NACIONAL
Enade das Licenciaturas: entenda aplicação teórica e prática
Avaliar, de forma integrada, os conhecimentos, as competências e as habilidades adquiridas pelos estudantes ao longo da graduação, tanto na dimensão teórica quanto na prática pedagógica: essa é a proposta do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas, aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), entidade vinculada ao Ministério da Educação (MEC).
A avaliação é realizada em duas etapas: a teórica, por meio da Prova Nacional Docente (PND), e a prática, durante o estágio supervisionado ou a regência de classe nas escolas de educação básica.
Aplicação teórica – A avaliação teórica, aplicada pela PND, tem como objetivo aferir o desempenho do participante em relação aos conteúdos programáticos das diretrizes curriculares nacionais de cada área avaliada. Também verifica as habilidades para se ajustar às exigências decorrentes da evolução do conhecimento. Além disso, analisa as competências para compreender temas fora do campo específico da profissão, relacionados à realidade brasileira e a outras áreas do conhecimento.
As inscrições para a PND terminam na quarta-feira, 30 de julho. A aplicação terá duração total de cinco horas e trinta minutos. A parte de formação geral contará com 30 questões de múltipla escolha e uma discursiva, elaboradas a partir de temas relacionados à formação de professores. Já a parte de componente específico terá 50 questões objetivas.
A questão discursiva avaliará não apenas os conhecimentos relacionados à formação de professores, mas também aspectos como clareza, coerência, coesão textual, argumentação, vocabulário e correção gramatical, conforme critérios estabelecidos na matriz de referência.
Aplicação prática – Já a avaliação prática tem como objetivo diagnosticar os conhecimentos, as competências e habilidades práticas desenvolvidas pelos estudantes ao longo da graduação. Além disso, busca reunir informações relevantes sobre as características, condições e experiências relacionadas às atividades realizadas no estágio supervisionado.
Essa avaliação é aplicada durante os estágios obrigatórios realizados em escolas da educação básica – públicas ou privadas – e se concentra especialmente no momento em que o licenciando assume a regência de classe. Com isso, pretende-se observar de forma concreta como o futuro professor coloca em prática os saberes adquiridos no curso.
A avaliação prática é composta por três instrumentos complementares: Questionário de Avaliação da Prática (AP) do Estudante, Questionário de Avaliação da Prática do Orientador de Estágio e Questionário de Avaliação da Prática do Supervisor de Estágio.
Todos os estudantes de cursos de licenciatura avaliados pelo Enade devem realizar a Avaliação da Prática uma única vez durante a graduação, quando forem considerados habilitados, conforme os critérios definidos no edital do exame. A realização dessa etapa é indispensável para a obtenção da regularidade junto ao exame.
Confira os calendários das avaliações.
Avaliação teórica (PND)
-
Período de inscrições: 14 a 30 de julho
-
Publicação dos locais de prova: 7 de outubro
-
Aplicação da prova: 26 de outubro
-
Divulgação da relação de estudantes em situação regular na avaliação teórica do Enade das Licenciaturas: 12 de dezembro
Avaliação da prática
-
Preenchimento do Questionário de Avaliação da Prática pelo estudante: 4 de agosto a 28 de novembro
-
Preenchimento do Instrumento de Avaliação da Prática pelo supervisor de estágio: 11 de agosto a 5 de dezembro
-
Preenchimento do Questionário de Avaliação da Prática pelo orientador de estágio: 11 de agosto a 12 de dezembro
Assessoria de Comunicação do MEC, com informações do Inep
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
Como escolas e famílias formam novos leitores
A formação de leitores começa muito antes da alfabetização. O contato com livros, histórias, brincadeiras e manifestações artísticas desde a primeira infância é um direito fundamental das crianças e uma etapa essencial para o desenvolvimento. Nesse contexto, a implementação de políticas públicas possibilita a ampliação do acesso à literatura e garante que mais crianças tenham oportunidades de vivenciar a leitura. Para fortalecer essas ações, o Ministério da Educação (MEC) está formando a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância. Municípios, estados e o Distrito Federal podem aderir à iniciativa até 31 de julho.
Coordenada pela Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI), a comunidade reúne gestores públicos responsáveis por políticas destinadas a bebês e crianças de até seis anos. A proposta busca fortalecer a implementação da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) por meio de cooperação entre os entes federados, troca de experiências e desenvolvimento de capacidades institucionais para planejar, executar, monitorar e avaliar ações voltadas à infância.
A importância dessa articulação entre políticas públicas, escolas, famílias e comunidade destacou-se na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ao longo da programação da Flipinha e da FlipEduca, educadores, escritores e artistas compartilharam experiências que mostram como o incentivo à leitura desde os primeiros anos de vida pode transformar a relação das crianças com a aprendizagem e a cultura.
Para a atriz, educadora e pesquisadora em teatro, música, dança e literatura Cláudia Ribeiro, arte e educação caminham juntas no desenvolvimento infantil. Em seu trabalho, ela dirige grupos de teatro compostos por crianças, no contraturno escolar, que produzem espetáculos apresentados em escolas do município. A iniciativa aproxima os estudantes à literatura por meio da interpretação, criatividade e experiência artística, ao mesmo tempo em que incentiva a leitura e fortalece a participação das famílias no processo educativo.
