POLÍTICA NACIONAL

Girão cita manifestações de ministérios ao Senado contra PL dos cassinos

Em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (7), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou a inclusão do projeto de legalização dos jogos (PL 2.234/2022) na pauta de votações da semana. O parlamentar enfatizou que não concorda com a discussão da matéria na semana que antecede o recesso parlamentar e argumentou que o texto exige um debate mais aprofundado.

— [Os jogos de azar são] uma tragédia humanitária sem precedentes que está deixando o brasileiro endividado até a medula. O crime organizado bate palma para esse tipo de iniciativa. Não sou eu que estou dizendo. A grande mídia do país, os veículos tradicionais, O Globo, Folha, o Estadão, colocaram, há poucas semanas, que o crime organizado, nunca lavou tanto dinheiro [quanto] com o advento das casas de apostas. É isso que a gente quer? — questionou.

Girão ressaltou que os ministérios da Fazenda, da Saúde, do Desenvolvimento Social e do Planejamento se manifestaram formalmente ao Senado contra o projeto. Ele também citou posicionamentos contrários da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip).

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O senador destacou que o projeto autoriza a instalação de 700 bingos e 67 cassinos em todo o Brasil. Ele alertou para os impactos negativos da proposta, que, segundo ele, facilita ações do crime organizado e favorece a exploração de famílias de baixa renda.

— A gente não pode permitir isso no Brasil. Pelo contrário, temos que resolver o problema das bets, acabando com essa atividade. Se não acabar, que, pelo menos, a gente faça como com o tabaco, que teve uma política de sucesso no Brasil e no mundo, que proíbe qualquer tipo de publicidade — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão do Esporte aprova prioridade no recebimento de recursos públicos para clubes formadores de atletas

A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1930/25, que prioriza as organizações esportivas certificadas como formadoras de atletas no recebimento de recursos públicos federais.

A proposta altera a Lei Geral do Esporte e foi apresentada pelos deputados Bandeira de Mello (PV-RJ) e Renildo Calheiros (PCdoB-PE) e pelo suplente de deputado Douglas Viegas (SP).

O objetivo da proposta é incentivar que mais clubes busquem a certificação oficial, o que exige o cumprimento de diversas normas de proteção aos jovens. Atualmente, para ser considerada uma entidade formadora, a organização deve oferecer assistência educacional, médica, psicológica, fisioterapêutica e odontológica, além de garantir alimentação, transporte e alojamentos seguros e salubres.

Dos cerca de 700 clubes de futebol existentes no Brasil, 81 possuem o certificado de entidade formadora homologado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Compensação
O relator, deputado Dr. Luiz Ovando (PP-MS), recomendou a aprovação do projeto. Ele afirmou que a prioridade no recebimento de recursos públicos será um incentivo para que as instituições cumpram todas as exigências.

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“O novo benefício certamente incentivará que mais clubes esportivos observem as condições que garantem a segurança e a assistência aos jovens atletas em formação. A contrapartida para os clubes será a prioridade no recebimento de recursos públicos”, disse Ovando.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado agora pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores e, depois, ser sancionado pela presidência da República.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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