ECONOMIA

COP 30: Alckmin lança consulta pública para Estratégia Nacional de Descarbonização Industrial

O lançamento dá continuidade ao processo iniciado pelo MDIC em 2024, com oficinas técnicas e debates com academia, sociedade, órgãos governamentais e representantes da indústria, entre eles os mais energointensivos em processos operacionais: vidro, cimento, aço, alumínio, papel ecelulose e química. A ENDI é uma estratégia do governo brasileiro, coordenada pelo MDIC, que utiliza a descarbonização da indústria como motor de desenvolvimento econômico sustentável.

Alinhada à Nova Indústria Brasil (NIB), ela busca fortalecer a base industrial do país, ampliar a competitividade, gerar novas oportunidades de emprego e preparar a indústria brasileira para competir em um cenário global que exige produtos e processos de baixo carbono.

“A indústria do futuro é de baixo carbono, e a ENDI vai fortalecer a produção nacional, aumentando a competitividade da indústria brasileira em um cenário global que exige baixas emissões. Com essa estratégia, mais uma vez, o Brasil mostra que está na liderança global quando falamos de sustentabilidade”, afirma Alckmin.

Visão estratégica, objetivo e pilares

A ENDI busca valorizar a vantagem comparativa do Brasil em emissões industriais; descarbonizar a indústria existente, modernizando processos e substituindo insumos intensivos em carbono; e criar cadeias industriais verdes, baseadas em bioinsumos, carbono biogênico e minerais estratégicos.

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A Estratégia contempla os compromissos do setor industrial no Plano Clima, política nacional responsável por orientar a implementação das metas assumidas pelo Brasil no âmbito do Acordo de Paris.

Entre outros objetivos, a ENDI pretende aumentar a demanda por insumos e produtos sustentáveis; estimular tecnologias e cadeias sustentáveis; fortalecer a competitividade e a inovação industrial; e promover condições habilitadoras para a descarbonização, contribuindo para a neutralidade climática do Brasil até 2050 e para o desenvolvimento regional.

A iniciativa pretende fomentar o diálogo multissetorial em torno de quatro pilares estratégicos:

  • Pesquisa, Desenvolvimento, Inovação (PD&I) e capacitação profissional: Fomento à inovação tecnológica nacional e formação de mão de obra qualificada para apoiar a transição;
  • Insumos descarbonizantes: Substituição de matérias-primas e fontes energéticas fósseis por alternativas sustentáveis, como biomassa, hidrogênio de baixa emissão e materiais reciclados;
  • Estímulo à demanda por produtos de baixo carbono: Consolidação de mercados sustentáveis por meio de certificações, rotulagens e políticas de compras públicas;
  • Financiamento e incentivos: Criação de instrumentos de crédito, incentivos fiscais e mecanismos de defesa comercial que garantam a viabilidade da transição industrial.
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Como Participar

A consulta pública pode ser acessada na plataforma Brasil Participativo e fica aberta às contribuições até 17 de janeiro de 2026 pelo link: https://brasilparticipativo.presidencia.gov.br/processes/descarbonizacaoindustrial

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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ECONOMIA

MDIC participa de missão internacional no Reino Unido sobre descarbonização industrial de portos

A secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Julia Cruz, chefiou a delegação brasileira na Missão Técnica Estratégica ao Reino Unido: Descarbonização Industrial de Portos, realizada entre os dias 11 e 15 de maio, no âmbito do projeto Cluster Initiative, promovido pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO).

A iniciativa reuniu representantes do Brasil e do Reino Unido para debater soluções voltadas à transição energética, à redução das emissões industriais e ao desenvolvimento de infraestrutura sustentável em portos e clusters industriais estratégicos.

Durante a missão, foram promovidas apresentações técnicas, workshops e visitas a polos industriais britânicos nas regiões de North West, Pembroke e Londres. A programação abordou temas como hidrogênio verde, logística sustentável, políticas públicas de descarbonização e cooperação internacional para modernização industrial.

A agenda também fortaleceu as plataformas de cooperação ID Hub e H2 Hub Brasil–Reino Unido, voltadas ao intercâmbio de conhecimento e à construção de estratégias conjuntas para acelerar a descarbonização industrial.

Segundo a secretária Julia Cruz, a participação brasileira em iniciativas internacionais amplia o diálogo sobre desenvolvimento sustentável e fortalece a busca por soluções inovadoras para os desafios climáticos.

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“A troca de experiências a respeito dos caminhos e políticas de transição energética é fundamental para construirmos estratégias de descarbonização eficientes e adequadas aos contextos dos diferentes países e, principalmente, alinhadas a um projeto de competitividade”, destacou.

A missão técnica integra os esforços do Governo Federal voltados à geração de competitividade para a indústria nacional a partir da redução das emissões de gases de efeito estufa e ao fortalecimento de uma economia de baixo carbono, considerada uma das principais agendas globais para os próximos anos.

Para Julia Cruz, os portos têm papel estratégico nesse processo por concentrarem atividades logísticas, industriais e energéticas, além de serem fundamentais para a implementação de corredores verdes e novas cadeias produtivas sustentáveis.

A participação brasileira no encontro também reforça o compromisso do país com políticas públicas voltadas à transição energética, à inovação industrial e à cooperação internacional para o desenvolvimento sustentável.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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