“Esse trabalho ajuda a formar a plateia e despertar o interesse das crianças ao incentivá-las a produzir arte e, principalmente, a entrar no mundo da leitura. No teatro, eu estou sempre incentivando o ato de ler, porque é importante ler o texto, entender o personagem, interpretar as intenções das falas. Quando as famílias entendem que esse processo de junção de arte e educação é muito produtivo e benéfico para as crianças, elas dão a mão para a gente, enquanto educadoras e artistas, e aí a criança só tem a ganhar com tudo isso”.
As experiências apresentadas na Flip reforçam que o acesso à literatura também passa pelo fortalecimento dos vínculos familiares. A escritora, poeta e produtora cultural Elisa Pereira, que vive em Paraty e é autora do livro infantil Quintal do Vô Benê, explica que o contato com os livros pode começar ainda na primeira infância – e até antes do nascimento. Em sua obra, ela escolheu retratar um avô como personagem central para destacar que o cuidado, o afeto e a transmissão de conhecimentos também fazem parte do papel dos homens na criação das crianças.
“Eu acho que é fundamental. Eu cresci, na verdade, sem essa vivência. Eu não tive mãe ou pai que lessem para mim, mas eu percebo a diferença entre crianças que, desde pequenas – hoje em dia, a gente sabe que pode ler até para os bebês –, tiveram acesso à leitura, e crianças que não tiveram. Eu acho que é fundamental o papel da mãe, do pai e dos cuidadores, de uma forma geral, nessa formação de leitores”.
A professora da rede municipal do Rio de Janeiro Glaucia Abreu, que atua com contação de histórias e literatura na infância, observa que muitas crianças têm seu primeiro contato sistemático com os livros no ambiente escolar. Segundo ela, o hábito da leitura nem sempre está presente no ambiente familiar, o que amplia o papel da escola em despertar a imaginação, a criatividade e o interesse pela literatura. Ao mesmo tempo, ela ressalta que esse trabalho alcança melhores resultados quando a família também participa desse processo.
“Muitas das vezes, a escola introduz esse papel por meio de uma contação simples ou, às vezes, uma contação para dormir para crianças que não vivenciaram isso. Então, a escola está cumprindo um papel que é básico, que aflora a criatividade da criança, assim como a capacidade de ela desenvolver a imaginação e a fantasia, que faz parte do universo infantil. A gente precisa incentivar isso além das portas da escola. A gente precisa incentivar isso na base familiar”.
Cooperação – Os relatos apresentados durante a Flip dialogam com os objetivos da Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância, criada pelo MEC para fortalecer políticas públicas voltadas aos primeiros anos de vida.
Instituída pela Portaria nº 540/2026, a comunidade reúne gestores públicos indicados pelos municípios, estados e Distrito Federal em uma rede de cooperação federativa. A iniciativa busca fortalecer as capacidades institucionais dos entes para planejar, executar, monitorar e avaliar políticas públicas destinadas a bebês e crianças de até seis anos, além de promover a troca de experiências, a difusão de conhecimentos técnicos e o aprimoramento contínuo das ações voltadas à primeira infância.
A comunidade está estruturada em dois eixos. O primeiro, Pactuação e Articulação Federativa, prevê oficinas, encontros técnicos e seminários para discutir iniciativas, projetos e programas voltados à primeira infância e incentivo à cooperação entre os entes federativos. Já o eixo Desenvolvimento de Capacidades Institucionais contempla a criação de instrumentos de gestão, protocolos, sistemas de informação, monitoramento e avaliação, além da oferta de ações formativas voltadas ao fortalecimento das capacidades individuais e coletivas da gestão pública.
As experiências compartilhadas por educadores, artistas e escritores na Flip mostram que formar leitores desde a primeira infância depende da atuação conjunta de escolas, famílias, espaços culturais e políticas públicas. Ao criar uma rede permanente de cooperação entre gestores, a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância busca fortalecer essa articulação para que mais crianças tenham acesso a experiências de leitura, cultura e aprendizagem desde os primeiros anos de vida.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação
-
POLICIAL5 dias atrásPolícia Civil prende cinco suspeitos de envolvimento em crimes de tortura, sequestro, cárcere privado e organização criminosa em Pedra Preta
-
POLICIAL4 dias atrásPolícia Militar prende suspeito por tentativa de feminicídio em Sinop
-
POLÍTICA MT2 dias atrásCerca de 80% dos prefeitos do PL não comparecem à convenção de Wellington
-
POLÍTICA MT7 dias atrásFávaro banca Natasha ao Governo, esvazia movimento de Emanuel e articulação pode respingar na candidatura do filho
-
POLÍTICA MT7 dias atrásPivetta reafirma inocência em caso de 2021 e diz que está preparado para enfrentar ataques na campanha – veja o video
-
POLÍTICA MT7 dias atrásMax Russi descarta liberar apoios individuais e diz que Podemos seguirá decisão da maioria na disputa pelo Governo – veja o video
-
POLICIAL6 dias atrásPolícia Militar intercepta acampamento em área ambiental, apreende arma de fogo e munições
-
POLÍTICA MT6 dias atrásApós repercussão, Prefeitura de VG cancela contratos de R$ 2,8 milhões para arbitragem esportiva

