NACIONAL

MEC realiza oficinas pedagógicas de educação em direitos humanos

O Ministério da Educação (MEC) realizará, de setembro a dezembro, as “Oficinas Pedagógicas Virtuais de Educação em Direitos Humanos: dialogando e fortalecendo as redes de ensino”. O objetivo é garantir o enfrentamento às violações de direitos de meninas, mulheres, crianças, adolescentes, imigrantes, refugiados, apátridas e pessoas LGBTQIA+. O programa propicia momentos formativos a partir das trocas de experiências entre profissionais da educação, a fim de contribuir para a ampliação e fortalecimento das ações de educação em direitos humanos em 2026.  

Coordenadas pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), as oficinas reunirão gestores indicados das secretarias estaduais de Educação e do Distrito Federal. Os encontros serão realizados pela Plataforma Teams e terão a apresentação de duas a quatro boas práticas implementadas nas redes de ensino, de acordo com o seguinte cronograma temático:   

  • 30 de setembro: “Enfrentamento às Violações de Direitos de Crianças e Adolescentes na Escola”.  
  • 28 de outubro: “Enfrentamento às Violações de Direitos de Pessoas LGBTQIA+ na Escola”.  
  • 25 de novembro: “Enfrentamento às Violações de Direitos de Imigrantes, Refugiados e Apátridas na Escola”.  
  • 9 de dezembro: “Enfrentamento às Violências contra Educadores e Educadoras na Escola”.  

Também serão destacados nos encontros projetos de órgãos de governo, instituições internacionais e secretarias de Educação, como o Projeto Oxe, me Respeite!; o Programa Maria da Penha vai às Escolas (Promape); o Programa Cuidar-SE; o Programa Nós + Seguras; e o Projeto Vagalume.     

Projeto Oxe, me Respeite! – Realizado por meio de parceria da Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres da Bahia com a Secretaria Estadual da Educação da Bahia, a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o projeto busca promover práticas educativas que ampliem o pensamento crítico dos jovens, responsáveis, professores e demais membros da comunidade escolar, em relação às normas sociais geradoras das desigualdades de gênero e das diversas formas de violência que possam decorrer delas.  

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O intuito é construir coletivamente sistemas educacionais e culturais mais equânimes, justos e humanizados, com o engajamento de toda comunidade escolar, incluindo as famílias, pois a mudança não pode ocorrer apenas dentro das salas de aula, precisa ser disseminada em todos os espaços em que as adolescentes e jovens estão inseridas.  

Promape – O Programa Maria da Penha Vai às Escolas é uma iniciativa do Tribunal de Justiça do Distrito federal e Territórios (TJDFT) voltada ao enfrentamento das violações de direitos de meninas e mulheres no ambiente escolar. Instituído em 2018, o programa tem como objetivo promover campanhas educativas e informativas de forma continuada, conscientizando a sociedade e fortalecendo o combate à violência doméstica. 

Entre suas principais ações estão: criação e monitoramento de ações educativas para fortalecer a implementação da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006); fomento ao debate sobre igualdade de gênero; formação de multiplicadores(as) de Educação em Direitos Humanos, professores(as) da rede estadual, estudantes e toda a comunidade escolar; realização de rodas de diálogo, palestras e debates nas escolas; valorização do protagonismo juvenil por meio de ações educativas e expressões artísticas que promovem o enfrentamento da violência.  

Projeto Cuidar-SE – Promovido pela Secretaria de Estado da Educação de Sergipe, Programa Cuidar-SE é uma ação voltada à promoção da saúde menstrual, educação em saúde e higiene pessoal com foco em estudantes em situação de vulnerabilidade social. O objetivo é construir um plano de educação continuada que beneficie discentes inseridos no Cadastro Único, com matrícula e frequência regulares nas escolas da rede estadual, promovendo o acesso às políticas públicas e à dignidade menstrual.  

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O programa teve início em 2024 e visa o fortalecimento da sensibilização de gestores e docentes sobre a importância da higiene pessoal; desconstrução de tabus relacionados à menstruação; enfrentamento ao bullying sofrido por estudantes no momento do recebimento dos absorventes íntimos; e a inclusão de meninos nas ações educativas, promovendo uma abordagem mais ampla e inclusiva sobre o tema.  

