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MEC cria rede de apoio para política do ensino médio

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O Ministério da Educação (MEC) instituiu a Rede de Apoio à Implementação da Política Nacional de Ensino Médio nos Territórios (REM). O colegiado funcionará como uma instância de governança da Política Nacional de Ensino Médio, criada pela Lei nº 14.945/2024. A Portaria nº 495/2025, que estabeleceu a REM, foi publicada nesta terça-feira, 8 de julho, no Diário Oficial da União. 

A rede de apoio tem como objetivo promover o engajamento, a mobilização, a coordenação e a articulação dos agentes responsáveis pela implementação da Política Nacional de Ensino Médio, para garantir a efetivação das estratégias nos territórios e nos sistemas de ensino. 

Como eixos estratégicos de atuação do grupo, estão previstos: organização e arquitetura curricular para a transição e a implementação da Lei nº 14.945/2024, bem como uma proposta de monitoramento e avaliação desse processo; ações em prol do acesso e da permanência dos estudantes nas escolas; proposta para as trajetórias escolares regulares e o desempenho acadêmico satisfatório; mapeamento da infraestrutura física e dos insumos pedagógicos das escolas; desenvolvimento de política de alocação docente, desenvolvimento profissional, formação continuada e valorização dos profissionais da educação; governança, gestão escolar e comunicação com a comunidade. 

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A REM será composta por dois representantes da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC; 27 coordenadores de implementação; 27 mobilizadores de implementação; e 27 mobilizadores de educação profissional e tecnológica (EPT). Os membros serão indicados pelos titulares das unidades que representam. 

Os participantes entregarão, anualmente, relatórios de implementação sobre a Política Nacional de Ensino Médio ao Comitê de Monitoramento e Avaliação do Ensino Médio. Esses levantamentos serão elaborados pelos coordenadores de implementação. Esses profissionais, juntamente com os mobilizadores, receberão bolsas de formação continuada do MEC, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB 

Fonte: Ministério da Educação

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Cacique Raoni, de 94 anos, passa a receber cuidados paliativos em casa

Liderança indígena enfrenta câncer no aparelho digestivo após complicações que exigiram transferência de emergência para São Paulo

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O cacique Raoni Metuktire, de 94 anos, foi diagnosticado com adenocarcinoma pouco diferenciado no trato digestivo e passou a receber cuidados paliativos em casa, em Peixoto de Azevedo, no norte de Mato Grosso. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (14) pelo Instituto Raoni.

A liderança indígena vem sendo acompanhada por equipes médicas, com assistência domiciliar organizada pela família, pelo Instituto Raoni, por serviços públicos de saúde e profissionais parceiros.

O diagnóstico ocorreu após uma série de complicações de saúde enfrentadas pelo cacique ao longo de 2026. Em junho, Raoni precisou ser transferido em caráter de emergência para São Paulo depois de apresentar uma obstrução intestinal grave provocada pelo tumor.

Na capital paulista, ele foi atendido no Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde passou por uma gastroenteroanastomose, procedimento realizado para restabelecer a passagem dos alimentos e melhorar as condições de alimentação e conforto do paciente.

Após novos exames, foi confirmado o diagnóstico de adenocarcinoma pouco diferenciado. Considerando a idade de Raoni, suas condições clínicas e os riscos relacionados a tratamentos mais agressivos, as equipes médicas recomendaram a adoção de cuidados paliativos.

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Foco no conforto e na qualidade de vida

Segundo o Instituto Raoni, os cuidados paliativos não representam a interrupção da assistência médica. A proposta é controlar dores e outros sintomas, prevenir complicações e garantir alimentação, hidratação, acompanhamento médico e de enfermagem, fisioterapia e, principalmente, qualidade de vida.

De volta a Mato Grosso, Raoni passou a ser acompanhado em casa, próximo da família. O atendimento também considera aspectos culturais e espirituais da tradição Mẽbêngôkre.

Como pajé, o cacique recebe ainda o acompanhamento de pajés de sua confiança. De acordo com o instituto, o cuidado busca respeitar a cultura, a língua, as escolhas e as referências espirituais de Raoni durante o tratamento.

Histórico de internações

A liderança indígena enfrentou outras complicações ao longo do ano. Em julho, recebeu alta após permanecer cerca de um mês internado em decorrência de obstrução intestinal e pneumonia por aspiração, além de ter passado por procedimentos para tratar complicações digestivas.

Agora, segundo o Instituto Raoni, a prioridade é garantir conforto, convivência com a família e proximidade com seu povo, após décadas de atuação na defesa dos povos indígenas, dos territórios e da floresta.

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A família e o instituto também pediram respeito à privacidade de Raoni e às decisões familiares neste momento. Novas informações sobre o estado de saúde do cacique deverão ser divulgadas oficialmente mediante autorização.

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