NACIONAL

Seminário destaca papel do Gás Para Empregar para impulsionar desenvolvimento da indústria nacional

O Ministério de Minas e Energia (MME) reforçou, nesta quarta-feira (16/7), o compromisso em adotar medidas estruturantes para ampliar o uso do gás natural como instrumento de desenvolvimento econômico e segurança energética no Brasil. O programa Gás Para Empregar, criado pelo MME, foi destaque durante o painel “Gás Natural em Expansão – Desafios & Oportunidades”, realizado no evento Energia 360 Alagoas, em Maceió (AL).

Representando o ministro Alexandre Silveira, o secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustiveis, Pietro Mendes, reforçou o papel estratégico que o gás natural tem na transição energética nacional, ao estimular a descarbonização da indústria e do transporte de carga, além de garantir flexibilidade ao setor elétrico diante do crescimento das fontes renováveis intermitentes.

“O Governo Federal trabalha para promover um aumento expressivo da oferta de gás natural, com o fortalecimento da produção nacional e a ampliação da infraestrutura de escoamento, processamento e transporte. Isso é fundamental para reduzir o custo do gás e estimular a demanda em todos os segmentos da economia”, afirmou.

O encontro apontou a necessidade de ações integradas entre governo, setor produtivo e reguladores para compatibilizar o gás mais competitivo no curto prazo com a sustentabilidade do setor no longo prazo. Isso inclui a previsibilidade regulatória e a rentabilidade necessária para fomentar novas descobertas e avanços tecnológicos.

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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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NACIONAL

Resolução do CNE garante continuidade do processo educativo em crises e emergências

O Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou, na segunda-feira, 13 de julho, a Resolução CNE/CEB n° 3/2026 que institui diretrizes nacionais para assegurar a continuidade do processo educativo diante de crises, emergências e outras ocorrências que comprometam o funcionamento regular das escolas. Durante a construção da norma, o conselho reconheceu que diversos fatores vêm provocando interrupções no calendário escolar em todo o país nos últimos anos, de modo que afeta a frequência, a aprendizagem e o cumprimento dos 200 dias letivos estabelecidos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). 

A principal orientação é o planejamento prévio. Em vez de decidir no momento da emergência, os sistemas de ensino deverão elaborar protocolos antecipados, definir os responsáveis pelas decisões e articular ações com áreas como saúde, segurança pública, defesa civil e infraestrutura, sempre que a causa da interrupção ultrapassar o campo da educação. A norma reforça que a resposta cabe ao sistema de ensino, e não à escola isoladamente, que deve receber apoio técnico e orientação. 

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Cada decisão de suspender, adaptar ou retomar as atividades deverá ser formalizada em ato próprio, com indicação do motivo, da abrangência, da duração prevista e da data de reavaliação, além de ser comunicada às famílias e à comunidade escolar por canais oficiais. Os sistemas também deverão monitorar as ocorrências e seus impactos sobre estudantes, profissionais e territórios. 

Quanto ao calendário, as redes deverão reorganizar as datas e repor os dias necessários. Em situações excepcionais, o ano letivo poderá ultrapassar o ano civil, desde que ouvida a comunidade escolar e aprovada a alteração pelo órgão normativo competente.  

A resolução não proíbe a suspensão de aulas em situações de risco, nem flexibiliza os 200 dias letivos e a carga horária anual, mas estabelece protocolos para garantir a continuidade educativa em momentos de crise e emergência. Interrupções ainda poderão ocorrer, inclusive de forma imediata, mas deverá ser comunicada ao sistema de ensino, formalizada, reavaliada e acompanhada de medidas com vistas ao retorno seguro. 

As decisões continuam sob responsabilidade dos sistemas estaduais, distrital e municipais de ensino. O CNE estabelece um núcleo mínimo nacional, preservando a autonomia dos entes para regulamentar a execução conforme suas realidades. As diretrizes também deverão ser observadas pelas redes privadas, no que couber. 

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ContextoA Resolução surgiu a partir de uma demanda encaminhada pelo Ministério Público sobre os impactos das operações policiais no direito à educação no Complexo da Maré. Além disso, o parecer do CNE destacou que, em 2023, 34% das escolas brasileiras suspenderam dias letivos em razão de eventos climáticos extremos, enquanto até setembro de 2024 o índice era de 20%, chegando a 66% das unidades da Região Sul.  

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Conselho Nacional de Educação (CNE)  

Fonte: Ministério da Educação

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