SAÚDE

Saúde investe R$ 60 milhões em Centro de Competência em IFA com base na biodiversidade brasileira

Com foco na inovação em saúde e no uso sustentável da biodiversidade brasileira, o Ministério da Saúde lançou, em Belém (PA), durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP30), uma chamada pública para a criação de um novo Centro de Competência em Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs). O investimento será de R$ 60 milhões, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). 

“Esta COP30 é histórica por colocar a saúde no centro do debate climático. Ao lançarmos este edital de R$ 60 milhões, reforçamos o compromisso do Ministério da Saúde em preparar o SUS para os impactos das mudanças do clima, fortalecendo ciência, tecnologia e a capacidade nacional de produzir insumos estratégicos a partir da nossa biodiversidade”, afirmou Adriano Massuda, secretário-executivo do Ministério da Saúde. 

Os Centros de Competência em IFAs são ambientes de inovação voltados à formação, qualificação e retenção de talentos em tecnologias de fronteira, tornando o Brasil um ator estratégico na produção farmacêutica. Ao valorizar IFAs de origem natural e o uso sustentável da biodiversidade, a iniciativa contribui para o fortalecimento da inovação farmacêutica nacional, o avanço da saúde pública, com o desenvolvimento de medicamentos voltados a doenças negligenciadas e condições prevalentes no país, além de estimular empresas de base tecnológica e gerar empregos qualificados. 

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (SECTICS), Fernanda De Negri, destacou que o investimento possibilitará a produção e oferta de novos medicamentos para a população, fortalecendo o SUS e a inovação no país.  

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“Os R$ 60 milhões permitirão à Embrapii selecionar um centro de competência dedicado ao desenvolvimento de IFAs a partir da nossa biodiversidade, com participação da região Norte e parcerias internacionais. Queremos transformar esse potencial biológico em novos medicamentos para o SUS, fortalecendo a inovação feita no Brasil”, disse a secretária. 

A parceria com a Embrapii é estratégica e em sintonia ao desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) no país, prioridade absoluta do Ministério da Saúde para a ampliação da capacidade nacional de incorporar, produzir e inovar no núcleo tecnológico mais avançado das terapias, dos dispositivos médicos e dos insumos 

Para o presidente da Embrapii, Alvaro Prata, “essa chamada representa um passo decisivo para transformar o potencial da nossa biodiversidade em soluções farmacêuticas inovadoras, gerando conhecimento, autonomia tecnológica e oportunidades para o país”. Ele destaca, ainda, que iniciativas como essa podem “promover desenvolvimento regional e inclusão social, integrando comunidades tradicionais detentoras de conhecimento local em novos arranjos produtivos sustentáveis”.  

Foto: João Risi/MS
Foto: João Risi/MS

Seleção 

O processo de seleção vai até o dia 9 de janeiro de 2026. Poderão participar da chamada grupos de pesquisa de ICTs públicas ou privadas sem fins lucrativos, com infraestrutura física adequada. Além disso, o grupo candidato deve possuir forte relação com a indústria e histórico comprovado de projetos na área. 

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No dia 26 de novembro, às 14h, será realizado webinar para esclarecimento de dúvidas. O resultado do credenciamento está previsto para ser divulgado em julho de 2026. 

Sobre os centros de competência 

Os Centros de Competência Embrapii têm como objetivo conduzir pesquisas de alto impacto e preparar talentos para liderar a indústria do futuro. Esta rede reúne instituições de excelência com comprovada capacidade técnica e científica, capital humano altamente qualificado e infraestrutura de ponta atuando na fronteira do conhecimento — áreas estratégicas que ainda demandam intensa pesquisa para gerar novas competências e apoiar o desenvolvimento industrial do país. 

Além de pesquisa de ponta, os centros são grandes impulsionadores de startups deep tech, acelerando novos modelos de negócio e levando soluções inovadoras da pesquisa científica para o mercado. Um ecossistema único, que conecta ciência, tecnologia e indústria para transformar desafios em oportunidades para o Brasil. 

Atualmente, nove Centros de Competência são credenciados pela Embrapii: Terapias Avançadas, Tecnologias Quânticas, Segurança Cibernética, Conectividade 5G e 6G, Plataformas de Hardwares Inteligentes, Agricultura Digital, Smart Grid e Eletromobilidade Elétrica, Open RAN e Tecnologias Imersivas. 

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Julho Verde reforça prevenção e diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço

Feridas na boca que não cicatrizam, rouquidão persistente, dificuldade para engolir e caroços no pescoço são sinais que merecem atenção e podem indicar câncer de cabeça e pescoço. Durante o Julho Verde, mês nacional de conscientização sobre a doença, o Ministério da Saúde reforça as orientações à população sobre prevenção e diagnóstico precoce, além do acesso ao tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Os cânceres de cabeça e pescoço reúnem tumores que atingem estruturas como boca, língua, garganta, laringe, faringe, cavidade nasal, tireoide e glândulas salivares. Grande parte dos casos está relacionada ao tabagismo e ao consumo de bebidas alcoólicas. Alguns tipos também estão associados à infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), especialmente pelo HPV-16, um dos principais fatores de risco para o câncer de orofaringe.

Instituída pela Lei nº 14.328/2022, a campanha Julho Verde busca ampliar o conhecimento da população sobre os fatores de risco e os sinais da doença, além de incentivar a prevenção e a procura pelos serviços de saúde diante de sintomas suspeitos.

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Sinais de Alerta e Tratamento pelo SUS

Os principais sinais de alerta incluem feridas na boca ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias, manchas brancas ou avermelhadas na boca, rouquidão por mais de três semanas, dor ou dificuldade para engolir, sensação de corpo estranho na garganta, ínguas persistentes no pescoço, sangramento nasal recorrente e perda de peso sem causa aparente.

No caso de câncer de tireoide, o principal sinal é o aparecimento de um nódulo no pescoço, especialmente quando apresenta crescimento rápido ou é acompanhado de rouquidão ou dificuldade para engolir.

Ao identificar um desses sinais, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. Após a avaliação, o paciente será encaminhado, se necessário, para atendimento especializado. A confirmação do diagnóstico é feita por biópsia, seguida de exame anatomopatológico.

O cuidado é organizado pela Rede de Prevenção e Controle do Câncer, que integra ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento especializado. Conforme a indicação clínica, o tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, de forma isolada ou combinada.

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Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de sucesso do tratamento e menores os riscos de sequelas. Nos estágios iniciais, muitos casos podem ser tratados com apenas uma modalidade terapêutica, o que contribui para preservar funções importantes, como fala, deglutição e respiração.

Nos últimos cinco anos, o SUS realizou mais de 500 mil procedimentos relacionados ao tratamento dos cânceres de cabeça e pescoço.

Medidas de prevenção 

Para ajudar a prevenir a doença, é recomendado evitar o cigarro e outros produtos derivados do tabaco, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, manter uma alimentação saudável, cuidar da saúde bucal, consultar o dentista regularmente e proteger os lábios e o rosto durante a exposição ao sol. 

A vacinação contra o HPV, oferecida gratuitamente pelo SUS para pessoas de 9 a 14 anos, também ajuda a prevenir infecções associadas a diferentes tipos de câncer, incluindo alguns tumores de orofaringe.

Camila Marques
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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