TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
De um novo começo ao documento na mão: Expedição leva dignidade a comunidades isoladas de MT
Entre reencontros, assinaturas que garantiram novos documentos, e sorrisos de alívio, a 7ª Expedição Araguaia-Xingu encerrou, nos dias 7 e 8 de outubro, a primeira fase dos atendimentos no município de Bom Jesus do Araguaia. O projeto, coordenado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), mais uma vez transformou histórias de vida por meio do acesso à cidadania e à Justiça.
O almoxarife Thiago Neres, de 25 anos, foi um dos beneficiados. Há quase um ano aguardava resolver o divórcio.
“São 10 meses que essa questão vai se estendendo. Vim já meio sem esperança, mas deu certo. Estou em outra fase da minha vida. Era a única coisa que faltava”, contou, emocionado.
O caso foi conduzido de forma rápida e acessível pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de São Félix do Araguaia, durante uma audiência virtual, em São José do Couto.
Em Bom Jesus do Araguaia, a lavradora Aluanda Clara de Jesus comemorava a oportunidade de resolver pendências bancárias e documentais.
“Vim arrumar o Caixa Tem e mexer com a identidade também. Às vezes é muito difícil, a gente gasta dois ou três dias de viagem para resolver essas coisas”, relatou.
O juiz José Antonio Bezerra Filho, coordenador da Expedição, reforça que o propósito é exatamente esse: aproximar a Justiça das pessoas, levando cidadania e inclusão social.
“São sete anos de histórias de comprometimento, trabalho, seriedade e, ao final, quando a gente fecha nessa alegria, nesta sinergia de coisas boas, é que todos nós nos comprometemos. Ver a população saindo satisfeita, isso para a gente é uma coroação da responsabilidade que nós temos”, celebrou o magistrado ao final da primeira fase.
O sentimento foi reforçado pelo técnico bancário Carlos Rogério Nunes Armando, da Caixa Econômica Federal, parceira da Expedição, para quem levar esses serviços até as comunidades é mais do que uma ação prática: é um ato de dignidade.
Parceiros da 7ª Expedição Araguaia-Xingu
Compõem a lista de parceiros e instituições participantes a Casa Civil, a Proteção e Defesa Civil, a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), nas áreas de Cultura e Esporte, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), a Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio do programa Imuniza Mais, e a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).
Integram ainda o grupo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), o Juizado Especial Volante Ambiental (Juvam), o Programa Verde Novo, a Companhia de Polícia Ambiental de Tangará da Serra, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, o Detran-MT, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Polícia Judiciária Civil (PJC), o Exército Brasileiro e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).
Somam-se aos parceiros a Defensoria Pública de Mato Grosso, o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), o Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur) do TJMT, a Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), a Caixa Econômica Federal, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), a Receita Federal, a Aprosoja e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
A relação de colaboradores contempla também a Energisa, as Prefeituras de Campinápolis e de Bom Jesus do Araguaia, além do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
Acesse mais fotos da Expedição no Flickr do TJMT
Acompanhe também as redes sociais do TJMT: @tjmtoficial
Assista aos vídeos:
https://www.youtube.com/watch?v=ZE6PGqKvzaI
https://www.youtube.com/watch?v=lII598YMIYw
https://www.youtube.com/watch?v=4J0gvQsgmbA
https://www.youtube.com/watch?v=hHjicE76Ax4&t=17s
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Autor: Vitória Maria Sena
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Justiça e Exército se unem em Rondonópolis para defender cultura da paz e acesso aos direitos
Entre fardas, livros e reflexões sobre cidadania, o auditório do 18º Grupo de Artilharia de Campanha, em Rondonópolis, se transformou nesta segunda-feira (18) em um espaço de diálogo sobre pacificação social, direitos fundamentais e Justiça. A convite do comandante da unidade, tenente-coronel Joel Reis Alves Neto, o coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), juiz Wanderlei José dos Reis, ministrou palestra aos militares sobre acesso à Justiça, autocomposição e Justiça Restaurativa.
Logo no início da fala, o magistrado destacou sua ligação com o Exército Brasileiro e a importância da parceria institucional entre as duas instituições. “O militar não é melhor nem pior que ninguém, ele é diferente. O militar tem senso de responsabilidade, disciplina e proatividade. É uma honra estar aqui falando em nome do Poder Judiciário de Mato Grosso e trazendo uma mensagem institucional de pacificação social”, afirmou o juiz.
O comandante do 18º GAC, tenente-coronel Joel, ressaltou que o encontro fortalece o intercâmbio de conhecimentos entre as instituições e contribui para a formação humana dos militares. “A presença do Poder Judiciário dentro do quartel amplia horizontes e reforça valores importantes para a sociedade e para o próprio Exército, como diálogo, equilíbrio e responsabilidade social”, destacou.
Direitos fundamentais e cidadania
Durante a primeira parte da palestra, o juiz Wanderlei abordou temas ligados ao projeto “Diálogos com as Juventudes”, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), explicando conceitos relacionados à Constituição Federal, direitos humanos e acesso à Justiça.
O magistrado explicou aos militares que o acesso à Justiça é um direito fundamental garantido pela Constituição e destacou a importância do conhecimento como instrumento de transformação social. “O acesso à Justiça começa pelo conhecimento. Conhecer a Constituição, conhecer as leis e compreender os próprios direitos é fundamental para o exercício da cidadania”, disse.
Ao falar sobre direitos fundamentais, o juiz Wanderlei também fez um paralelo histórico sobre a evolução do Estado Democrático de Direito e ressaltou o papel do Judiciário como garantidor da paz social e da proteção dos direitos individuais.
Exército e Judiciário pela pacificação social
O magistrado também relacionou a atuação do Judiciário à missão histórica de figuras importantes do Exército Brasileiro, como Duque de Caxias e Marechal Rondon. “Nós estamos aqui trazendo uma mensagem institucional de pacificação. Duque de Caxias foi conhecido como o pacificador e Marechal Rondon carregava um lema profundamente humano: ‘Morrer, se necessário for; matar, nunca’. Isso dialoga diretamente com aquilo que o Judiciário busca hoje”, afirmou.
Ao encerrar a primeira palestra, o juiz reforçou que educação, leitura e conhecimento são ferramentas essenciais para transformação pessoal e social. “O conhecimento transforma. O homem é a medida do seu conhecimento. Quanto mais conhecimento, maior a capacidade de compreender seus direitos e contribuir para uma sociedade mais justa”, concluiu.
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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