POLÍTICA MT

Wilson Santos propõe criação de Comitês Locais Maria da Penha em bairros e comunidades de MT

O deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou o Projeto de Lei n.º 462/2025, que institui em Mato Grosso, o Programa “Comitês Locais Maria da Penha”, voltado à prevenção e enfrentamento da violência doméstica. A proposta, em tramitação na Assembleia Legislativa, é uma importante política pública em meio ao aumento dos casos de feminicídio e fortalece as ações de proteção às mulheres, o que aproxima os mecanismos de apoio das comunidades e promove uma rede integrada de acolhimento.

De acordo com a matéria, os Comitês Locais Maria da Penha (CLMP) serão instalados em bairros e comunidades, funcionando como espaços de informação, escuta e orientação. Serão formados prioritariamente por mulheres residentes nas localidades, que receberão capacitação sobre direitos, ciclo da violência, funcionamento dos serviços públicos e medidas protetivas. A iniciativa busca oferecer suporte direto às vítimas e contribuir para o rompimento do ciclo da violência doméstica.

Entre as ações previstas, os comitês deverão promover cursos regulares de formação jurídica básica, abordando temas como a Lei Maria da Penha, acesso à justiça e canais de denúncia, além de aulas de defesa pessoal ministradas por instrutores especializados. O projeto também propõe a criação de espaços seguros para acolhimento e encaminhamento das vítimas, bem como, a realização de campanhas educativas e eventos de conscientização sobre a violência de gênero.

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Os Comitês Locais Maria da Penha serão estruturados em parceria com entidades da sociedade civil, universidades públicas, defensorias e órgãos de segurança, de modo a garantir a articulação da rede de apoio e a efetividade das medidas protetivas. A proposta ainda autoriza o poder público a firmar convênios com instituições de pesquisa e ensino para produção de dados e estudos que possam subsidiar a criação e o funcionamento dos comitês.

Wilson Santos afirma que mesmo que a Lei Maria da Penha tenha sido um marco fundamental, a sua aplicação ainda enfrenta obstáculos relacionadas à falta de recursos, desconhecimento dos direitos e a ausência de suporte nas comunidades. “É preciso ir além da punição e atuar com prevenção e informação às nossas mulheres. Esses comitês serão espaços comunitários de acolhimento e orientação, com foco na proteção da mulher e no fortalecimento das medidas protetivas”, defende o parlamentar.

Os dados mais recentes reforçam a urgência da iniciativa. Um levantamento da Diretoria de Inteligência da Polícia Judiciária Civil (PJC-MT) aponta que 46 crianças e adolescentes ficaram órfãos no primeiro semestre de 2025 em decorrência de feminicídios no estado. Do total, 48% têm menos de 12 anos, 33% são filhos biológicos dos agressores e 13% presenciaram o crime. Ainda segundo o levantamento, 81% das vítimas eram mães e duas estavam grávidas no momento do assassinato.

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O Observatório Caliandra, vinculado ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), registrou 45 casos de feminicídio até outubro de 2025, o que evidencia que a violência de gênero permanece como um problema estrutural no estado. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024 também coloca Mato Grosso em uma posição preocupante, sendo o estado mais perigoso do país para mulheres, com uma taxa de 2,5 feminicídios por 100 mil habitantes, quase o dobro da média nacional, de 1,4.

A proposta de Wilson Santos representa um novo modelo de enfrentamento, que aposta no protagonismo feminino, na educação e na organização comunitária como estratégias para conter a escalada da violência. Mais do que um espaço de denúncia, os comitês pretendem se tornar núcleos de empoderamento e prevenção, capazes de transformar realidades e oferecer caminhos para que as mulheres possam se proteger e reconstruir suas vidas com dignidade.

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA MT

Após marido contar maço de dinheiro, Flávia Moretti peita promotora e mantém Silvio Fidélis na Prefeitura – veja o video

Prefeita chama recomendação do Ministério Público de “absurda” e amplia crise política e institucional em Várzea Grande

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, voltou ao centro de uma nova turbulência política após endurecer o discurso contra o Ministério Público de Mato Grosso e decidir manter o secretário Silvio Fidélis na estrutura do primeiro escalão da Prefeitura.

O novo embate ocorre dias após a forte repercussão envolvendo o marido da prefeita, alvo de comentários e críticas nos bastidores políticos depois da divulgação de episódio em que aparecia contando um maço de dinheiro dentro do paletó — fato que incendiou as redes sociais e ampliou o desgaste da gestão municipal.

Agora, em mais um capítulo explosivo da crise, Flávia Moretti resolveu confrontar diretamente a promotora Tayane Castro Longo Arezzo, responsável pela recomendação que cobra providências da Prefeitura no caso envolvendo Silvio Fidélis.

Durante declaração pública, a prefeita classificou como “absurda” a recomendação ministerial para afastamento do secretário e afirmou que Fidélis sequer estaria mais ligado ao contrato investigado, sustentando que o auxiliar atua atualmente em outra área da administração municipal.

Nos bastidores do poder, a fala foi interpretada como um recado direto ao Ministério Público e abriu uma rota de colisão entre o Paço Couto Magalhães e integrantes do órgão ministerial. A avaliação de aliados é que Flávia tenta demonstrar firmeza política diante da pressão institucional. Já adversários enxergam uma reação arriscada, capaz de aprofundar ainda mais a crise.

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O caso ganha contornos ainda mais delicados porque a própria Prefeitura havia encaminhado denúncias ao Ministério Público após auditoria identificar supostas irregularidades milionárias em contratos ligados à Secretaria de Educação. As suspeitas envolvem cifras milionárias e já movimentam investigações nos bastidores.

Com o clima de tensão elevado, interlocutores da administração municipal admitem reservadamente preocupação com novos desdobramentos judiciais e políticos. A expectativa agora gira em torno da resposta oficial da Prefeitura ao Ministério Público e dos próximos movimentos da promotoria diante do endurecimento público da prefeita.

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