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Turismo de São Geraldo do Araguaia ganha impulso com R$ 4 milhões para obra da ponte da Praia da Gaivota

Com a Praia da Gaivota lotada e o clima de verão amazônico em seu auge, o município de São Geraldo do Araguaia viveu uma noite histórica neste sábado (26), com evento que contou com o apoio do Ministério do Turismo.

O evento teve a presença do ministro Celso Sabino, que anunciou investimentos federais na ordem de R$ 4 milhões para a conclusão da obra da ponte que liga o centro da cidade à Praia da Gaivota — uma demanda antiga da população local.

“Esse investimento representa mais do que infraestrutura. É desenvolvimento, é turismo o ano inteiro, é dignidade para o povo de São Geraldo e para os turistas que visitam essa cidade linda”, afirmou o ministro Celso Sabino, destacando o compromisso do Governo Federal com a interiorização do turismo e a valorização da Amazônia paraense.

Hoje, o acesso à Praia da Gaivota — um dos principais cartões-postais do município — só é possível durante o verão amazônico, período em que o nível do Rio Araguaia baixa e forma praias temporárias. Com a conclusão da ponte, moradores e turistas poderão usufruir das belezas do rio em qualquer época do ano, ampliando o potencial turístico e a geração de renda para a região.

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O prefeito Jefferson Oliveira celebrou a notícia como um divisor de águas para o município. “Esse é um sonho antigo da nossa gente. A ponte vai mudar a realidade de São Geraldo, permitindo acesso permanente à Gaivota e impulsionando nossa economia com o turismo o ano inteiro”, afirmou o gestor.

O show de Marcynho Sensação foi o ponto alto da programação do verão 2025 no município, reunindo milhares de pessoas em clima de festa, com segurança e estrutura garantidas pela Prefeitura e apoio do Ministério do Turismo.

A temporada de verão em São Geraldo segue até o final de julho, movimentando o comércio local, promovendo cultura e fortalecendo a identidade ribeirinha do povo que tem no Rio Araguaia um símbolo de beleza e generosidade natural.

TESOURO NATURAL – Antes do show, o ministro Celso Sabino cumpriu agenda oficial visitando um dos maiores tesouros naturais do município: a Cachoeira Três Quedas. Localizada a apenas três quilômetros da área urbana do município, a cachoeira é uma obra-prima da natureza e tem ganhado destaque como destino turístico da região.

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Encantado com o cenário, Sabino reforçou o convite para que mais brasileiros conheçam os atrativos do país. “O Brasil é lindo, a Amazônia é única, o Pará é gigante e São Geraldo do Araguaia é um presente da natureza que precisa ser descoberto por todos. Venham conhecer e viver essa experiência inesquecível”, declarou Sabino.

COMO CHEGAR – Para chegar a São Geraldo, a malha aérea brasileira oferece voos diários saindo de diversos locais do Brasil para o aeroporto mais próximo do município, na cidade de Marabá, que fica a 165 quilômetros de São Geraldo do Araguaia. A partir de Marabá, o percurso pode ser feito por via rodoviária, de ônibus ou em carro de passeio.

por Cléo Soares

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Como escolas e famílias formam novos leitores

A formação de leitores começa muito antes da alfabetização. O contato com livros, histórias, brincadeiras e manifestações artísticas desde a primeira infância é um direito fundamental das crianças e uma etapa essencial para o desenvolvimento. Nesse contexto, a implementação de políticas públicas possibilita a ampliação do acesso à literatura e garante que mais crianças tenham oportunidades de vivenciar a leitura. Para fortalecer essas ações, o Ministério da Educação (MEC) está formando a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância. Municípios, estados e o Distrito Federal podem aderir à iniciativa até 31 de julho. 

Coordenada pela Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI), a comunidade reúne gestores públicos responsáveis por políticas destinadas a bebês e crianças de até seis anos. A proposta busca fortalecer a implementação da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) por meio de cooperação entre os entes federados, troca de experiências e desenvolvimento de capacidades institucionais para planejar, executar, monitorar e avaliar ações voltadas à infância. 

A importância dessa articulação entre políticas públicas, escolas, famílias e comunidade destacou-se na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ao longo da programação da Flipinha e da FlipEduca, educadores, escritores e artistas compartilharam experiências que mostram como o incentivo à leitura desde os primeiros anos de vida pode transformar a relação das crianças com a aprendizagem e a cultura. 

