POLÍTICA NACIONAL
Comissão aprova projeto que suspende participação do MST em conselho do governo
A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 332/24, que suspende a resolução do governo que incluiu o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em um conselho de formulação de políticas contra a violência no campo.
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (CPPaz/Condraf) foi criado pela Resolução 18/24, instituída pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. Ele é composto por 32 membros, distribuídos entre representantes do governo e da sociedade.
O Congresso Nacional, segundo a Constituição, tem o poder de suspender atos do Executivo, como decretos e portarias, quando considera que eles ultrapassam os limites do poder regulamentar do governo.
Suspensão
A suspensão da resolução foi pedida pelo deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), autor do projeto. O relator, deputado Pedro Lupion (PP-PR), recomendou a aprovação do texto.
Segundo Lupion, o MST tem um histórico de conflitos agrários, ocupações ilegais e invasões de propriedades rurais sob o pretexto de pressionar por reforma agrária.
“A presença de tal entidade em um comitê cujo objetivo declarado é a ‘construção da paz’ no campo configura um contrassenso evidente e uma afronta direta ao Estado de Direito”, afirmou Lupion.
Próximos passos
O projeto será analisado agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e pelo Plenário. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Janary Júnior
Edição – Natalia Doederlein
Fonte: Câmara dos Deputados
POLÍTICA NACIONAL
Izalci critica acordo para salvar BRB e cobra apuração de prejuízos
Em pronunciamento no Plenário na terça-feira (9), o senador Izalci Lucas (PL-DF) criticou o acordo para salvar o BRB (Banco de Brasília) e afirmou que os custos da operação serão transferidos à população do Distrito Federal. De acordo com o senador, o Governo do Distrito Federal assumirá obrigações financeiras por até 15 anos para fazer frente aos prejuízos decorrentes de investimentos realizados pela instituição na tentativa de compra do Banco Master, barrada pelo Banco Central.
Segundo Izalci, o acordo prevê um aporte de R$ 8,8 bilhões no banco, valor que, segundo seus cálculos, é incompatível com o patrimônio atual do BRB. O senador também afirmou que ainda existem incertezas sobre a recuperação de parte dos ativos envolvidos na operação e questionou a falta de acesso a relatórios de auditoria produzidos para analisar as operações do banco.
— Estamos investindo R$ 8 bilhões num patrimônio que hoje vale R$ 3 bilhões. Isso sem considerar, ou considerando, que realmente os R$ 8 bilhões vão resolver o problema, e não vão, vão simplesmente pagar o prejuízo dessa roubalheira toda que foi feita — declarou.
O senador também criticou a utilização de recursos públicos para viabilizar o acordo e afirmou que o comprometimento de receitas futuras poderá impactar investimentos em áreas como saúde, educação e segurança pública no Distrito Federal. Na avaliação de Izalci, a destinação de recursos para cobrir os prejuízos poderá restringir a capacidade do governo local de ampliar gastos e investimentos nessas áreas nos próximos anos.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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