MINISTÉRIO PÚBLICO MT

MPMT dá início à construção do Plano de Trabalho Anual 2026

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) deu início, nesta terça-feira (1º), à elaboração do Plano de Trabalho Anual (PTA) 2026, com a realização da primeira reunião de alinhamento. O encontro contou com a participação de representantes da administração superior, das Procuradorias de Justiça especializadas e de chefes de Departamentos responsáveis pela execução orçamentária da instituição.A abertura foi conduzida pelo procurador-geral de Justiça Rodrigo Fonseca Casta, que destacou a importância da responsabilidade fiscal e da eficiência na gestão dos recursos públicos.“Vivemos um cenário que exige de todos nós ainda mais responsabilidade e eficiência na gestão dos recursos públicos. É essencial que o Ministério Público promova os ajustes necessários no orçamento, buscando o equilíbrio entre as demandas institucionais e a realidade fiscal. Precisamos buscar alternativas que ampliem nossa eficiência, reduzam custos e, ao mesmo tempo, preservem a qualidade dos serviços prestados à sociedade”, afirmou.A subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert, reforçou que o processo de construção do PTA vai além de uma atividade técnica, sendo um momento estratégico de definição de prioridades.“Ao longo deste período, vamos discutir escolhas que refletem nossas prioridades institucionais – onde e como investir nossos recursos para garantir que nossos projetos e atividades tenham solidez, continuidade e se desenvolvam de forma sustentável. Sabemos que os desafios são muitos e os recursos, limitados. Por isso, este momento é tão valioso: é uma oportunidade de diálogo e construção conjunta, com decisões mais eficientes e alinhadas à realidade das nossas demandas e compromissos institucionais”, destacou.O diretor-geral do MPMT, Ricardo Dias Ferreira, foi quem conduziu a primeira reunião de trabalho, apresentando orientações sobre a gestão do PTA e as responsabilidades administrativas envolvidas na tomada de decisões quanto à melhor aplicação dos recursos públicos. Ele também esclareceu dúvidas sobre o orçamento previsto e os critérios para a alocação dos recursos.Já a chefe do Departamento de Planejamento e Gestão (Deplan), Annelyse Cristine Candido Santos, colocou a equipe técnica à disposição para apoiar membros e servidores na elaboração e planejamento das ações. “O Deplan está preparado para auxiliar cada unidade na definição das necessidades e na construção de propostas alinhadas ao orçamento disponível, garantindo maior efetividade na execução das atividades institucionais”, afirmou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Quando Estado atua só na repressão, age nas consequências, diz juíza

“Quando o Estado entra apenas para reprimir, já estamos trabalhando com as consequências.” A afirmação da juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, Anna Paula Gomes de Freitas, feita durante o 1º Encontro dos Direitos e Garantias Fundamentais de Crianças e Adolescentes na Perspectiva Nacional e Internacional e o 5º Encontro Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Mato Grosso, realizados nos dias 18 e 19 de maio, em Cuiabá, aponta para a necessidade das instituições públicas atuarem mais preventivamente para melhor proteger os direitos fundamentais desses segmentos da população, hoje expostos às mais diversas formas de violência.Coordenadora do evento, a magistrada defendeu o fortalecimento das ações preventivas e da rede de proteção diante do avanço de problemas que atingem diretamente crianças e adolescentes, como violência digital, vulnerabilidade social e recrutamento por facções criminosas.A juíza ponderou que a programação foi construída a partir das situações que mais têm impactado a vida de crianças e adolescentes na atualidade.“Nós selecionamos esses temas pensando no que vem atingindo mais a vida das crianças e adolescentes atualmente. Nós temos fases, ora são as facções criminosas, ora o Estatuto da Criança e do Adolescente Digital. Estamos vivendo um tempo em que as crianças estão sendo altamente prejudicadas pelo uso indiscriminado da internet”, afirmou.Anna Paula Gomes de Freitas alertou para os efeitos emocionais provocados pela exposição excessiva às redes sociais e pelo ambiente virtual sem acompanhamento adequado.“O uso excessivo das redes por parte das crianças e adolescentes vem deixando-os ansiosos, talvez até tendentes ao suicídio. Nós estamos preocupados com esses temas e, com base nisso, fizemos a seleção daquilo que deve ser tratado aqui e do que vem apresentando os maiores problemas atualmente na proteção e defesa dos direitos das crianças e adolescentes”, destacou.Realizado em 18 de maio, data que marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o encontro também trouxe para o centro das discussões a necessidade de fortalecer a atuação preventiva do Estado e da rede de proteção.“Essa é a principal preocupação da rede de proteção: estar fortalecida. Falta o Estado estar mais presente, dar mais respostas, não só no sentido de punição, mas principalmente no sentido de apoio”, ressaltou a juíza.De acordo com a coordenadora do evento, muitas famílias em situação de vulnerabilidade precisam de suporte para evitar que crianças e adolescentes sejam expostos a riscos e à criminalidade.“A maioria dessas famílias é vulnerável. Elas precisam de uma estrutura, de apoio do Estado, para tirar os filhos de situações em que eles se colocam à mercê do risco”, pontuou.Ao defender políticas públicas mais efetivas e integradas, Anna Paula Gomes de Freitas reforçou que o enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes deve priorizar a prevenção.“Nós precisamos adiantar um passo nesse sentido para atuar mais preventivamente. Precisamos estar mais presentes, não só na educação, mas também na preparação dessas crianças, adolescentes e famílias, para que eles não cheguem a entrar em situação de risco”, concluiu.Além do Poder Judiciário de Mato Grosso, do Ministério Público Estadual e da Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp), participam da organização dos encontros a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis), Escola dos Servidores, Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ), Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente e o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf). O evento conta ainda com apoio da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT).

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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