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CST da Enfermagem entrega balanço das atividades e reforça a importância do PL Maio Verde Esmeralda

A Câmara Setorial Temática (CST) da Enfermagem, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), entrega nesta quinta-feira (28), às 14 horas, no auditório Milton Figueiredo, o relatório sobre as atividades realizadas durante um ano de debates, que resultaram na implementação do botão do pânico.

O relatório reforça ainda a importância da aprovação do Projeto de Lei 1993/25, que institui a campanha estadual Maio Verde Esmeralda – Pela Valorização da Enfermagem. O presidente da ALMT, deputado Max Russi (Pode), é o autor da CST da Enfermagem e do projeto.

O deputado defende melhores condições de trabalho, valorização profissional e qualificação dos enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, que desempenham papel essencial no funcionamento do sistema de saúde.

A CST foi criada para propor ações que solucionem os gargalos enfrentados pelos profissionais da enfermagem, incluindo baixa remuneração, sobrecarga de trabalho, falta de segurança no ambiente hospitalar e deficiência de infraestrutura e insumos, fatores que comprometem a qualidade da assistência prestada à população. Além disso, a dificuldade na implementação do piso salarial, a expansão descontrolada de cursos de baixa qualidade e a ausência de programas contínuos de qualificação agravam ainda mais o cenário, conforme o Requerimento 136/25, que criou a câmara temática.

Segundo a presidente da CST da Enfermagem, Merielly Nantes, será apresentado um balanço das ações desenvolvidas ao longo do ano, incluindo a sobrecarga de trabalho, segurança nas unidades de saúde e respeito aos profissionais.

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“Nós trouxemos a enfermagem para o centro das discussões através da CST da Enfermagem. São pautas históricas que ainda precisam de avanços, como a efetivação do piso salarial, melhores condições de trabalho e segurança para os profissionais que atuam diariamente sob pressão”, destacou Merielly durante entrevista nesta segunda-feira (25).

Entre os avanços está a implantação do botão do pânico em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), policlínicas, Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e Hospital São Benedito. Merielly Nantes destacou a parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá para esse importante avanço na capital. Segundo ela, a medida só foi possível após diálogo com o gestor municipal.

“As indicações para a implantação do botão do pânico surgiram dentro da CST, através do Plano Estadual de Segurança aos Profissionais da Saúde. Levamos essa demanda ao secretário (de saúde de Cuiabá) Odair Mendonça e conseguimos avançar nessa parceria importante para garantir mais proteção aos trabalhadores da saúde”, afirmou, ao lamentar o aumento dos casos de violência dentro das unidades de saúde, envolvendo pacientes, acompanhantes e ameaças contra servidores.

“Os profissionais trabalham muitas vezes acuados. Há relatos de intimidações, ameaças e agressões. O botão do pânico traz mais segurança para que as equipes consigam trabalhar com tranquilidade e proteção”, afirmou.

Outro tema central do encontro será a luta pela efetivação do piso salarial da enfermagem. Conforme a presidente da CST, embora exista legislação federal prevendo o pagamento do piso, muitos profissionais da rede pública ainda enfrentam atrasos no repasse complementar feito pelo Ministério da Saúde.

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A CST trabalha agora na construção de uma lei complementar municipal para regulamentar o pagamento em Cuiabá, garantindo maior regularidade e inclusão dos valores diretamente no holerite dos profissionais.

“A ideia é que o piso seja realmente efetivado, sem atrasos e com segurança jurídica para os trabalhadores. Esse é um trabalho que queremos ampliar para todos os municípios do estado”, explicou.

O relatório traz também alerta para a escassez de profissionais e a sobrecarga enfrentada pela categoria, pois muitos trabalhadores precisam manter dois vínculos empregatícios para garantir renda suficiente, realidade que impacta diretamente a saúde física e emocional das equipes.

Com a presença do presidente Max Russi, o evento desta quinta-feira também deve destacar experiências positivas já implementadas em municípios mato-grossenses, como Jaciara, apontada pela CST como referência na regulamentação integral do piso salarial da enfermagem.

Piso salarial – A Lei federal 14.434/2022 instituiu o Piso Nacional da Enfermagem no valor de R$ 4.750,00 para enfermeiros; R$ 3.325,00 para técnicos de enfermagem e R$ 2.375,00 para auxiliares de enfermagem e parteiras. Valores para jornadas de 44 horas semanais.

Fonte: ALMT – MT

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Após marido contar maço de dinheiro, Flávia Moretti peita promotora e mantém Silvio Fidélis na Prefeitura – veja o video

Prefeita chama recomendação do Ministério Público de “absurda” e amplia crise política e institucional em Várzea Grande

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, voltou ao centro de uma nova turbulência política após endurecer o discurso contra o Ministério Público de Mato Grosso e decidir manter o secretário Silvio Fidélis na estrutura do primeiro escalão da Prefeitura.

O novo embate ocorre dias após a forte repercussão envolvendo o marido da prefeita, alvo de comentários e críticas nos bastidores políticos depois da divulgação de episódio em que aparecia contando um maço de dinheiro dentro do paletó — fato que incendiou as redes sociais e ampliou o desgaste da gestão municipal.

Agora, em mais um capítulo explosivo da crise, Flávia Moretti resolveu confrontar diretamente a promotora Tayane Castro Longo Arezzo, responsável pela recomendação que cobra providências da Prefeitura no caso envolvendo Silvio Fidélis.

Durante declaração pública, a prefeita classificou como “absurda” a recomendação ministerial para afastamento do secretário e afirmou que Fidélis sequer estaria mais ligado ao contrato investigado, sustentando que o auxiliar atua atualmente em outra área da administração municipal.

Nos bastidores do poder, a fala foi interpretada como um recado direto ao Ministério Público e abriu uma rota de colisão entre o Paço Couto Magalhães e integrantes do órgão ministerial. A avaliação de aliados é que Flávia tenta demonstrar firmeza política diante da pressão institucional. Já adversários enxergam uma reação arriscada, capaz de aprofundar ainda mais a crise.

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O caso ganha contornos ainda mais delicados porque a própria Prefeitura havia encaminhado denúncias ao Ministério Público após auditoria identificar supostas irregularidades milionárias em contratos ligados à Secretaria de Educação. As suspeitas envolvem cifras milionárias e já movimentam investigações nos bastidores.

Com o clima de tensão elevado, interlocutores da administração municipal admitem reservadamente preocupação com novos desdobramentos judiciais e políticos. A expectativa agora gira em torno da resposta oficial da Prefeitura ao Ministério Público e dos próximos movimentos da promotoria diante do endurecimento público da prefeita.

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