VÁRZEA GRANDE MT
Prefeitura intensifica vacinação com ações especiais no fim de semana
A mobilização buscou atingir, principalmente, crianças de 6 meses a 5 anos e 11 meses, idosos e gestantes, grupos que, muitas vezes, encontram dificuldade para comparecer às unidades durante a semana
Com o objetivo de ampliar o acesso à imunização do público prioritário e garantir o cuidado com a saúde dos munícipes, a Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, promoveu no último sábado (28), ações especiais de vacinação em quatro unidades de saúde do Município. A mobilização buscou atingir, principalmente, crianças de 6 meses a 5 anos e 11 meses, idosos e gestantes, grupos que, muitas vezes, encontram dificuldade para comparecer às unidades durante a semana.
No bairro Manaíra, a manhã foi de muita movimentação. A ação contou com a presença da prefeita Flávia Moretti (PL) e da secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon. Elas visitaram a unidade, conversaram com os moradores e reforçaram a importância da vacinação.
A prefeita Flávia Moretti elogiou a iniciativa da Atenção Primária. “Esse é o papel da saúde municipal, estar presente nos bairros, imunizando, prevenindo e cuidando da nossa população com qualidade e dignidade.”
No clima de festa junina, a Unidade de Saúde da Família do bairro Limpo Grande realizou uma ação animada e acolhedora. Profissionais da saúde entraram no clima com trajes típicos e muita simpatia, criando um ambiente simpático, festivo e acolhedor. Além da vacinação contra a influenza e outras atualizações do cartão vacinal, também foi realizada a pesagem dos beneficiários do programa Bolsa Família.
Segundo a gerente da unidade, Marciara Cristina, o sábado foi de grande adesão da comunidade, que elogiou a iniciativa. “Foi uma ação extremamente positiva. Muitos pais e pacientes relataram que não conseguem levar as crianças durante a semana, então aproveitaram essa oportunidade”, destacou.
No bairro 24 de Dezembro, a ação foi realizada em parceria com a Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) ‘Líbia da Costa Rondon’. Além da imunização e atualização do cartão de vacinas, foram oferecidos serviços como aferição de pressão arterial, teste de glicemia, pesagem do Bolsa Família e coleta de exame preventivo, o CCO. Mais de 50 pessoas foram atendidas ao longo da manhã.
Já a equipe da Unidade de Saúde do Maringá I levou os atendimentos até o residencial Santa Bárbara, uma das regiões mais populosas do Município, com mais de 3 mil famílias. Em um ambiente alegre e acolhedor, o foco foi orientar a população sobre a importância da vacinação infantil e realizar atualizações vacinais e da pesagem do Bolsa Família.
As ações de fim de semana fazem parte da estratégia da Secretaria Municipal de Saúde para garantir a cobertura vacinal dos públicos prioritários e fortalecer o vínculo entre as unidades de saúde e a comunidade.
“Essas ações são fundamentais para garantir o acesso da população aos serviços de saúde, especialmente nas regiões mais afastadas. Estamos levando prevenção e cuidado para quem mais precisa”, afirmou a secretária Deisi.
VÁRZEA GRANDE MT
Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase
Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.
A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.
Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.
Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.
De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.
A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.
TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
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