VÁRZEA GRANDE MT
Unidade do SAE/CTA passa por revitalização em Várzea Grande
A reforma inclui melhorias em toda a parte estrutural, elétrica, hidráulica e na climatização dos ambientes. O objetivo é tornar o espaço mais funcional e acolhedor
A secretária municipal de Saúde de Várzea Grande, Deisi Bocalon, visitou na manhã desta quarta-feira (23), o prédio onde funciona o Serviço de Atendimento Especializado (SAE) e o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA). A unidade está passando por uma ampla reestruturação com o objetivo de garantir melhores condições estruturais e ampliar a qualidade do atendimento oferecido à população.
O SAE/CTA é referência no cuidado de pessoas positivadas para o HIV/Aids e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). O local oferece acolhimento humanizado, acompanhamento médico e multiprofissional, além da realização de testes rápidos e fornecimento gratuito de medicamentos.
Durante a visita, a secretária Deisi destacou a importância da reestruturação do espaço. “Essa é uma unidade que presta um serviço essencial, tanto para diagnóstico quanto para tratamento e acompanhamento contínuo dos pacientes. A reforma era uma prioridade da gestão porque o prédio acumulava problemas sérios e antigos de infiltração, na parte elétrica e na estrutura física”, explica.
A reforma inclui melhorias em toda a parte estrutural, elétrica, hidráulica e na climatização dos ambientes. O objetivo é tornar o espaço mais funcional e acolhedor, reforçando o compromisso da Prefeitura de Várzea Grande com a saúde pública e com o cuidado integral às pessoas.
O SAE/CTA funciona na segunda e na sexta-feira, das 7h às 17h. Já nas terças, quartas e quintas, o atendimento é estendido até às 19h, garantindo mais acesso aos pacientes que não conseguem comparecer no horário comercial. Nestes dias, são oferecidos atendimentos com médico e enfermeiro e também na farmácia, que acompanha o funcionamento estendido.
VÁRZEA GRANDE MT
Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase
Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.
A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.
Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.
Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.
De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.
A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.
TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
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