NACIONAL

Estatais destacam inovação e oportunidades no Salão do Turismo

O Salão do Turismo também é espaço para as empresas estatais que desempenham papel estratégico no desenvolvimento econômico e social do país. Durante os três dias de evento, instituições como Sebrae, Itaipu Binacional, Embratur, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil estão presentes com experiências e iniciativas voltadas ao fortalecimento da atividade turística no Brasil.

Além de expor suas ações, as estatais reforçam a integração entre o setor público e privado, criando novas oportunidades para empreendedores, gestores e visitantes que circulam pelos corredores do evento. A presença dessas empresas fortalece o diálogo com diferentes segmentos do turismo e amplia as possibilidades de parcerias estratégicas.

A contribuição das estatais para o turismo

O Sebrae levou ao Salão uma vitrine do empreendedorismo brasileiro, com destaque para o programa de artesanato, que reúne 55 artesãos de diversas regiões do país. O espaço oferece desde peças utilitárias até obras de mestres premiados, em uma curadoria que valoriza a diversidade cultural. A instituição também apresenta o programa Agente de Roteiros Turísticos (ART), que já atua em cerca de 1.000 municípios, e leva 70 empresários ao evento para divulgar experiências e roteiros criados em parceria com comunidades locais.

Já a Itaipu Binacional aposta na interatividade para despertar a curiosidade do público. No estande, visitantes podem assistir a sessões em um mini cinema sobre a história e o funcionamento da usina, além de conhecer projetos ambientais e passeios como o Refúgio Biológico Bela Vista e o Ecomuseu. A estatal também oferece óculos de realidade virtual para simular a imersão nos ambientes de geração de energia, distribui brindes temáticos, como pelúcias e crochê de onças, capivaras e preguiças.

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A Embratur apresenta sua nova identidade visual e convida os visitantes a uma jornada tecnológica. Com óculos de realidade virtual, é possível “viajar” por destinos como Amazônia, Pantanal, Fernando de Noronha, Lençóis Maranhenses e Rio de Janeiro. Além disso, a instituição divulga o “Top 101 Experiências do Brasil”, catálogo que reúne atividades diferenciadas em 67 municípios, incentivando o turismo de vivência e valorizando a cultura, a gastronomia e a diversidade do país.

A Caixa Econômica Federal aproveita o evento para aproximar-se dos turistas e empreendedores com linhas de crédito especiais. Entre as ofertas estão a antecipação do saque-aniversário do FGTS, condições diferenciadas em cartões de crédito e facilidades em empréstimos pessoais voltados ao trabalhador.

O Banco do Brasil também aposta em soluções financeiras para incentivar viagens. No Salão, apresenta o BB Crédito Realiza, que permite o financiamento de viagens em até 60 parcelas, com carência de até 59 dias e taxas mais competitivas que as de cartões de crédito tradicionais. A novidade busca ampliar o acesso dos brasileiros a destinos turísticos dentro e fora do país.

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O EVENTO – Com o tema “Diversidade, Inclusão e Sustentabilidade no Turismo”, o 9º Salão do Turismo reúne as 27 Unidades da Federação em uma grande vitrine de gastronomia, cultura, artesanato, experiências imersivas e oportunidades de negócios. Promovido pelo Ministério do Turismo, o evento integra, também, a estratégia do Feirão do Turismo: Conheça o Brasil, fortalecendo a comercialização de destinos e produtos de todo o país, alinhado ao Plano Nacional do Turismo 2024-2027 e ao Programa de Regionalização, com foco na geração de emprego e renda no setor.

PARCERIA – O 9º Salão do Turismo: Conheça o Brasil, a maior vitrine do turismo brasileiro, é promovido pelo Ministério do Turismo em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura Municipal de São Paulo. O evento conta, ainda, com o apoio do SESC , SENAC , Sebrae , além de parceiros como Embratur, Itaipu Binacional, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Por Aline Andrade
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo 

Fonte: Ministério do Turismo

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NACIONAL

Brasil tem menor número de analfabetos nos últimos dez anos

O Brasil registrou, pela primeira vez, um índice de pessoas não alfabetizadas inferior a 5% da população brasileira, o menor da série histórica iniciada em 2016. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Educação (2025), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tinha 8,4 milhões de não alfabetizados com 15 anos ou mais, correspondendo a 4,9% da população brasileira, o que evidencia os esforços do Ministério da Educação (MEC) em promover a retomada da educação popular, a produção de materiais pedagógicos, a formação continuada de professores e as ações de superação do analfabetismo e de elevação da escolaridade. 

A principal política da pasta que contribui para essa melhora nos níveis educacionais é o Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da Educação de Jovens e Adultos (Pacto EJA). Dois anos após a criação, os dados revelam uma redução de cerca de 592 mil pessoas não alfabetizadas apenas no último ano, uma aceleração mais de três vezes superior ao ritmo de queda observado nos anos anteriores da década. Além disso, o Censo Escolar de 2025 registrou uma interrupção na tendência de queda constante no número de matrículas na educação de jovens e adultos (EJA) para o ensino fundamental, vista desde 2017. 

A secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do MEC, Zara Figueiredo, destacou que os resultados são positivos e demonstram a efetividade das ações desenvolvidas no âmbito do Pacto EJA, mas ressaltando que ainda há necessidade de investimentos para a redução das desigualdades no país. “Seguiremos trabalhando incansavelmente para reduzir o número de pessoas não alfabetizadas. Sabemos que ainda temos desigualdades significativas e não iremos descansar até que todos tenham oportunidades plenas, mas celebramos os avanços do país com a convicção de que estamos no caminho certo”, completou.  

Apesar dos esforços e dos bons resultados, os dados desagregados indicam que entre os diferentes grupos de raça/cor, os índices são mais elevados. Um exemplo é a diferença entre os percentuais relativos a pretos e pardos, respectivamente 7% e 6,3%, em contraste com o número significativamente inferior registrado pelos brancos, 2,8%. Há ainda desigualdades regionais e entre idades, que registram taxa maior do que entre jovens e adultos. Os índices nas regiões Norte e Nordeste superam a média nacional. 

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Pacto EJA – O Pacto EJA foi instituído em junho de 2024, com os objetivos de: superar o analfabetismo e elevar a escolaridade de jovens, adultos e idosos; ampliar a oferta de matrículas da EJA nos sistemas públicos de ensino, inclusive entre os estudantes privados de liberdade; e fomentar a oferta da EJA integrada à educação profissional. A política conta com uma estrutura de governança com mais de 2 mil agentes, por meio de uma rede de mobilização territorial que reconhece áreas prioritárias, conforme estabelece o Panorama EJA, e dialoga com as redes de ensino para operacionalização e prioridade nos locais com maior concentração de população não alfabetizada. No âmbito do Pacto EJA, o MEC desenvolve ações importantes para a superação do analfabetismo. Entre elas, destacam-se: Pé-de-Meia EJA: desde 2024, jovens estudantes do ensino médio da EJA beneficiários do Bolsa Família fazem parte do programa. Com isso, recebem: incentivo-matrícula no valor anual de R$ 200; incentivo-frequência no valor total semestral de R$ 900; incentivo-conclusão no valor total de R$ 3.000; incentivo-Enem no valor único de R$ 200. 

  • Programa Brasil Alfabetizado (PBA): o programa foi retomado em 2024 após interrupção em 2016. Desde então, foram mais de 72.204 bolsas pagas a educadores populares do programa entre 2024 e 2025 e 134.520 matrículas no biênio 2024-2025.  
  • Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD EJA): Os livros didáticos da EJA chegaram a 13.914 escolas em 2026, destinados a todos os estudantes e professores do ensino fundamental da modalidade e aos estudantes do PBA. 
  • Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) Equidade EJA: Incentivo de R$ 11,7 milhões para escolas que ofertam a EJA em redes que aderiram ao Pacto EJA. Em 2025, 4.183 escolas tiveram empenho dos recursos do PDDE Equidade EJA. Em 2026, 3.387 escolas aderiram ao PDDE EJA no primeiro ciclo de adesão e devem receber R$ 9,2 milhões.   
  • Formação de professores e gestores: Oferta de 100.793 vagas para a formação continuada de professores, gestores escolares e educadores populares entre 2023 e 2025.  
  • Cadernos do Ensino Médio: Desenvolvidos em parceria com a Unesco, os novos cadernos oferecem às escolas um material didático interdisciplinar, considerando as especificidades de cada localidade e sua proposta pedagógica. 
  • Medalha Paulo Freire: Valorização e incentivo às redes que se destacaram com ações e iniciativas para a superação do analfabetismo no Brasil e a qualificação da EJA. 
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CadEJA – O MEC também lançou o Cadastro da EJA (CadEJA), uma plataforma para registrar o interesse de pessoas em retomar ou concluir a alfabetização e a educação básica por meio da EJA. Seu principal objetivo é facilitar o acesso desse público a uma escola que melhor atenda às necessidades, funcionando como uma ponte entre os cidadãos interessados e as secretarias de educação, que são responsáveis pela oferta de vagas e pela efetivação das matrículas. Qualquer pessoa com 15 anos ou mais que não tenha concluído a educação básica na idade adequada pode se cadastrar no CadEJA de forma simples, rápida e gratuita.  

Para registrar o interesse, basta informar alguns dados básicos, como nome, idade e telefone para contato, além de indicar a última etapa de ensino cursada. O cidadão também pode informar preferências relacionadas aos estudos, como a região onde deseja estudar, o turno mais adequado e outras informações que possam facilitar seu encaminhamento para a escola que o atenderá melhor. Ao final, é gerado um protocolo que deve ser guardado. Em seguida, a secretaria de educação entrará em contato e informará a escola com matrícula disponível. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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