NACIONAL
MEC cria programa para apoiar indígenas na pós-graduação
O Ministério da Educação (MEC), por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), instituiu na quarta-feira, 8 de abril, o Programa de Desenvolvimento Acadêmico Indígena (PDAI) para ampliar o acesso e assegurar a permanência e o êxito de estudantes indígenas na pós-graduação stricto sensu.
A ação prevê a concessão de bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado em instituições de educação superior e pesquisa. O programa ainda financiará publicações, traduções e repositórios digitais, com a finalidade de divulgar iniciativas científicas para valorizar e preservar os conhecimentos indígenas.
Outra linha de atuação será o apoio à formação e capacitação de professores e pesquisadores indígenas que atuem ou queiram trabalhar na pós-graduação. A seleção de bolsistas e projetos poderá ser feita por meio de editais, chamadas públicas, acordos de cooperação ou portarias específicas. As ações serão realizadas pela Capes ou por instituições parceiras.
“Ciência se faz também nas aldeias. Ciência é conhecimento. Precisamos, cada vez mais, promover a troca de conhecimento. Não uma educação hierarquizada, mas uma educação dialógica”, defendeu a presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, em cerimônia que marcou a assinatura do documento que cria o programa. O evento ocorreu em meio à 22ª edição do Acampamento Terra Livre, em Brasília – mobilização que reúne milhares de lideranças indígenas das cinco regiões do país para incidir sobre o poder público e defender seus territórios.
Para o secretário substituto de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (MEC), Cleber Santos Vieira, o programa amplia o acesso à pesquisa pelas populações indígenas. “É um passo na construção de universidades com uma pós-graduação que tenha a cara do Brasil”, disse.
Participação – Instituído pela Portaria nº 150/2026, o programa foi elaborado com a colaboração da União Plurinacional dos Estudantes Indígenas (UPEI) de forma a reforçar a defesa de direitos à educação de qualidade, o desenvolvimento sustentável das comunidades e a busca de soluções para seus desafios, como nas áreas de saúde, educação e meio ambiente.
Representante da UPEI, Seribí Tukano, destacou a construção coletiva do programa: “aos 75 anos, a Capes mostra que é também a casa dos povos indígenas. Esse programa foi construído conosco, com as pessoas que vieram propor essa parceria”.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Capes
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
Cânions do Velho Chico: descubra o Monumento Natural do Rio São Francisco
Abraçando os estados de Alagoas, Sergipe e Bahia, o Monumento Natural do Rio São Francisco é uma das unidades de conservação mais impressionantes do Nordeste brasileiro. Criada em 2009, a unidade protege cerca de 26 mil hectares ao longo do leito e das margens do Velho Chico, abrangendo municípios como Piranhas (AL), Canindé de São Francisco (SE) e Paulo Afonso (BA). O grande destaque da região são os Cânions do São Francisco, que estão entre os maiores cânions navegáveis do mundo.
A unidade desempenha um papel crucial na preservação do bioma Caatinga e dos ecossistemas aquáticos e terrestres do semiárido. Suas formações rochosas e a vegetação típica servem de refúgio para espécies exclusivas da fauna e flora brasileiras, além de abrigar sítios arqueológicos com pinturas rupestres.
Os atrativos da região combinam contemplação e imersão histórica. A experiência central é o passeio pelo Cânion do Xingó, onde visitantes navegam entre paredões avermelhados de mais de 50 metros de altura, que contrastam com o tom verde-esmeralda das águas. O percurso costuma incluir uma parada no famoso Paraíso do Talhado, um santuário entre as rochas, que é perfeito para banho e contemplação.
Além das paisagens naturais, a visita se conecta intensamente à cultura do sertão. É possível explorar trilhas históricas do Cangaço – como o percurso até a Grota do Angico, local do último combate de Lampião e Maria Bonita –, além de caminhar pelo charmoso Centro Histórico de Piranhas (AL).
Para realizar os passeios de barco e as caminhadas históricas com segurança, recomenda-se buscar agências e condutores credenciados no Cadastur, garantindo o respeito às normas de conservação da Caatinga.
Como chegar
Para chegar ao Monumento Natural do Rio São Francisco por via aérea, as principais portas de entrada são o Aeroporto Internacional de Aracaju (AJU), em Sergipe (a cerca de 200 km de Canindé de São Francisco), e o Aeroporto Internacional de Maceió (MCZ), em Alagoas (a aproximadamente 280 km de Piranhas).
A partir das capitais, o deslocamento até as cidades pode ser feito em carro, ônibus intermunicipais ou transfers privativos, operados por agências de turismo.
Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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