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Tribunal de Justiça acompanha aplicação do Exame Nacional da Magistratura em Cuiabá

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso acompanhou, neste domingo (26 de outubro), a aplicação do 4º Exame Nacional da Magistratura (ENAM 2025.2), que contou com 478 inscritos em Cuiabá. Na capital mato-grossense, a prova foi realizada na Faculdade Invest de Ciência e Tecnologia. A avaliação é organizada pela Fundação Getúlio Vargas e promovida pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados, sendo requisito indispensável para bacharéis em Direito que desejam ingressar na carreira da magistratura.

O juiz auxiliar da presidência do TJMT, Túlio Dualib Alves de Sousa, designado para fiscalizar a abertura e o fechamento dos portões, bem como a retirada dos lacres dos cadernos de prova, ressaltou a relevância do certame. “É o exame necessário para que os candidatos possam se inscrever em qualquer concurso da magistratura no Brasil. Hoje estamos no quarto Enam, que possibilita um número maior de candidatos aptos”, afirmou o magistrado. Em todo o país, são 28 mil inscritos.

Entre os participantes, histórias de dedicação e superação marcaram o dia de prova. Aos 55 anos, a servidora pública Márcia Elis Ribeiro da Costa segue firme no propósito de se tornar juíza. “Não é a primeira vez, já venho lutando. Me sinto desafiada porque é um sonho. Fiz Direito para passar no exame, mas a vida nos leva a grandes desafios. Quando decidi voltar a estudar, já havia ficado 10 anos parada. Voltei agora e tenho me desafiado. Acredito que essa prova é para os vocacionados, porque há muita procura e o que se busca é, realmente, quem tem essa vocação. E eu acho que eu tenho. Nunca é tarde”, relatou.
De Primavera do Leste, Vinícius Pereira de Sousa, de 24 anos, prestou o exame pela primeira vez. Acompanhado pelos pais e pelo irmão, recebeu muitos abraços e palavras de incentivo antes da prova. “É minha primeira tentativa, espero conseguir me consagrar. O apoio familiar é muito importante, e é uma dificuldade que se enfrenta junto. A preparação é difícil, mas compensadora. Estudo cerca de duas horas e meia pela manhã e três horas à noite. Hoje sou assessor jurídico e trabalho em Primavera do Leste. Comecei a trabalhar no fórum e senti que é essa a carreira que desejo seguir. Não me vejo fazendo outra coisa”, completou.

A advogada Jéssica Medina, de 31 anos, participou pela terceira vez e comentou sobre o desafio de conciliar trabalho e estudos. “Hoje meu sustento vem da advocacia. Dedico apenas duas horas diárias ao estudo, o que não é suficiente, pois exige uma preparação muito maior. Além do sonho da estabilidade, o que mais me atrai na magistratura é poder contribuir com um olhar mais sensível”.
Atualmente, o Poder Judiciário de Mato Grosso conta com 318 magistrados em atividade, distribuídos em 79 comarcas. Destes, 274 são juízes, sendo 171 homens e 103 mulheres; 6 são juízes substitutos — 4 homens e 2 mulheres; e 38 desembargadores — 26 homens e 12 mulheres.
Exame – O Enam é promovido pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) e habilita bacharéis em Direito a participarem de concursos públicos promovidos pelos tribunais regionais federais, do trabalho, militares, dos estados, do Distrito Federal e dos territórios, para ingresso na carreira da magistratura.
A prova é composta por 80 questões de múltipla escolha, com conteúdo sobre Direito Constitucional, Direito Administrativo, Noções Gerais de Direito e Formação Humanística, Direitos Humanos, Direito Processual Civil, Direito Civil, Direito Empresarial e Direito Penal.

Autor: Patrícia Neves

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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