SAÚDE

Ministério da Saúde entrega duas Estações de Tratamento de Água a mais de 2 mil indígenas Maxakali em MG

O Ministério da Saúde inaugurou, nesta segunda-feira (25), duas Estações de Tratamento de Água (ETAs), no território indígena Maxakali, em Minas Gerais. Foram entregues as estações dos Polos Água Boa e Pradinho, situados nos municípios de Santa Helena de Minas e Bertópolis. As instalações vão assegurar água potável a 2.129 indígenas de 21 aldeias.

A inauguração contou com a presença do secretário de Saúde Indígena (Sesai), Weibe Tapeba, que comemorou mais uma importante conquista. “Estamos construindo em nossa gestão um marco histórico de muitas entregas estruturantes à saúde indígena. Esses sistemas complexos de tratamento levarão água potável a centenas de famílias, promovendo saúde, dignidade e qualidade de vida para os aldeados da etnia Maxakali”, destacou.

Segundo Tapeba, as ETAs representam um avanço concreto à prevenção de doenças de veiculação hídrica e contribuem para a redução da ocorrência de infecções gastrointestinais, permitindo que ações de promoção e vigilância sanitária sejam mais efetivas e duradouras. “A redução da mortalidade infantil é uma prioridade para o Ministério da Saúde. O acesso à água de qualidade é um pilar essencial na prevenção de diversas doenças, inclusive as diarreicas agudas, que impactam principalmente as crianças. Nosso objetivo é fortalecer um plano de aprimoramento da assistência em todos os territórios, garantir saneamento básico e água potável e, dessa forma, permitir que iniciativas de promoção e vigilância sanitária sejam mais efetivas e duradouras”, concluiu o secretário.

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Estrutura e investimento

Com investimento total que ultrapassa R$ 1 milhão, os dois sistemas de abastecimento contam com reservatórios de polietileno instalados e filtros específicos que garantirão a redução dos níveis de ferro, manganês e turbidez da água, de acordo com os parâmetros de potabilidade estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

As obras de urbanização incluem cercamento, abrigos em alvenaria e cobertura em laje treliçadas. As prefeituras dos dois municípios também contribuíram com recursos adicionais para a execução das obras.

Leidiane Souza
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Julho Verde reforça prevenção e diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço

Feridas na boca que não cicatrizam, rouquidão persistente, dificuldade para engolir e caroços no pescoço são sinais que merecem atenção e podem indicar câncer de cabeça e pescoço. Durante o Julho Verde, mês nacional de conscientização sobre a doença, o Ministério da Saúde reforça as orientações à população sobre prevenção e diagnóstico precoce, além do acesso ao tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Os cânceres de cabeça e pescoço reúnem tumores que atingem estruturas como boca, língua, garganta, laringe, faringe, cavidade nasal, tireoide e glândulas salivares. Grande parte dos casos está relacionada ao tabagismo e ao consumo de bebidas alcoólicas. Alguns tipos também estão associados à infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), especialmente pelo HPV-16, um dos principais fatores de risco para o câncer de orofaringe.

Instituída pela Lei nº 14.328/2022, a campanha Julho Verde busca ampliar o conhecimento da população sobre os fatores de risco e os sinais da doença, além de incentivar a prevenção e a procura pelos serviços de saúde diante de sintomas suspeitos.

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Sinais de Alerta e Tratamento pelo SUS

Os principais sinais de alerta incluem feridas na boca ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias, manchas brancas ou avermelhadas na boca, rouquidão por mais de três semanas, dor ou dificuldade para engolir, sensação de corpo estranho na garganta, ínguas persistentes no pescoço, sangramento nasal recorrente e perda de peso sem causa aparente.

No caso de câncer de tireoide, o principal sinal é o aparecimento de um nódulo no pescoço, especialmente quando apresenta crescimento rápido ou é acompanhado de rouquidão ou dificuldade para engolir.

Ao identificar um desses sinais, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. Após a avaliação, o paciente será encaminhado, se necessário, para atendimento especializado. A confirmação do diagnóstico é feita por biópsia, seguida de exame anatomopatológico.

O cuidado é organizado pela Rede de Prevenção e Controle do Câncer, que integra ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento especializado. Conforme a indicação clínica, o tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, de forma isolada ou combinada.

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Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de sucesso do tratamento e menores os riscos de sequelas. Nos estágios iniciais, muitos casos podem ser tratados com apenas uma modalidade terapêutica, o que contribui para preservar funções importantes, como fala, deglutição e respiração.

Nos últimos cinco anos, o SUS realizou mais de 500 mil procedimentos relacionados ao tratamento dos cânceres de cabeça e pescoço.

Medidas de prevenção 

Para ajudar a prevenir a doença, é recomendado evitar o cigarro e outros produtos derivados do tabaco, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, manter uma alimentação saudável, cuidar da saúde bucal, consultar o dentista regularmente e proteger os lábios e o rosto durante a exposição ao sol. 

A vacinação contra o HPV, oferecida gratuitamente pelo SUS para pessoas de 9 a 14 anos, também ajuda a prevenir infecções associadas a diferentes tipos de câncer, incluindo alguns tumores de orofaringe.

Camila Marques
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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