NACIONAL

Afroturismo é destaque no 9º Salão do Turismo

Neste segundo dia (22) de Salão do Turismo abriu espaço no Núcleo do Conhecimento para apresentar o painel “Rotas Negras: Afroturismo e Igualdade Racial como caminhos para o Brasil do Futuro”.

O ponto de partida do debate foi o Programa Rotas Negras, uma iniciativa do governo que tem como diretrizes promover a história, a memória e a cultura afro-brasileira, além de gerar emprego e renda por meio de roteiros turísticos criados e pensados por lideranças quilombolas, negras e de matriz africana.

Sob a mediação da coordenadora de Afroturismo, Diversidade e Povos Indígenas da Embratur, Tânia Neres, o encontro reuniu a diretora de Articulação Interfederativa do Ministério da Igualdade Racial, Isadora Bispo; o fundador da plataforma Guia Negro, Guilherme Soares Dias; e a diretora da Feira Preta, Karla Danitza.

Tânia pontuou que o Brasil – país com 56,1% da população formada por pessoas negras – é referência mundial em Afroturismo, e que representa um potencial extraordinário para a geração de emprego e renda. “A construção de políticas públicas, os investimentos no segmento e a visibilidade são essenciais para a geração de renda de ponta a ponta no turismo. As pessoas pretas viajam, mas não aparecem nas revistas, nas divulgações. O investimento em afroturismo é rentável para todos”.

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Karla Danitza reforçou que não se faz turismo sem empreendedores, e destacou a importância de investir em capacitações e estudos. “Precisamos investir nas histórias, nos imaginários, na economia criativa, na produção de dados e na gestão do dinheiro. Isso tudo só funciona se fizermos juntos. O acesso ao crédito deve ser garantido, pois é uma realidade ainda distante para os empreendedores”.

Isadora Bispo sublinhou que a criação de políticas públicas são fundamentais para desenvolver o afroturismo como instrumento de igualdade para a população brasileira. “Estamos falando sobre mudar realidades, gerar distribuição de riquezas e protagonismo. E as políticas públicas são fundamentais para que isso aconteça na prática. Precisamos promover justiça social, reparações históricas e olhar para as pessoas invisibilizadas e negligenciadas. Não temos como falar do Brasil sem falar das pessoas negras e o acesso a recursos econômicos”.

Guilherme Soares, que também é autor da obra Afroturismo: Afeto, Afronta e Futuro, sente também a urgência de o afroturismo e as narrativas negras terem mais patrocínios e investimentos de todas as esferas. “A gente só viaja para destinos quando sabemos que ele existe, quando conhecemos a história. Precisamos de novos conteúdos sob a perspectiva negra para além da oralidade, com imagens e produções mostrando as pessoas negras viajando, ocupando todos os lugares”.

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O 9º Salão do Turismo – a maior vitrine do turismo brasileiro – evidencia o poder do turismo como matriz de desenvolvimento econômico, social e cultural do Brasil. Até este sábado (23), no Distrito Anhembi, em São Paulo, uma rica programação de palestras e painéis iluminam os temas e estratégias que fundamentam e direcionam o desenvolvimento do mercado.

PARCERIA  O 9º Salão do Turismo: Conheça o Brasil, a maior vitrine do turismo brasileiro, é promovido pelo Ministério do Turismo em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura Municipal de São Paulo. O evento conta com o apoio do SESC, SENAC e Sebrae Nacional, além de parceiros como Embratur, Itaipu Binacional, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Por Zaqueu Rodrigues

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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NACIONAL

Brasil e Argentina avançam na integração energética com publicação de relatório técnico bilateral

O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou, nesta terça-feira (28/4), o relatório do Grupo de Trabalho Bilateral (GTB) Brasil-Argentina, que reúne as principais análises sobre a integração gasífera dos dois países. O documento apresenta diagnósticos, alternativas de infraestrutura e recomendações para viabilizar o fornecimento de gás natural argentino ao Brasil, com foco na competitividade, segurança energética e desenvolvimento regional.

A iniciativa tem origem no Memorando de Entendimento firmado em novembro de 2024 entre Brasil e Argentina, que instituiu o GTB com o objetivo de avaliar caminhos para ampliar a cooperação energética, especialmente a partir da produção de gás natural da formação de Vaca Muerta, na província de Neuquén, na Argentina.

Para a organização das atividades, o GTB criou o Comitê Técnico, com participação de equipe técnica dos dois Governos. Ao longo de 2025, o Comitê Técnico realizou uma série de reuniões semanais, além de encontros com agentes do setor e representantes de países vizinhos, como Bolívia, Paraguai, Uruguai e Chile. As discussões foram organizadas em três eixos principais: técnico, regulatório e comercial. O processo também contou com contribuições do setor produtivo e de infraestrutura, consolidando uma visão abrangente das oportunidades e desafios para a integração regional do insumo.

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Do ponto de vista argentino, o relatório destaca o potencial estratégico de Vaca Muerta, uma das maiores reservas de gás não convencional do mundo, com capacidade de sustentar o consumo interno e ampliar significativamente as exportações nas próximas décadas. A expansão da produção e a necessidade de escala tornam a exportação uma alternativa central para o desenvolvimento do setor, reforçando o papel da Argentina como fornecedora relevante de energia na América do Sul.

Para o Brasil, o documento aponta um cenário de crescimento da demanda por gás natural, especialmente nos setores industrial e de geração de energia. Apesar do aumento da produção nacional, há espaço para complementar a oferta com importações competitivas, o que pode contribuir para a redução de custos e para a ampliação do uso de gás na matriz energética. Iniciativas como o programa Gás para Empregar reforçam essa estratégia, ao buscar maior disponibilidade e preços mais acessíveis para o insumo no mercado interno.

O relatório também analisa diferentes rotas de integração, incluindo alternativas via Bolívia, Paraguai, Uruguai e conexão direta entre os dois países. Cada opção envolve diferentes níveis de envolvimento, adaptações de infraestrutura e arranjos regulatórios. Entre os destaques estão os projetos como a ampliação de gasodutos existentes, a reversão de fluxos no Gasbol e a construção de novos corredores de transporte, com potencial para ampliar a segurança energética regional e estimular o desenvolvimento econômico.

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Como próximos passos, o documento aponta a necessidade de aprofundar estudos técnicos, avançar na coordenação regulatória e criar condições para viabilizar investimentos de infraestrutura. A publicação do relatório marca um avanço importante na cooperação entre Brasil e Argentina e reforça o compromisso dos países com uma integração energética que promova competitividade, sustentabilidade e segurança no abastecimento.

Acesse o relatório completo: 

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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