AGRONEGÓCIO

Barretos se prepara para o maior rodeio na América Latina

Barretos (425 km da capital, São Paulo) se prepara para receber, a partir da próxima quinta-feira (21.08) a 70ª edição da Festa do Peão, maior evento do gênero na América Latina e um dos mais relevantes do calendário cultural e econômico do Brasil. A expectativa da organização é atrair cerca de 900 mil visitantes ao longo dos 11 dias, com impacto econômico estimado em R$ 1 bilhão, considerando hospedagem, alimentação, transporte, turismo, comércio e contratações temporárias.

A programação reúne mais de 100 atrações musicais distribuídas entre o Estádio de Rodeios, o Palco Amanhecer, o Barretão Elétrico e o espaço do Camping. O pontapé inicial será no dia 21, com Fernando & Sorocaba, João Bosco & Vinícius e Guilherme & Santiago no palco principal, além de shows paralelos em outros ambientes. Ao longo da festa, nomes como Ana Castela — embaixadora da edição —, Jorge & Mateus, Chitãozinho & Xororó, Leonardo, Maiara & Maraisa, Zezé Di Camargo & Luciano, Bruno & Marrone e Zé Neto & Cristiano dividirão o palco com artistas consagrados e novas apostas da música sertaneja e do forró.

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Além da música, o rodeio segue como o coração do evento. A arena receberá competições nas modalidades montaria em touros, cutiano e provas cronometradas, reunindo competidores de vários países. A final do rodeio está marcada para 31 de agosto. A festa também mantém tradições como a Queima do Alho, marcada para o dia 24, reunindo comitivas que preparam pratos típicos do sertão, e apresentações culturais que valorizam a herança boiadeira.

De acordo com a organização, a infraestrutura foi reforçada para receber o público recorde. Serão milhares de vagas de estacionamento, reforço na segurança, posto médico avançado, áreas de descanso e ampliação da rede de alimentação. A rede hoteleira da cidade e de municípios vizinhos já opera próxima da lotação máxima, e o turismo rural também deve ganhar fôlego.

Segundo dados da Associação Os Independentes, responsável pelo evento, mais de 70% do público vem de fora do estado de São Paulo, e cerca de 20% são turistas internacionais, o que reforça o peso da festa como vitrine do agronegócio, da música e da cultura sertaneja brasileira. “Barretos é muito mais que uma festa: é um motor econômico e cultural que preserva tradições e projeta nossa cultura para o mundo”, afirma a organização.

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Serviço

70ª Festa do Peão de Barretos

Data: 21 a 31 de agosto de 2025
Local: Parque do Peão – Barretos (SP)
Ingressos: Disponíveis no site oficial www.independentes.com.br

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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