POLÍTICA MT
ALMT discute projeto que impede condomínios de punir famílias por comportamentos típicos de crianças com TEA
Um projeto de autoria da deputada estadual Marildes Ferreira (PSB) pode pôr fim a um sofrimento comum às famílias de crianças com Transtorno de Espectro Autista (TEA) que vivem em condomínios. A medida proíbe a aplicação de restrições ou qualquer outra forma de penalidade em virtude de comportamentos, manifestações ou episódios relacionados ao transtorno.
Trata-se do Projeto de Lei nº 1732/2025 que tem como objetivo coibir práticas como multas, limitação de acesso as áreas comuns e até ameaças de expulsão por causa de condutas decorrentes da condição neurológica da criança — como gritos, crises sensoriais, movimentos repetitivos, reações emocionais desproporcionais ou dificuldade de interação social.
“Estas manifestações são a forma como o autista se relaciona com o mundo. Não podemos permitir que estas crianças e seus familiares sejam penalizados por isso, como vem ocorrendo até em condomínios de alto padrão. Isso não é só injustiça, é discriminação”, disse Marildes Ferreira ao justificar a proposta.
Segundo ela, o projeto não interfere na autonomia civil dos condomínios, apenas veda práticas discriminatórias como determinam a Constituição Federal (Artigos 1º e 227º), o Estatuto da Pessoa com deficiência e também as leis que instituíram as políticas nacional e estadual de proteção e atendimento integral às pessoas com TEA no país e em Mato Grosso.
“Temos dados recentes do Ministério da Saúde estimando que 1 a cada 36 crianças esteja dentro do espectro autista. Essa prevalência impõe a todos a responsabilidade de fomentar a conscientização social e combater o preconceito estrutural que ainda cerca o tema. Não se trata de interferência nas regras do condomínio, mas sim de estabelecer um limite ético e legal contra qualquer ato discriminatório”, declarou.
O projeto da deputada Marildes estabelece ainda que os pais poderão apresentar laudos atestando o diagnóstico de TEA, enquanto os condomínios podem promover ações voltadas ao respeito à diversidade e inclusão das pessoas com deficiência. Já o poder público deverá atuar por meio de parcerias na promoção de campanhas de conscientização sobre o autismo, estimulando a convivência inclusiva e o respeito às diferenças.
Caso seja aprovado, o condomínio que não respeitar a lei receberá advertência formal e, havendo reincidência, multa administrativa. O que for arrecadado será doado aos fundos estaduais de apoio à pessoa com deficiência.
O Projeto de Lei foi lido na 73ª Sessão Ordinária e já cumpriu quatro das cinco sessões previstas regimentalmente antes da apreciação em plenário. A expectativa é que ele comece a ser analisado pelos deputados na próxima sessão ordinária.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Wellington admite força de Max Russi e reconhece impacto de possível candidatura ao governo de MT – veja o video
Senador reforça articulações políticas no Araguaia, anuncia recursos para saúde e admite que entrada de Max Russi mudaria cenário eleitoral em Mato Grosso
O senador Wellington Fagundes admitiu publicamente que uma eventual candidatura do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, ao Governo do Estado teria peso direto na disputa eleitoral de 2026.
A declaração foi dada durante agenda em Barra do Garças, onde Wellington participou de reunião com o prefeito Dr. Adilson Gonçalves e os 15 vereadores do município. No encontro, além das articulações políticas, o senador também anunciou investimentos de R$ 2,6 milhões para a saúde da cidade.
Do montante anunciado, R$ 600 mil deverão ser destinados à aquisição de um mamógrafo, fortalecendo o atendimento às mulheres da região do Araguaia. Wellington ainda voltou a defender a criação de um hospital universitário em Barra do Garças, em parceria com a UFMT e o IFMT, como alternativa para ampliar a estrutura de saúde regional.
Na parte política, entretanto, o destaque ficou para a avaliação do senador sobre o cenário sucessório em Mato Grosso. Questionado sobre a possibilidade de Max Russi entrar na corrida pelo Palácio Paiaguás, Wellington reconheceu que a movimentação teria impacto imediato no tabuleiro eleitoral.
“Max é um afilhado político meu que deu certo”, afirmou o senador ao destacar a liderança e a força política do atual presidente da Assembleia Legislativa.
Wellington também relembrou articulações anteriores envolvendo o grupo político de Russi e citou que chegou a convidar a prefeita de Jaciara, Andréia Wagner, esposa do deputado, para compor como vice em um projeto político, embora a composição não tenha avançado.
As declarações reforçam que, mesmo com pré-candidaturas já colocadas nos bastidores, o cenário para 2026 ainda permanece aberto e sujeito a rearranjos políticos nos próximos meses.
Veja entrevista
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