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Debate aborda direito à moradia e infraestrutura em Várzea Grande

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou na sexta-feira (14), no Várzea Grande Shopping, a entrevista final da temporada do projeto Diálogos com a Sociedade no município, trazendo à pauta um tema que impacta diretamente milhares de famílias, que é a regularização fundiária urbana (REURB).A entrevista reuniu a promotora de Justiça Michele Vilela, a secretária municipal de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Habitação de Várzea Grande Manuela Rondon Ourives Bastos, e o advogado Robson Pazeto Júnior, representante da Geogis Geotecnologia. Juntos, eles esclareceram os desafios e avanços do processo de regularização, que garante não apenas títulos de propriedade, mas também infraestrutura e cidadania.A promotora de Justiça destacou a importância do processo para garantir direitos fundamentais. “A REURB é uma lei que permite trazer à legalidade núcleos informais, garantindo não apenas o título de propriedade, mas também infraestrutura básica. Isso significa dignidade, segurança e cidadania”, afirmou.Segundo a promotora, o Ministério Público atua como fiscal da lei, acompanhando os municípios e integrando comissões fundiárias para assegurar que os procedimentos respeitem critérios técnicos, ambientais e sociais. “É um trabalho multidisciplinar que envolve meio ambiente, Defesa Civil, cartórios, Judiciário e Ministério Público. O objetivo é dar segurança jurídica às famílias e ordenar o crescimento urbano”, explicou.A secretária municipal de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Habitação de Várzea Grande, Manuela Rondon Ourives Bastos, revelou que o município enfrenta um grande desafio. “Temos muitos bairros irregulares, alguns com ocupações antigas e outros oriundos de loteamentos não concluídos. Hoje trabalhamos em três grandes projetos que somam mais de 50 núcleos em processo de regularização”, disse.O advogado Robson Pazeto Júnior, especialista em geotecnologia, ressaltou os entraves jurídicos. “Não é possível regularizar um imóvel isolado; é preciso tratar o núcleo como um todo. Além disso, só órgãos legitimados podem instaurar o processo, e a conclusão depende do registro em cartório”.Durante o debate, os convidados reforçaram que a regularização traz impactos sociais e econômicos significativos. “Quando a pessoa recebe o título, ela diz: ‘Agora é meu’. Isso gera segurança jurídica, permite investimentos, acesso a crédito e valorização do imóvel”, concluiu Robson.Dose dupla – Nesta edição do projeto Diálogos com a Sociedade, as entrevistas serão realizadas em dois horários diários, diretamente do Várzea Grande Shopping: às 14h, com transmissão ao vivo pela Rádio CBN Cuiabá, e às 18h, com transmissão ao vivo pelo SBT Cuiabá (canal 5.1) e exibição simultânea pela plataforma MT Play. Os programas também estão disponíveis no canal oficial do MPMT no YouTube e na página institucional no Instagram.Parceria – O Diálogos com a Sociedade conta com o apoio de parceiros institucionais como Águas Cuiabá, Amaggi, Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Bom Futuro, CBN Cuiabá, Energisa, Instituto da Madeira do Estado de Mato Grosso (Imad), Instituto Mato-grossense de Carne (Imac), Kopenhagen, Nova Rota do Oeste, Oncomed-MT, SBT Cuiabá, Sicredi e Várzea Grande Shopping.

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Fotos: Everton Queiroz.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Quando Estado atua só na repressão, age nas consequências, diz juíza

“Quando o Estado entra apenas para reprimir, já estamos trabalhando com as consequências.” A afirmação da juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, Anna Paula Gomes de Freitas, feita durante o 1º Encontro dos Direitos e Garantias Fundamentais de Crianças e Adolescentes na Perspectiva Nacional e Internacional e o 5º Encontro Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Mato Grosso, realizados nos dias 18 e 19 de maio, em Cuiabá, aponta para a necessidade das instituições públicas atuarem mais preventivamente para melhor proteger os direitos fundamentais desses segmentos da população, hoje expostos às mais diversas formas de violência.Coordenadora do evento, a magistrada defendeu o fortalecimento das ações preventivas e da rede de proteção diante do avanço de problemas que atingem diretamente crianças e adolescentes, como violência digital, vulnerabilidade social e recrutamento por facções criminosas.A juíza ponderou que a programação foi construída a partir das situações que mais têm impactado a vida de crianças e adolescentes na atualidade.“Nós selecionamos esses temas pensando no que vem atingindo mais a vida das crianças e adolescentes atualmente. Nós temos fases, ora são as facções criminosas, ora o Estatuto da Criança e do Adolescente Digital. Estamos vivendo um tempo em que as crianças estão sendo altamente prejudicadas pelo uso indiscriminado da internet”, afirmou.Anna Paula Gomes de Freitas alertou para os efeitos emocionais provocados pela exposição excessiva às redes sociais e pelo ambiente virtual sem acompanhamento adequado.“O uso excessivo das redes por parte das crianças e adolescentes vem deixando-os ansiosos, talvez até tendentes ao suicídio. Nós estamos preocupados com esses temas e, com base nisso, fizemos a seleção daquilo que deve ser tratado aqui e do que vem apresentando os maiores problemas atualmente na proteção e defesa dos direitos das crianças e adolescentes”, destacou.Realizado em 18 de maio, data que marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o encontro também trouxe para o centro das discussões a necessidade de fortalecer a atuação preventiva do Estado e da rede de proteção.“Essa é a principal preocupação da rede de proteção: estar fortalecida. Falta o Estado estar mais presente, dar mais respostas, não só no sentido de punição, mas principalmente no sentido de apoio”, ressaltou a juíza.De acordo com a coordenadora do evento, muitas famílias em situação de vulnerabilidade precisam de suporte para evitar que crianças e adolescentes sejam expostos a riscos e à criminalidade.“A maioria dessas famílias é vulnerável. Elas precisam de uma estrutura, de apoio do Estado, para tirar os filhos de situações em que eles se colocam à mercê do risco”, pontuou.Ao defender políticas públicas mais efetivas e integradas, Anna Paula Gomes de Freitas reforçou que o enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes deve priorizar a prevenção.“Nós precisamos adiantar um passo nesse sentido para atuar mais preventivamente. Precisamos estar mais presentes, não só na educação, mas também na preparação dessas crianças, adolescentes e famílias, para que eles não cheguem a entrar em situação de risco”, concluiu.Além do Poder Judiciário de Mato Grosso, do Ministério Público Estadual e da Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp), participam da organização dos encontros a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis), Escola dos Servidores, Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ), Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente e o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf). O evento conta ainda com apoio da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT).

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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