TECNOLOGIA
MCTI/SEPPE lança edição especial do Prêmio José Reis na 77ª SBPC
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Secretaria de Políticas e Programas Estratégicos (SEPPE), tem participação ativa durante a 77ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece entre os dias 13 a 19 de julho de 2025, na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em Recife (PE).
Com uma programação robusta voltada às políticas públicas contra as mudanças climáticas, a secretária de Políticas e Programas Estratégicos, Andrea Latgé, estará presente em diversos painéis e atividades, reforçando o papel da pasta na preparação para a COP30.
Um dos destaques é o lançamento da edição especial do Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica, que este ano celebra o tema “Caminhos Científicos nas Mudanças Climáticas”.
Realizado em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o prêmio reconhece iniciativas que contribuam para a popularização da ciência e a formação de uma cultura científica no país. O evento acontece na terça-feira, 15 de julho, às 10h no auditório ProExC e contará com a presença do presidente do CNPq, Ricardo Galvão.
Nesta edição, serão premiadas produções de conteúdo digital que promovam, com criatividade e rigor científico, a conscientização sobre as mudanças climáticas e seus impactos, especialmente aquelas conectadas à geração de conhecimento nacional e à difusão de evidências científicas.
Além do lançamento do prêmio, a SEPPE coordena mais dois painéis:
– “Cadeia Produtiva do Licuri: bioeconomia com identidade social”, que apresenta a experiência do projeto voltado ao uso sustentável do fruto típico da Caatinga, gerando renda, valorizando saberes tradicionais e fortalecendo comunidades locais, com foco em mulheres e populações rurais do semiárido;
– “Conservação da biodiversidade e serviços ecossistêmicos nos biomas brasileiros”, que aprofunda o conhecimento científico sobre os seis biomas do Brasil.
Investimentos em Pernambuco
Desde o início 2023, a atual gestão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação intensificou os investimentos em CT&I em Pernambuco. Já foram destinados cerca de R$ 374 milhões. Este valor supera em 3,5 vezes os R$ 104 milhões contratados ao longo dos quatro anos do governo anterior (2019–2022).
Esses recursos, distribuídos por meio de crédito, financiamento não reembolsável e subvenção, apoiam mais de 40 projetos de instituições científicas e tecnológicas, além de empresas locais, impulsionando o desenvolvimento sustentável e inclusivo da região.
A SEPPE também tem promovido aportes relevantes em Pernambuco. Com o Projeto CITinova I, foram investidos mais de R$ 12 milhões em ações no município do Recife, contribuindo para o fortalecimento da capacidade institucional local, a promoção de soluções baseadas na natureza e o avanço do planejamento urbano sustentável.
Outro destaque é o fomento à pesquisa no estado:
– Na Chamada CNPq/MCTI Nº 26/2023 – Comunicação Quântica, um dos três projetos aprovados nacionalmente é coordenado por Daniel Felinto Pires Barbosa, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
– Já na Chamada CNPq/MCTI Nº 40/2022 – Pró-Humanidades, nove projetos foram contemplados em instituições pernambucanas, com um investimento total de R$ 1.768.942, voltado à produção científica e à inovação nas áreas de Ciências Humanas, Sociais Aplicadas, Linguística, Letras e Artes.
TECNOLOGIA
Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade
Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.
Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.
Projetos selecionados
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Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;
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Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc);
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Organização Baniwa e Koripako — Nadzoeri. Parceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);
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Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;
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Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara;
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Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.
Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.
Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.
O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.
Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades.
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