Para a atriz, educadora e pesquisadora em teatro, música, dança e literatura Cláudia Ribeiro, arte e educação caminham juntas no desenvolvimento infantil. Em seu trabalho, ela dirige grupos de teatro compostos por crianças, no contraturno escolar, que produzem espetáculos apresentados em escolas do município. A iniciativa aproxima os estudantes à literatura por meio da interpretação, criatividade e experiência artística, ao mesmo tempo em que incentiva a leitura e fortalece a participação das famílias no processo educativo. 

“Esse trabalho ajuda a formar a plateia e despertar o interesse das crianças ao incentivá-las a produzir arte e, principalmente, a entrar no mundo da leitura. No teatro, eu estou sempre incentivando o ato de ler, porque é importante ler o texto, entender o personagem, interpretar as intenções das falas. Quando as famílias entendem que esse processo de junção de arte e educação é muito produtivo e benéfico para as crianças, elas dão a mão para a gente, enquanto educadoras e artistas, e aí a criança só tem a ganhar com tudo isso”. 

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As experiências apresentadas na Flip reforçam que o acesso à literatura também passa pelo fortalecimento dos vínculos familiares. A escritora, poeta e produtora cultural Elisa Pereira, que vive em Paraty e é autora do livro infantil Quintal do Vô Benê, explica que o contato com os livros pode começar ainda na primeira infância – e até antes do nascimento. Em sua obra, ela escolheu retratar um avô como personagem central para destacar que o cuidado, o afeto e a transmissão de conhecimentos também fazem parte do papel dos homens na criação das crianças. 

“Eu acho que é fundamental. Eu cresci, na verdade, sem essa vivência. Eu não tive mãe ou pai que lessem para mim, mas eu percebo a diferença entre crianças que, desde pequenas – hoje em dia, a gente sabe que pode ler até para os bebês –, tiveram acesso à leitura, e crianças que não tiveram. Eu acho que é fundamental o papel da mãe, do pai e dos cuidadores, de uma forma geral, nessa formação de leitores”. 

A professora da rede municipal do Rio de Janeiro Glaucia Abreu, que atua com contação de histórias e literatura na infância, observa que muitas crianças têm seu primeiro contato sistemático com os livros no ambiente escolar. Segundo ela, o hábito da leitura nem sempre está presente no ambiente familiar, o que amplia o papel da escola em despertar a imaginação, a criatividade e o interesse pela literatura. Ao mesmo tempo, ela ressalta que esse trabalho alcança melhores resultados quando a família também participa desse processo. 

“Muitas das vezes, a escola introduz esse papel por meio de uma contação simples ou, às vezes, uma contação para dormir para crianças que não vivenciaram isso. Então, a escola está cumprindo um papel que é básico, que aflora a criatividade da criança, assim como a capacidade de ela desenvolver a imaginação e a fantasia, que faz parte do universo infantil. A gente precisa incentivar isso além das portas da escola. A gente precisa incentivar isso na base familiar”. 

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Cooperação – Os relatos apresentados durante a Flip dialogam com os objetivos da Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância, criada pelo MEC para fortalecer políticas públicas voltadas aos primeiros anos de vida. 

Instituída pela Portaria nº 540/2026, a comunidade reúne gestores públicos indicados pelos municípios, estados e Distrito Federal em uma rede de cooperação federativa. A iniciativa busca fortalecer as capacidades institucionais dos entes para planejar, executar, monitorar e avaliar políticas públicas destinadas a bebês e crianças de até seis anos, além de promover a troca de experiências, a difusão de conhecimentos técnicos e o aprimoramento contínuo das ações voltadas à primeira infância. 

A comunidade está estruturada em dois eixos. O primeiro, Pactuação e Articulação Federativa, prevê oficinas, encontros técnicos e seminários para discutir iniciativas, projetos e programas voltados à primeira infância e incentivo à cooperação entre os entes federativos. Já o eixo Desenvolvimento de Capacidades Institucionais contempla a criação de instrumentos de gestão, protocolos, sistemas de informação, monitoramento e avaliação, além da oferta de ações formativas voltadas ao fortalecimento das capacidades individuais e coletivas da gestão pública. 

As experiências compartilhadas por educadores, artistas e escritores na Flip mostram que formar leitores desde a primeira infância depende da atuação conjunta de escolas, famílias, espaços culturais e políticas públicas. Ao criar uma rede permanente de cooperação entre gestores, a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância busca fortalecer essa articulação para que mais crianças tenham acesso a experiências de leitura, cultura e aprendizagem desde os primeiros anos de vida. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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