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PREVIC fala da necessidade de atualização do regime sancionador em evento nacional de advogados

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A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC) participou da abertura do 20º Encontro Nacional de Advogados das Entidades Fechadas de Previdência Complementar, dia 25/8, em Brasília. Os avanços conquistados pelo setor, como a inscrição automática, a Resolução PREVIC 23, o fim da exigência para venda de imóveis e a flexibilização do PGA (Plano de Gestão Administrativa), foram alguns temas tratados pelos palestrantes. O diretor-superintendente da PREVIC, Ricardo Pena, dividiu a sessão de abertura com o diretor-presidente da Abrapp, Devanir Silva, e com o secretário do Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência Social. O evento, considerado o mais importante fórum jurídico do setor, vai até o dia 26.

Um dos assuntos mais importantes tratou da necessidade de atualização do regime sancionador (Decreto 4942/2003). Ricardo Pena, diretor-superintendente da PREVIC, lembrou que o atual regime é tão anacrônico que ainda fala da antiga Secretaria de Previdência Complementar (SPC), extinta em 2004, e do CGPC (Conselho de Gestão da Previdência Complementar), extinto em 2010. “A atualização é necessária para alinhar o regime sancionador ao que já é praticado por outros órgãos de supervisão, ao Banco Central, à Comissão de Valores Mobiliários e à Susep. E, também, aproximar das regras internacionais”, disse.

Ricardo Pena afirmou que risco não é problema, é inerente ao setor de previdência complementar fechada. Se você consegue controlar, transferir, absorver, subscrever, se tem limites, o risco está sendo gerenciado. “Nós temos risco de investimento, de mercado, de liquidez, de crédito, risco de passivo e de longevidade. Então, entidade de previdência é gestora de risco. Se o mercado financeiro está flutuando, o resultado pode flutuar. Se não tem atipicidade, se o fundo não desfez uma posição com prejuízo, isso faz parte do jogo. No ano seguinte pode recuperar. A nossa legislação permite esse entendimento”, explicou.

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O secretário do Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência Social, Paulo Roberto Costa Pinto, falou sobre o ato regular de gestão. “A avaliação do desempenho do investimento tem de ser em cima das regras e não no resultado. Porque o resultado é imprevisível em função dos riscos. É preciso verificar se foi cumprida a política de investimento, as alçadas, a governança do fundo e todas as regras. Da mesma forma, se o resultado foi o melhor possível, mas não cumpriu as regras, o gestor pode tomar um auto de infração”, explicou. Ele também enumerou ataques deliberados que o setor vem sofrendo, às vezes de forma anônima. “Se algum fundo de pensão tiver prejuízo tem de ajuizar ação pedindo indenização. As pessoas não podem continuar atacando”, orientou.

Avanços

O diretor-presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), Devanir Silva, enalteceu o atual grau de sintonia do sistema de regulação com os objetivos de longo prazo do setor. Ele citou como avanços importantes as medidas relacionadas à inscrição automática, à flexibilização do uso dos recursos do PGA, à marcação de títulos, à Resolução PREVIC 23, à definição do regime tributário ao final do período de acumulação e à entrada do setor no capítulo da ordem social da Constituição Federal. E disse que é preciso promover maior previsibilidade que beneficie participantes e patrocinadores. “Precisamos ter um sistema mais acessível, mais simples, mais conectado com as novas realidades do mundo do trabalho e com muita segurança jurídica”, definiu.

Dupla fiscalização

O Procurador-chefe da PREVIC, Leandro da Guarda, discorreu sobre a fiscalização do TCU em entidades fechadas de previdência complementar durante o painel: Regime Disciplinar. Ele explicou que o mais preocupante é quando acontece a duplicidade de punições pelos mesmos fatos. “Isso causa realmente um desequilíbrio e uma ilegalidade. Há um Acordo de Cooperação Técnica sendo discutido e a nossa expectativa é trazer mais elementos de coordenação sobre a atuação do TCU em relação às entidades. É legítimo que o TCU se preocupe com os aportes das patrocinadoras públicas, mas isso deve se dar com respeito às competências da PREVIC, um órgão criado por lei para realizar a supervisão, com servidores e auditores competentes, que se especializaram para isso”, disse.  Ele falou que vem trabalhando para alinhar procedimentos para dar “mais segurança, mais transparência e que seja possível organizar melhor essa duplicidade de supervisão entre o TCU e a PREVIC, gerando maior estabilidade para todo o sistema”.

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No segundo dia do evento, o diretor de Licenciamento da PREVIC, Guilherme Campelo fará palestra no painel: Transformações Regulatórias – Resolução CNPC 60, MP 1292 e Evolução Tributária.

O procurador e coordenador-geral de Representação Judicial da PREVIC, Rodrigo Belon, compõe o painel interativo: Litigiosidade em Foco – Competência, Judicialização e Métodos Alternativos de Solução de Conflitos na EFPC. Sua abordagem será sobre a litigiosidade que existe no Regime de Previdência Complementar Fechada e como isso impacta na gestão das próprias entidades, no planejamento dos patrocinadores e nas expectativas dos participantes. Ele pretende discorrer sobre como a PREVIC pode agir nessa questão e quais os indicativos que pode oferecer para o setor a partir do seu posicionamento. A criação da Comissão de Monitoramento de Ações Relevantes (CMAR) a Câmara de Mediação, Conciliação e Arbitragem (CMCA) também serão enfatizadas.

Segundo o diretor-superintendente da PREVIC, Ricardo Pena, os gestores das EFPC devem ter propensão ao diálogo, à mediação e à negociação. “Apostar no conflito e na judicialização custa tempo e custa dinheiro. A conciliação é o melhor caminho”, concluiu.

Por: Superintendência Nacional de Previdência Complementar

Fonte: Ministério da Previdência Social

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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

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 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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