SAÚDE

Duas novas carretas em Recife (PE) e Santana do Ipanema (AL) aumentam para 31 o número de unidades de atendimento móvel no país

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O governo federal lançou mais duas carretas do programa Agora Tem Especialistastotalizando 31 unidades em funcionamento em municípios de 21 estados de todas as regiões do país, além do Distrito Federal.  Em Pernambuco, a população de Recife já pode contar com consultas e exames voltados à prevenção e ao diagnóstico do câncer de mama e de colo do útero na carreta de saúde da mulher, que chegou nesta sexta-feira (7) à capital.  Amanhã (8), será a vez de Santana do Ipanema (AL), que iniciará a oferta de serviços de saúde em uma carreta com foco em exames de imagem.  
 
“Estamos com entregas muito importantes do Agora Tem Especialistas em Recife para atingir nosso objetivo principal: destravar processos no SUS e reduzir o tempo de espera de pacientes por atendimentos e procedimentos especializados na rede pública da capital pernambucana. As mulheres atendidas na carreta da Saúde da Mulher seguem a ordem da regulação do SUS no município”, explicou o secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales. 

Foto: divulgação/MS
Foto: divulgação/MS

Na capital pernambucana e nas demais cidades, o encaminhamento e agendamento dos pacientes do SUS para atendimento especializado nas carretas do governo federal são realizados pelas secretarias municipais ou estaduais de saúde. Cada unidade deve permanecer por pelo menos 30 dias em cada localidade, a fim de garantir a continuidade do cuidado e reduzir o tempo de espera no SUS, objetivo do programa do governo federal.  
 
Ofertadas pelo Ministério da Saúde e da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS), as carretas do Agora Tem Especialistas estão localizadas em regiões com vazios assistenciais, como locais de difícil acesso e com pouca estrutura de saúde, além de cidades-polo. 

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Procedimentos ofertados  

Todas as carretas do Agora Tem Especialistas são estruturadas com equipamentos, insumos e equipes multiprofissionais, que contam com  médicos, enfermeiros, técnicos, recepcionistas e agentes do cuidado.  
 
As carretas de saúde da mulher oferecem procedimentos como mamografia e ultrassonografia mamária bilateral, além de punção de mama por agulha grossa, biópsia ou exérese de nódulo de mama e exame anatomopatológico para prevenção e diagnóstico do câncer de mama. Já para rastreamento e diagnóstico do câncer de colo do útero, realizam colposcopia, biópsias e exames anatomopatológicos. 

Para a saúde ginecológica em geral, as mulheres têm acesso a ultrassonografia transvaginal e pélvica, além de consultas médicas especializadas e teleconsultas. As carretas de exames de imagem realizam procedimentos como tomografia computadorizada e ultrassonografia; e as de oftalmologia, serviços de saúde como exames diagnósticos e realização de cirurgias de catarata.  

As carretas do programa Agora Tem Especialistas estão atendendo os pacientes do SUS nestes municípios: Rio Branco (AC), Humaitá (AM), Macapá (AP), Paulo Afonso (BA), Senhor do Bonfim (BA), Goiânia (GO), Imperatriz (MA), Juiz de Fora (MG), Diamantina (MG), Campo Grande (MS), Garanhuns (PE), Japeri (RJ), Lagarto (SE), Registro (SP), Palmas (TO), Russas (CE), Juazeiro do Norte (CE), Campina Grande (PB), Patos (PB), Arapongas (PR), Porto Velho (RO), Arapiraca (AL), Brasília (DF), Abaetetuba (PA), Floriano (PI), Pelotas (RS), Ribeirão Preto (SP) e Rio de Janeiro/Morro do Alemão (RJ), além de Recife (PE) e Santana do Ipanema (AL). 

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Alessandra Barbarini 
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde apresenta a secretários estaduais plano de preparação para o El Niño 2026-2027

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O Ministério da Saúde apresentou nesta quarta-feira (26), durante a 7ª Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), em Brasília, o Plano de Preparação e Resposta a Emergências em Saúde Pública associadas ao El Niño 2026-2027. A reunião reuniu gestores estaduais para discutir medidas de preparação do Sistema Único de Saúde (SUS) diante dos possíveis impactos do próximo ciclo do fenômeno climático.

O fenômeno está classificado como “forte” e pode atingir o patamar “muito forte” já em setembro, com janela crítica prevista entre outubro de 2026 e março de 2027. Os efeitos variam de acordo com a região: seca, estiagem e queimadas no Norte e Centro-Oeste; aprofundamento da seca e calor no Nordeste; ondas de calor e temporais no Sudeste; e chuvas intensas, com risco de inundação, no Sul.

Durante a apresentação, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, explicou que a preparação para os possíveis impactos do fenômeno está organizada em cinco eixos: governança federativa, com Sala de Situação de Emergências Climáticas; governança interna, por meio da Sala de Situação Saúde e Clima; recursos e kits emergenciais de assistência farmacêutica; atuação da Força Nacional do SUS (FN-SUS), com bases regionais capazes de deslocar equipes em até 48 horas; e organização de serviços e protocolos técnicos de acordo com as características de cada bioma.

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“A preparação do SUS para o El Niño é um tema bastante desafiador. A gente tem trabalhado junto ao Conass e ao Conasems na preparação do SUS para os efeitos das mudanças climáticas”, afirmou Massuda.

Entre as ferramentas utilizadas para o monitoramento estão o Painel Nacional de Excesso de Calor, o VigiAR e o GeoRisk, além dos Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC), projeto-piloto desenvolvido em oito cidades das cinco regiões do país. A estratégia também prevê a integração dos sistemas e-SUS Notifica, Sivep-Gripe e Sinan para auxiliar na detecção precoce de surtos.

No médio prazo, o Plano Setorial de Adaptação à Mudança do Clima do Ministério da Saúde, o AdaptaSUS, estabelece 27 metas e 93 ações até 2035. A estratégia reúne medidas voltadas à preparação do setor saúde diante dos impactos das mudanças climáticas.

Entre as ações relacionadas à segurança hídrica em áreas sujeitas à seca e à estiagem, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) contratou 18,8 mil cisternas em 397 municípios de sete estados, com aporte de R$ 226,6 milhões destinado a unidades de melhoria sanitária.

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“Agora, o El Niño exige que a gente acelere o passo na preparação dos planos de resposta aos diferentes impactos que o fenômeno pode produzir no Brasil. É um fenômeno recorrente, mas este vem com uma gravidade bastante intensa. Precisamos preparar o país, considerando as características dos diferentes biomas e os efeitos previstos para cada região”, disse o secretário-executivo.

Na Amazônia, a preparação considera ainda a organização da rede de atenção e a estrutura disponível para atendimento às populações em áreas de difícil acesso, incluindo equipes de saúde e Unidades Básicas de Saúde Fluviais.

O Ministério da Saúde também deverá publicar, nos próximos dias, portaria para instituir um painel de especialistas em clima e saúde, que terá a função de subsidiar tecnicamente as decisões relacionadas à preparação e à resposta aos impactos dos eventos climáticos.

“A gente também ouviu os estados para identificar os diferentes estágios de preparação e os ajustes necessários em questões específicas, como as arboviroses, que tendem a se agravar em função do impacto do El Niño”, completou Massuda.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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