POLICIAL

Companhia Raio da PM prende dois homens por sequestro e resgata duas vítimas que seriam “julgadas” por facção criminosa

Equipes da Companhia de Rondas e Ações Intensivas Ostensivas (Raio), do 2º Comando Regional, prenderam dois homens, de 19 e 25 anos, por sequestro e direção perigosa, na noite desta terça-feira (11.11), em Várzea Grande. Dois homens, vítimas do crime, foram resgatados pelos militares na mesma ação.

Durante rondas e motopatrulhamento no bairro Esmeralda, a equipe Raio visualizou um carro Sandero prata e uma motocicleta Biz vermelha, ambas sem placas de identificação, que fizeram uma manobra brusca e fugiram em alta velocidade ao verem a presença dos policiais.

Os militares iniciaram acompanhamento aos dois veículos, que seguiram pelas ruas do bairro, desrespeitando as ordens de parada e sinais de trânsito. Após alguns metros de acompanhamento, o carro perdeu o controle e colidiu com um barranco de terra, enquanto a moto continuou a fuga.

As equipes do Raio se dividiram. Uma parte ficou com o Sandero, e outra continuou a perseguição à motocicleta e conseguiu interceptar o piloto. Nas buscas no baú da moto, foram encontrados três celulares. Em verificação ao chassi da Biz, foi identificado que o veículo estava com licenciamento atrasado.

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Os policiais deram voz de prisão ao homem e seguiram com ele até onde o carro Sandero foi detido. No local, três pessoas foram encontradas, sendo que dois homens denunciaram que haviam sido sequestrados pelos criminosos e que estavam sendo levados para um julgamento por uma facção criminosa.

O segundo suspeito detido revelou que estava com mais dois criminosos dentro do carro, que haviam conseguido fugir e não foram localizados. Com ele, nada de ilícito foi encontrado pela PM.

Os dois criminosos encontrados foram conduzidos para a Central de Flagrantes de Várzea Grande, para registro da ocorrência e demais providências. O carro e a motocicleta foram apreendidos pela equipe policial.

Fonte: PM MT – MT

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POLICIAL

Polícia Civil cumpre mandados contra faccionados que comandavam crimes no Xingu a partir de Cuiabá

A Polícia Civil do Estado de Mato Grosso deflagrou na tarde de quarta-feira, (17.6). a Operação Comando Oculto, para cumprimento de ordens judiciais com o objetivo de desarticular um grupo, ligado a uma facção criminosa, responsável por comandar o tráfico de drogas, cobranças ilícitas, crimes violentos e lavagem de dinheiro na região de Santa Cruz do Xingu e municípios vizinhos.

Na operação foram cumpridas oito ordens judiciais, sendo dois mandados de prisão preventiva em desfavor do casal investigado, três mandados de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá e Santa Cruz do Xingu, além de três medidas de afastamento de sigilo bancário, abrangendo os investigados e a empresa constituída por eles.

Os mandados foram expedidos com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Santa Cruz do Xingu. O cumprimento das ordens judiciais contou com apoio das equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá,

Investigação e atuação à distância

As investigações iniciaram a partir da análise de materiais apreendidos em operações anteriores em Santa Cruz do Xingu e região. Os elementos obtidos permitiram identificar que o principal responsável por ordenar as ações da facção criminosa atuava à distância, residindo na cidade de Cuiabá, de onde exercia o comando das atividades criminosas por meio de aplicativos de mensagens e chamadas telefônicas.

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Segundo apurado, o investigado utilizava sua posição hierárquica dentro da facção criminosa para determinar a distribuição de entorpecentes, impor funções aos integrantes do grupo, ordenar cobranças de taxas ilícitas e autorizar a aplicação de punições internas, conhecidas como “salves”, valendo-se da intimidação e da extrema violência para manter o controle sobre os membros da organização.

Lavagem de dinheiro

As investigações também revelaram que os valores provenientes da comercialização de drogas na região de Santa Cruz do Xingu e São José do Xingu eram transferidos para contas bancárias vinculadas à esposa do líder criminoso. Com a finalidade de ocultar e dissimular a origem ilícita desses recursos, o casal teria constituído recentemente uma loja de roupas na capital mato-grossense, a qual passou a ser utilizada, em tese, como instrumento para movimentação e lavagem de capitais oriundos do tráfico de drogas.

Segundo o delegado de Santa Cruz do Xingu, Onias Estevam, as investigações prosseguem com a análise dos materiais apreendidos e dos dados bancários obtidos judicialmente. “O avanço das investigações tem o objetivo de identificar outros integrantes do grupo criminoso, bem como aprofundar a apuração dos crimes praticados pela facção”, disse o delegado.

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Comando Oculto

O nome da operação faz referência à forma de atuação da liderança criminosa investigada, que exercia o comando da organização à distância, sem participar diretamente da execução material dos crimes, mas determinando e coordenando as ações dos integrantes responsáveis pela prática do tráfico de drogas, cobranças ilícitas e atos de violência na região.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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