SAÚDE

Ministério da Saúde discute prescrição de PrEP e PEP por farmacêuticos na APS e na Telessaúde

Cerca de 400 profissionais de saúde e gestores de todo o Brasil participaram, na última quarta-feira (2), do encontro “Diálogos em Prevenção do HIV: Atuação Clínica de Farmacêuticos(as) – Prescrição de PrEP e PEP na Atenção Primária à Saúde (APS) e na Telessaúde”, promovido pelo Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi) do Ministério da Saúde, o evento teve como objetivo fortalecer a atuação clínica dos farmacêuticos na prescrição da profilaxia pré-exposição (PrEP) e pós-exposição (PEP), ampliar o acesso às estratégias de prevenção combinada e contribuir para a resposta nacional à epidemia de HIV.

A abertura e mediação foram conduzidas por Alisson França, consultor técnico do Dathi, que destacou a importância da atuação dos farmacêuticos na prevenção do HIV e da troca de experiências entre municípios. “O nosso objetivo hoje é fortalecer a prática clínica do farmacêutico na PrEP e na PEP, especialmente no contexto da Atenção Primária e da Telessaúde, pensando nas ofertas gerenciadas para além dos serviços especializados, ampliando o acesso, qualificando o cuidado e contribuindo para a resposta nacional ao HIV/AIDS. Sabemos que cada município tem sua realidade, e o diálogo de hoje é para trocar experiências viáveis, alinhadas às normativas, com segurança do usuário e continuidade do cuidado”, afirmou.

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O encontro contou com duas exposições principais. Ana Elisa Giomo, farmacêutica da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF), abordou “Do acolhimento à prescrição – experiências e desafios da PrEP e PEP na APS”, enquanto Micael Nobre, assessor técnico da Secretaria de Saúde do Ceará (SESA/CE), apresentou “Farmacêuticos conectados – prescrição de PrEP na Telessaúde”, compartilhando aprendizados do contexto cearense. O debate ainda contou com Julio Moreira, membro da diretoria do Grupo Arco-Íris (RJ), que trouxe a perspectiva da sociedade civil sobre a implementação de projetos de prevenção e mobilização comunitária.

Durante o encontro, os participantes tiveram acesso a materiais de apoio e ferramentas digitais, como a vacinação contra hepatite A para usuários de PrEP, o Painel de PrEP, que permite acompanhar a oferta do serviço do nível federal aos locais, e diversos cursos EAD voltados para qualificação na oferta de PrEP e PEP, gestão de projetos sociais e enfrentamento de estigma e discriminação em serviços de saúde. Todos os cursos são certificados e foram disponibilizados posteriormente na plataforma do evento.

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Prevenção Combinada

A Prevenção Combinada associa diferentes estratégias de prevenção ao HIV, em uma perspectiva voltada à saúde integral das pessoas. A premissa básica é de que a prevenção deve considerar as especificidades dos sujeitos e de seus contextos, as características individuais e o momento de vida de cada pessoa.

Entre os métodos e ações que podem ser combinados, estão: a utilização de preservativos externos, internos e gel lubrificante; a testagem regular para o HIV; a prevenção da transmissão vertical (quando a gestante vive com HIV e pode haver a transmissão do vírus para o bebê); o tratamento das ISTs e das hepatites virais; a imunização para as hepatites A e B; a redução de danos para pessoas que usam álcool e outras drogas; a PrEP e a PEP; e o tratamento para todas as pessoas que já vivem com HIV ou aids; todos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Além disso, o diagnóstico precoce e o início do tratamento podem fazer com que a pessoa não evolua para a aids. Todos esses métodos podem ser utilizados pela pessoa isoladamente ou combinados.

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Parceria entre Ministério da Saúde e Caixa garante cerca de R$ 1 bilhão para instituições filantrópicas

O Ministério da Saúde e a Caixa Econômica Federal firmaram, nesta quarta-feira (3/6), contratos que viabilizam a liberação de aproximadamente R$ 1 bilhão para oito instituições hospitalares filantrópicas do país. As unidades integram a rede complementar do Sistema Único de Saúde (SUS) e são referência na oferta de atendimentos especializados. Os recursos serão destinados por meio da linha de crédito “Caixa Hospitais FGTS”, que oferece condições facilitadas de financiamento, contribuindo para o equilíbrio financeiro dos hospitais e Santas Casas para a continuidade da assistência para pacientes da rede pública.

“Temos a expectativa de chegar, nos próximos dias, a R$ 2 bilhões em contratos de financiamento da Caixa para essas instituições. Essas instituições têm um papel importante para a população atendida pelo SUS. Para se ter uma ideia, em 2025, nós realizamos 14,9 milhões de cirurgias, 42% a mais do que foi feito em 2022. A maior parte dessas cirurgias foram feitas pelos hospitais filantrópicos e pelas Santas Casas”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Foto: Rafael Nascimento/MS
Foto: Rafael Nascimento/MS
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Os contratos assinados nesta quarta-feira contemplam:

  • Associação de Combate ao Câncer de Goiás (GO)
  • Santa Casa da Misericórdia de São Paulo (SP)
  • Santa Casa de Porto Alegre (RS)
  • Hospital José Silveira (BA)
  • Instituto de Câncer de Londrina (PR)
  • Associação Hospitalar Vila Nova (RS)
  • Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos (RJ)
  • Fundação Assistencial da Paraíba (PB)

Além das contemplações desta etapa, outras 115 instituições já receberam aval para apresentar propostas de financiamento à linha CAIXA Hospitais FGTS. São unidades hospitalares habilitadas pelo programa Agora Tem Especialistas na modalidade crédito financeiro.

Hospitais filantrópicos e Santas Casas no Brasil

No total, existem 1.959 instituições filantrópicas no país, sendo 324 Santas Casas. As unidades oferecem uma ampla variedade de especialidades e serviços, incluindo clínica médica, cirurgia geral, ortopedia, cardiologia, oncologia, pediatria, ginecologia e obstetrícia, além de leitos de terapia intensiva e atendimento de urgência e emergência. Com essa estrutura, as instituições contribuem diretamente para a redução do tempo de espera, ampliação do acesso a tratamentos especializados e o fortalecimento da assistência hospitalar em municípios de diferentes localidades.

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Toda essa rede assistencial registrou nos últimos três anos (2023-2025), um total de 839,6 milhões de atendimentos ambulatoriais e 17,3 milhões de internações. O custo desses procedimentos para o Governo do Brasil foi de R$ 56,3 bilhões. Os números refletem a dimensão da rede filantrópica no atendimento à população brasileira e sua importância para a garantia do acesso aos serviços de saúde em todo o país.

Eduarda Paixão
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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