POLÍTICA NACIONAL
CE conclui na terça-feira votação de incentivo à contratação de pesquisadores
A Comissão de Educação (CE) deve concluir, na próxima terça-feira (16), a votação do projeto que cria um contrato de trabalho de natureza especial para pesquisadores e regulamenta o acúmulo de bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado com atividades remuneradas.
De autoria do senador Weverton (PDT-MA), o PL 1.104/2023 foi aprovado na reunião anterior do colegiado. No entanto, como o texto foi modificado pelo relator, senador Cid Gomes (PSB-CE), será necessário submetê-lo a um turno suplementar, etapa que confirma a versão final do projeto com as alterações propostas.
A proposta determina que os pesquisadores contratados deverão atuar na área de seus estudos e integrar equipes científicas ou tecnológicas, sob supervisão de pesquisadores titulares. O objetivo é estimular a contratação de mestrandos e doutorandos por empresas, promovendo maior integração entre a academia e o setor produtivo.
Nova universidade federal
Também está na pauta o PL 4.812/2020, apresentado pelo atual ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (licenciado do cargo de senador). A proposta sugere a criação da Universidade Federal do Nortão de Mato Grosso (UFNMT), com sede no município de Sinop (MT), por meio do desmembramento do campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) que já funciona na cidade.
A relatora do projeto, senadora Jussara Lima (PSD-PI), propôs a conversão do projeto em indicação à Presidência da República, o que significa que caberá ao Executivo decidir sobre a criação da nova universidade.
Segundo o texto, a UFNMT herdaria automaticamente os cursos, alunos e servidores atualmente vinculados ao campus de Sinop. O ministro da Educação ficaria responsável por nomear reitor e vice-reitor temporários, que teriam 180 dias para apresentar o estatuto da nova instituição.
A expectativa é que a nova universidade contribua para o desenvolvimento econômico e social do norte de Mato Grosso, região em crescimento acelerado devido à força da agricultura e pecuária.
Homenagem a Juary Miranda de Moraes
A comissão também deve votar o PL 884/2021, do senador Wellington Fagundes (PL-MT), que propõe a denominação de um trecho da BR-364, no município de Rondonópolis (MT), como “Travessia Urbana Juary Miranda de Moraes”.
Juary, que faleceu em 2021 por complicações da covid-19, foi ex-jogador de futebol e exerceu três mandatos como vereador em Rondonópolis (MT). O relator do projeto, senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), é favorável à homenagem.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Comissão aprova proibição de leilão e penhora de espaços culturais tombados
A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 66/2026, do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que proíbe a penhora, o leilão e outras formas de expropriação de imóveis indispensáveis à preservação de bens tombados ou de patrimônios culturais imateriais reconhecidos pelo poder público.
A vedação vale sempre que o ato puder:
- comprometer a continuidade, a integridade ou a autenticidade do bem cultural;
- alterar o uso do espaço de forma incompatível com sua função cultural; e
- descaracterizar social, simbólica, econômica ou funcionalmente a prática protegida.
A regra vale para execuções fiscais, trabalhistas, cíveis ou administrativas, contra entes públicos ou privados. O projeto busca proteger o chamado “espaço cultural essencial”, o imóvel público ou privado com função indispensável para a manutenção desses bens tombados.
Se já houver processo judicial ou administrativo de penhora ou leilão sobre um desses bens, o juiz ou a autoridade competente é obrigado a suspender a ação de forma imediata.
A medida pode ser determinada de ofício ou a pedido do Ministério Público, do órgão de proteção ao patrimônio cultural ou de entidade representativa da comunidade envolvida.
A suspensão não impede a apuração da dívida. O projeto determina que sejam priorizadas soluções alternativas, como negociação, parcelamento ou compensação. Qualquer decisão que afaste a suspensão deverá ser expressamente fundamentada, sob pena de nulidade.
Exceções
O projeto admite exceções à proibição, porém somente se forem cumpridos cumulativamente os seguintes requisitos:
- parecer técnico favorável do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ou de órgão cultural competente;
- estudo de impacto cultural, social e econômico, com participação da comunidade;
- autorização expressa do Poder Legislativo correspondente — Congresso Nacional, Assembleia Legislativa, Câmara Legislativa ou Câmara Municipal —, conforme o nível de reconhecimento do bem.
O estudo de impacto cultural deverá avaliar a historicidade da prática, os vínculos sociais e identitários com o espaço, a possibilidade real de continuidade em outro local e os impactos sobre trabalho e renda. A ausência de qualquer requisito torna o ato nulo.
Alternativas à expropriação
O poder público deverá priorizar saídas que preservem o espaço cultural, como a renegociação de dívidas, a transferência da gestão do imóvel para associações ou cooperativas da comunidade e a celebração de convênios ou parcerias voltadas à sustentabilidade do bem protegido.
Lindbergh Farias citou a ameaça de leilão do imóvel da Feira de São Cristóvão, no Rio de Janeiro — sede do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, reconhecido por lei federal como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil —, como exemplo do problema que o projeto busca resolver.

Para a relatora, deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) o projeto assegura, na prática, a continuidade das manifestações culturais. “A eventual alienação ou descaracterização desses espaços não representa apenas uma mudança de titularidade patrimonial, mas pode implicar a ruptura de vínculos históricos, sociais e simbólicos que sustentam determinadas práticas culturais”, disse.
Sâmia Bomfim afirmou que as alternativas propostas pelo projeto, como a renegociação de dívidas, a gestão compartilhada e a celebração de parcerias, oferecem uma perspectiva equilibrada entre a proteção do patrimônio cultural e a viabilidade econômica dos espaços envolvidos, buscando o diálogo e o consenso.
Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Roberto Seabra
Fonte: Câmara dos Deputados
-
POLÍTICA MT5 dias atrásIrajá Lacerda entre a Cruz e a Espada, sob risco de ver candidatura naufragar
-
ESPORTES6 dias atrásAntonelli domina o caos em Mônaco e dispara na liderança do Mundial
-
CUIABÁ6 dias atrásPlayground da Orla do Porto funciona junto ao Museu do Rio e Aquário Municipal
-
ESPORTES7 dias atrásSeleção Feminina vence Estados Unidos em amistoso preparatório para o Mundial
-
AGRONEGÓCIO3 dias atrásMapa registra avanços no nível de atendimento às demandas da Lei de Acesso à Informação
-
POLÍTICA MT5 dias atrásPrêmio de Jornalismo destaca papel da Assembleia na promoção da cidadania
-
SAÚDE5 dias atrásPrimeira Pesquisa Nacional de Saúde Mental avança no país. Ministério da Saúde reforça importância da participação da população
-
SAÚDE5 dias atrásMinistério da Saúde descontinua temporariamente estratégia atual de vacinação do Butantan contra dengue

