POLÍTICA NACIONAL

Debatedores elogiam e fazem sugestões para o Marco Legal da Cibersegurança

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Em audiência pública promovida pela Frente Parlamentar de Apoio à Cibersegurança e Defesa Cibernética na tarde desta terça-feira (4), especialistas elogiaram e fizeram sugestões ao projeto do Marco Legal da Cibersegurança (PL 4.752/2025).

O autor do projeto é o senador Esperidião Amin (PP-SC), que também é o presidente da frente parlamentar. Foi ele quem dirigiu a audiência. O senador informou que o projeto ainda aguarda a designação de relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). E sugeriu que a relatoria seja entregue a um senador membro da frente.

— Sugestões a respeito do texto do projeto de lei ainda serão recebidas e consideradas — afirmou o senador Amin.

De acordo com o texto, o marco legal da cibersegurança tem como objetivo prevenir, mitigar e responder a incidentes cibernéticos de forma coordenada. O projeto estabelece mecanismos de financiamento estáveis e sustentáveis para as ações de segurança digital, com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e da arrecadação de loterias.

Entre outras ações, o projeto também cria o Programa Nacional de Segurança e Resiliência Digital. Vinculado à União, o plano pode contar com a adesão de estados, Distrito Federal, municípios e organizações do setor privado.

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Para o coordenador da Digi Americas Alliance, Belisario Contreras, o esforço do Senado para trazer avanços para a cibersegurança é digno de reconhecimento no país e na América Latina. Ele disse que é importante o Senado se atentar para a relação da inteligência artificial com as questões de cibersegurança, com foco na privacidade e na ética.

Chefe do Centro de Operações Cibernéticas da Marinha do Brasil, o contra-almirante Marcelo do Nascimento Marcelino disse que o projeto é importante por preencher uma lacuna na legislação e por trazer mais segurança ao país.  

— O projeto representa um avanço estratégico para o país, por fortalecer a resiliência digital que o país anseia — afirmou.

Agência

O secretário de Segurança da Informação e Cibernética do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), André Luiz Bandeira Molina, informou que existem estudos para ampliar o alcance da competência da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com foco na cibersegurança. Seria, de acordo com Molina, uma solução viável e mais rápida, pois a Anatel já tem uma estrutura própria de uma agência.

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) reconheceu a complexidade da questão e disse que o projeto é importante por trazer segurança ao mundo digital. Para o senador, o ideal seria ter uma agência exclusiva para atuar com foco no tema da cibersegurança.

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Na visão do senador Jorge Seif (PL-SC), uma agência específica para a cibersegurança poderia ter representantes da iniciativa privada e não teria a necessidade de ser “engessada como os órgãos de governo”. Ele disse que o exemplo dos Estados Unidos poderia servir de inspiração para o Brasil.

— O país ganha, as empresas ganham e o cidadão ganha — disse Seif.

Frente

A Frente Parlamentar de Apoio à Cibersegurança e Defesa Cibernética foi instalada em março. Criado por iniciativa da Comissão de Comunicação e Direito Digital (CCDD), o grupo tem como objetivo propor medidas legislativas para fortalecer a proteção de dados e a segurança digital no Brasil.

Entre suas prioridades, estão a criação de uma agência reguladora para coordenar respostas a ataques cibernéticos e o desenvolvimento de um marco legal atualizado para questões ligadas à proteção de dados.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Em 2027, Senado terá 40 senadores novos e 14 reeleitos

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selo_eleicoes_claro.jpgA eleição deste domingo (4) definiu os ocupantes de 54 das 81 cadeiras do Senado para os próximos oito anos. Quarenta vagas serão renovadas, o equivalente a 74% das cadeiras em disputa. As demais serão ocupadas por senadores que conseguiram se reeleger.

Dos 32 atuais senadores que tentaram a reeleição, 14 conseguiram um novo mandato, o que corresponde a 43,7%. 

Antes mesmo da apuração, já se sabia que haveria mudança significativa na composição da Casa a partir de 2027. Isso porque, entre os ocupantes das 54 cadeiras em disputa, 13 não eram candidatos e outros 9 disputaram cargos diferentes ou participaram das eleições como suplentes. Com o resultado das urnas, a renovação foi ampliada pela derrota de 18 dos 32 senadores que tentavam permanecer no cargo. 

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Foram reeleitos, em ordem alfabética: Alessandro Vieira (MDB-SE), Carlos Portinho (PL-RJ), Cid Gomes (PSB-CE), Eduardo Braga (MDB-AM), Eduardo Gomes (PL-TO), Humberto Costa (PT-PE), Jaques Wagner (PT-BA), Lucas Barreto (PSD-AP), Marcelo Castro (MDB-PI), Marcio Bittar (PL-AC), Plínio Valério (PSDB-AM), Rogério Carvalho (PT-SE), Styvenson Valentim (Podemos-RN) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). 

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Números

A disputa de 2026 repete um dado de 2018: nos dois pleitos, 32 titulares tentaram continuar no Senado. Em 2018, porém, apenas 8 foram reeleitos, e a renovação alcançou 46 das 54 cadeiras, ou 85,19%. Em 2026, o índice de reeleição foi maior, e a taxa de renovação, menor. 

As outras 27 cadeiras do Senado não estavam em disputa neste ano porque foram preenchidas na eleição de 2022 e têm mandato até janeiro de 2031. Ainda assim, algumas terão mudança a partir do próximo ano. 

Cleitinho (Republicanos-MG) e Sergio Moro (PL-PR) foram eleitos governadores, enquanto Alan Rick (Republicanos-AC), Omar Aziz (PSD-AM) e Professora Dorinha Seabra (União-TO) avançaram para o segundo turno nos respectivos estados. O Senado é renovado alternadamente a cada quatro anos: em uma eleição são escolhidos dois terços da Casa e, na seguinte, um terço. 

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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