).
>> Balança Comercial Mensal – Dados Consolidados – Maio/2026
Assim, no mês de maio/2026 a corrente de comércio totalizou US$ 56 bilhões e o saldo foi de US$ 7,82 bilhões. Comparando-se este período com o de maio/2025, houve crescimento de 6,1% na corrente de comércio.
Nas exportações, comparado o valor de janeiro/maio 2026 (US$ 148,57 bilhões) com o de janeiro/maio – 2025 (US$ 136,68 bilhões) houve crescimento de 8,7%. Em relação às importações, houve crescimento de 3,2% entre o valor do período de janeiro/maio – 2026 (US$ 115,91 bilhões) com janeiro/maio – 2025 (US$ 112,35 bilhões). Por fim, o valor da corrente de comércio totalizou US$ 264,48 bilhões e apresentou crescimento de 6,2% na comparação entre estes períodos.
Exportações e Importações por Setores
No mês de maio/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,73 bilhão (9,8%) em Agropecuária e de US$ 1,37 bilhão (9,0%) em produtos da Indústria de Transformação. Houve queda de US$ 0,13 bilhão (1,9%) em Indústria Extrativa.
Já comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: crescimento de US$ 1,34 bilhão (6,3%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,04 bilhão (7,8%) em Agropecuária e de US$ 0,1 bilhão (10,1%) em Indústria Extrativa.
No acumulado de janeiro a maio/2026, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 2,36 bilhões (7,3%) em Agropecuária; de US$ 5,37 bilhões (17,3%) em Indústria Extrativa e de US$ 4,08 bilhões (5,6%) em produtos da Indústria de Transformação.
No acumulado do ano atual, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: crescimento de US$ 4,34 bilhões (4,2%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,53 bilhão (19,0%) em Agropecuária e de US$ 0,31 bilhões (6,2%) em Indústria Extrativa.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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