POLÍTICA NACIONAL
Cleitinho defende Bolsonaro e questiona pedido de condenação
Em discurso em Plenário nesta terça-feira (15), o senador Cleitinho (Republicanos–MG) manifestou apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar classificou como perseguição a possibilidade de condenação do ex-presidente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a partir de denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República. Para o parlamentar, o processo contra Bolsonaro carece de fundamento, uma vez que não houve golpe no país, e muitos parlamentares eleitos com o apoio do ex-presidente deveriam demonstrar solidariedade neste momento.
— Espero que todos os senadores que estão aqui e tiveram o apoio do Bolsonaro em eleições estejam no Plenário e nas suas redes sociais dando apoio contra essa covardia e essa perseguição — afirmou
O senador lamentou a atuação do Senado em relação ao STF, por ter engavetado diversos pedidos de impeachment de ministros da Corte. Ele disse ter assinado todos os pedidos que lhe foram apresentados e que continuará a assiná-los. Cleitinho pediu aos eleitores que se informem sobre a atuação de seus representantes na Casa.
— Quem tem o poder agora de mudar isso é a população brasileira através do voto. São dois senadores por estado. Pesquise como foi a postura de cada um — recomendou.
Gastos públicos
Cleitinho também denunciou, com base em dados do Portal da Transparência, gastos de quase R$ 100 milhões com comunicação digital por parte da Presidência da República. E questionou o uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) em voos sem agenda oficial e com valores elevados, defendendo mais transparência nos gastos públicos.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Deputados de oposição comemoram e governistas criticam rejeição do Senado a Messias no STF
A rejeição do Senado à indicação de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi comemorada por deputados da oposição, em discursos no Plenário da Câmara. Parlamentares da base do governo, porém, avaliaram que o Senado “virou as costas” para o povo com a decisão. O nome de Messias foi rejeitado nesta quarta-feira (29) por 42 a 34 votos dos senadores.
A oposição classificou a rejeição de Messias como “vitória da democracia” contra o que chamam de tentativa de aparelhamento do Judiciário. Para o líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), a votação marca “a maior vitória” dentro do Congresso em defesa do Estado Democrático de Direito. “Esta vitória não é nossa, não é da oposição, não é do Senado nem da Câmara. Esta vitória é do povo brasileiro”, declarou.
A base do governo, por sua vez, acusou o Senado de virar as costas para o povo brasileiro e para a democracia. “Os inimigos do povo não respeitaram o voto soberano e popular na indicação do ministro do Supremo, de uma pessoa ilibada, decente, coerente, evangélico”, disse o líder do PT, deputado Pedro Uczai (SC). Segundo ele, a democracia e o povo brasileiro vão derrotar os que estão contra o governo nas próximas eleições.

O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o Executivo viu, com a votação, “as costas” do Senado Federal. “Parabéns aos senadores pelo recado duro que hoje deram ao governo”, disse.
Já o deputado Helder Salomão (PT-ES) reforçou que a ação do Senado foi contra o povo brasileiro. “Hoje rejeitam a indicação de um homem íntegro, preparado, com todas as qualificações para ser um ministro”, lamentou.
Indicação
Atual advogado-geral da União, Jorge Messias foi indicado para o cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na vaga decorrente da aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, que deixou o tribunal em outubro de 2025.
Com a rejeição, a mensagem indicando Messias foi arquivada, e o presidente Lula terá de encaminhar um novo nome para preencher a vaga deixada por Barroso no STF.
Esta foi a primeira vez que uma indicação ao STF foi rejeitada em 132 anos. Antes, apenas cinco indicações feitas pelo então presidente da República foram derrubadas pelos senadores. Todas as rejeições ocorreram em 1894, no governo do marechal Floriano Peixoto. O STF foi criado em 1890, após a Proclamação da República.
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados
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