Programa Nós + Seguras e Projeto Vagalume – Realizados pela Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro, os projetos são voltados ao enfrentamento das violações de direitos de meninas e mulheres no ambiente escolar, em busca do bem-estar e proteção das mulheres nas escolas. O programa Nós + Seguras está fundamentado em uma abordagem intersetorial, participativa e territorializada entre educação, saúde e assistência social, com envolvimento ativo da comunidade escolar. Já o Projeto Vagalume é desenvolvido em unidades de detenção feminina, dentro do sistema de saúde pública. O intuito é ampliar o cuidado e a proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade.  

Entre os principais resultados alcançados estão: redução da violência contra meninas e mulheres no ambiente escolar; fortalecimento da rede de proteção intersetorial; maior acolhimento e apoio às estudantes vítimas de violência; promoção do protagonismo de meninas e mulheres; mudança na cultura institucional das escolas.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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NACIONAL

Brasil e Argentina avançam na integração energética com publicação de relatório técnico bilateral

O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou, nesta terça-feira (28/4), o relatório do Grupo de Trabalho Bilateral (GTB) Brasil-Argentina, que reúne as principais análises sobre a integração gasífera dos dois países. O documento apresenta diagnósticos, alternativas de infraestrutura e recomendações para viabilizar o fornecimento de gás natural argentino ao Brasil, com foco na competitividade, segurança energética e desenvolvimento regional.

A iniciativa tem origem no Memorando de Entendimento firmado em novembro de 2024 entre Brasil e Argentina, que instituiu o GTB com o objetivo de avaliar caminhos para ampliar a cooperação energética, especialmente a partir da produção de gás natural da formação de Vaca Muerta, na província de Neuquén, na Argentina.

Para a organização das atividades, o GTB criou o Comitê Técnico, com participação de equipe técnica dos dois Governos. Ao longo de 2025, o Comitê Técnico realizou uma série de reuniões semanais, além de encontros com agentes do setor e representantes de países vizinhos, como Bolívia, Paraguai, Uruguai e Chile. As discussões foram organizadas em três eixos principais: técnico, regulatório e comercial. O processo também contou com contribuições do setor produtivo e de infraestrutura, consolidando uma visão abrangente das oportunidades e desafios para a integração regional do insumo.

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Do ponto de vista argentino, o relatório destaca o potencial estratégico de Vaca Muerta, uma das maiores reservas de gás não convencional do mundo, com capacidade de sustentar o consumo interno e ampliar significativamente as exportações nas próximas décadas. A expansão da produção e a necessidade de escala tornam a exportação uma alternativa central para o desenvolvimento do setor, reforçando o papel da Argentina como fornecedora relevante de energia na América do Sul.

Para o Brasil, o documento aponta um cenário de crescimento da demanda por gás natural, especialmente nos setores industrial e de geração de energia. Apesar do aumento da produção nacional, há espaço para complementar a oferta com importações competitivas, o que pode contribuir para a redução de custos e para a ampliação do uso de gás na matriz energética. Iniciativas como o programa Gás para Empregar reforçam essa estratégia, ao buscar maior disponibilidade e preços mais acessíveis para o insumo no mercado interno.

O relatório também analisa diferentes rotas de integração, incluindo alternativas via Bolívia, Paraguai, Uruguai e conexão direta entre os dois países. Cada opção envolve diferentes níveis de envolvimento, adaptações de infraestrutura e arranjos regulatórios. Entre os destaques estão os projetos como a ampliação de gasodutos existentes, a reversão de fluxos no Gasbol e a construção de novos corredores de transporte, com potencial para ampliar a segurança energética regional e estimular o desenvolvimento econômico.

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Como próximos passos, o documento aponta a necessidade de aprofundar estudos técnicos, avançar na coordenação regulatória e criar condições para viabilizar investimentos de infraestrutura. A publicação do relatório marca um avanço importante na cooperação entre Brasil e Argentina e reforça o compromisso dos países com uma integração energética que promova competitividade, sustentabilidade e segurança no abastecimento.

Acesse o relatório completo: 

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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