POLÍTICA NACIONAL

Comissões do Senado começam a definir emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias

Cada comissão permanente do Senado pode apresentar três emendas ao projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLN 2/2025). E o processo de escolha dessas emendas já começou: nesta semana, cinco comissões já fizeram isso (veja abaixo os objetivos dessas emendas).

As demais comissões decidem na semana que vem. O prazo final para entrega dessas emendas à Comissão Mista de Orçamento (CMO) termina às 18 horas da terça-feira (26).

Essas emendas se destinam ao Anexo de Prioridades e Metas da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026. Elas servem para reforçar dotações orçamentárias previstas no projeto da LDO. Com essas emendas, as comissões permanentes do Senado, da Câmara e do Congresso podem destinar mais recursos para objetivos específicos, como melhorar ou ampliar o atendimento público em diversas áreas.

As comissões só podem enviar emendas que tenham ligação com suas áreas temáticas.

Depois que todas as emendas forem protocoladas, o relator da LDO 2026, o deputado federal Gervásio Maia (PSB-PB), terá de analisar uma a uma para concluir seu relatório final. O relatório será então votado na CMO, e depois disso o texto final do projeto será encaminhado para votação do Congresso Nacional.

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O presidente da CMO é o senador Efraim Filho (União-PB). Na semana passada, ele informou que pretende finalizar a votação da LDO na comissão até o dia 3 de setembro.

Confira os objetivos das emendas já aprovadas:

Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)

Presidente: Otto Alencar (PSD-BA)

Relator: Omar Aziz (PSD-AM)

  • ampliar o atendimento das defensorias, com foco em mulheres, população negra, população LGBTQIA+, povos indígenas e comunidades tradicionais;
  • reduzir o desmatamento com ações policiais preventivas e repressivas de proteção da Amazônia Legal;
  • fortalecer o ambiente regulatório de proteção de dados pessoais no Brasil.

Comissão de Relações Exteriores (CRE)

Presidente: Nelsinho Trad (PSD-MS)

Relator: Hamilton Mourão (Republicanos-RS)

  • fortalecer o Exército Brasileiro para a defesa do território;
  • fortalecer a Aeronáutica para defender o espaço aéreo nacional;
  • fortalecer a Marinha do Brasil para controlar e defender as águas jurisdicionais brasileiras.

Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT)

Presidente: Flávio Arns (PSB-PR)

Relator: Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)

  • fomentar a transformação digital com capacitação, estruturação e expansão do uso de TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação) nos complexos industriais estratégicos para o desenvolvimento nacional;
  • implementar medidas de adaptação às mudanças climáticas voltadas a minimizar os impactos de secas e inundações;
  • promover iniciativas de popularização da ciência, da tecnologia e da educação científica.
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Comissão de Esporte (CEsp)

Presidente: Leila Barros (PDT-DF)

Relator: Chico Rodrigues (PSB-RR)

  • viabilizar a entrega de infraestrutura esportiva e paradesportiva;
  • ampliar e fortalecer programas paradesportivos e políticas de inclusão em atividades físicas desportivas e de lazer da pessoa com deficiência;
  • ampliar o acesso ao esporte educacional, amador e de lazer para todas as idades, com inclusão das pessoas com deficiência de diferentes territórios para o enfrentamento das desigualdades estruturais e regionais. 

Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR)

Presidente: Dorinha Seabra (União-TO)

Relatora: Augusta Brito (PT-CE)

  • promover a estruturação e a qualidade dos destinos turísticos, fomentando a cadeia produtiva do turismo;
  • promover as atividades turísticas nos destinos brasileiros de forma sustentável, inclusiva e com acessibilidade;
  • ampliar o acesso da população aos serviços adequados de esgotamento sanitário no meio urbano.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Chefes dos Três Poderes participam da posse de Nunes Marques no TSE

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, participou da posse de Nunes Marques e André Mendonça como presidente e vice-presidente, respectivamente, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A cerimônia aconteceu na noite desta terça-feira (12). 

Davi integrou a mesa da solenidade ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Nunes Marques e André Mendonça, que também são ministros do STF, vão comandar o TSE por dois anos. 

Eleições 2026

Em seu primeiro discurso como presidente do TSE, Nunes Marques declarou que o papel da Justiça Eleitoral é organizar, orientar e fiscalizar as eleições, para que sejam limpas e transparentes. Ele também disse que o primeiro desafio da gestão serão as eleições deste ano e o enfrentamento de notícias falsas (fake news) e possíveis abusos no uso da inteligência artificial (IA).

Nunes Marques acrescentou que há um aumento exponencial do uso inadequado de IA.

— Devemos estar atentos às novas tecnologias, que, quando mal usadas, podem representar ameaças ao nosso processo democrático — disse o recém empossado.

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Além deles, participaram da cerimônia a ministra do STF Cármen Lúcia (que até então era a presidente do TSE); o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin; o procurador-geral da República e procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet; e o ex-presidente da República e do Senado José Sarney. 

Natural de Teresina (PI), Nunes Marques tem 53 anos e integra o STF desde 2020, quando assumiu o cargo de ministro da Suprema Corte (na vaga aberta com a saída de Celso de Mello) após indicação do então presidente da República Jair Bolsonaro.

Antes disso, Nunes Marques exerceu a advocacia por 15 anos, atuou no Tribunal Regional Eleitoral do Piauí e foi desembargador no Tribunal Regional Federal da 1ª Região. 

André Mendonça também tem 53 anos e também foi indicado ao STF por Bolsonaro (ele assumiu o cargo em 2021). Mendonça nasceu em Santos (SP) e, ao longo da carreira, foi chefe da Advocacia-Geral da União (AGU) e ministro da Justiça e Segurança Pública.  

Mulheres no poder

Primeira mulher a presidir o TSE (entre 2012 e 2013), Cármen Lúcia despediu-se do cargo pela segunda vez reafirmando seu compromisso com a democracia e com a ocupação de espaços de poder por mulheres.

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— Somos igualmente patriotas e queremos estar ao lado e participar do que pode trazer algum benefício à sociedade. Continuarei sempre ao lado da Justiça Eleitoral — declarou ela.

Também compareceram à cerimônia os ministros do STF Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli; os ex-ministros do STF Luís Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski; ministros e ex-ministros do TSE. representantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e das Forças Armadas; deputados federais e senadores.

Com informações do TSE

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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