NACIONAL

Silveira defende democratização do acesso às infraestruturas de escoamento e processamento de gás natural para reduzir preço do produto no país

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu a democratização do acesso às infraestruturas de escoamento e processamento de gás natural, atualmente concentrado pela Petrobras, para reduzir o preço do produto no país. Silveira se reuniu, nesta quarta-feira (11/06), com dezenas de associações e empresas do setor no Brasil e apresentou as principais ações do programa Gás para Empregar, que traz medidas para aumentar a oferta de gás para destravar investimentos e impulsionar o crescimento da indústria nacional.

Segundo Silveira, a política do gás é uma das prioridades na pauta do governo do presidente Lula. “Ninguém nunca enfrentou isso de forma tão veemente e pública como temos enfrentado. O setor de infraestrutura e transporte de gás, no mundo inteiro é regulado. Então não é admissível que no Brasil não haja uma regulação a altura de parte do setor de gás do Brasil, como é o que acontece hoje no gasoduto de escoamento da Petrobras”, afirmou o ministro.

Durante o encontro, o ministro reforçou que o alto custo do gás no Brasil — um dos mais caros do mundo — é resultado de deficiências estruturais e regulatórias que precisam ser enfrentadas com firmeza e diálogo.

“O Brasil não conhece de forma explícita o que compõe o custo do gás natural, e nós estamos com uma grande oportunidade de mudar isso. Acredito muito que nós vamos ter boas notícias na utilização deste gasoduto e no tratamento do gás da União. Já temos dado um grande e importante passo para que a gente possa fazer o primeiro leilão de gás da União e podermos ter essa parcela de gás, que ainda é insuficiente, mas substancial, bem mais barato que o custo atual. Abrimos uma porta para que a gente possa avançar ainda mais na política de utilização destes ativos, mas também rediscutir o preço do transporte e da distribuição no Brasil, que deve ter uma regulação, repito, sempre respeitando a segurança jurídica, os contratos. Aquilo que é regulado e é do interesse nacional, tem que ter uma discussão e uma abertura do preço de amortização, porque o gás é realmente estratégico para o desenvolvimento do Brasil”, defendeu o ministro.

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Segundo o presidente-executivo da ABRACE Energia, Paulo Pedrosa, um dos principais desafios do setor é aumentar a oferta do produto no país e enfrentar a questão do transporte.

“A nossa visão é que o que nós estamos tratando aqui é uma questão de interesse nacional. A energia barata e limpa é o caminho de desenvolvimento do Brasil. A gente tem diversos estudos que mostram que o gás natural, até mais do que a energia elétrica, está associada ao investimento industrial, está associada à competitividade da produção nacional. Hoje nós estamos vendo algum dinamismo no setor de gás pela ação do Ministério”, afirmou.

Já o presidente do Conselho de Administração da Gerdau, André Bier Gerdau Johannpeter, ressaltou a importância de reduzir o custo do produto no Brasil para aumentar a competitividade da indústria.

“O que a gente viu aqui nos dá uma esperança e uma luz de que é possível transformar. Parabéns pela coragem, ministro, de enfrentar um tema tão complicado e que há tantos anos está pendente. Hoje nós estamos enfrentando uma importação predatória do mundo, principalmente da Ásia e da China, e nós precisamos ser competitivos. Então, um gás competitivo a preço e volume é fundamental para a gente competir contra essa importação”, destacou.

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Medidas

O programa Gás para Empregar, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), prevê uma série de medidas estruturantes para destravar investimentos, ampliar a oferta de gás no Brasil e reduzir as tarifas cobradas nas etapas de escoamento, processamento e transporte — que hoje representam até 80% do preço final ao consumidor.

Entre as ações já implementadas estão o Decreto nº 12.153/2024, que aperfeiçoa as regras de acesso às infraestruturas de gás natural, o que proporciona segurança jurídica aos ofertantes de gás natural, a criação do Comitê de Monitoramento do Setor de Gás Natural (CMSGN), que recupera a governança setorial necessária, e acordos internacionais com Bolívia e Argentina para garantir mais oferta a preços justos. Além disso, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao MME, finalizou na última semana uma nota técnica para revisar tarifas de acesso negociado ao escoamento e processamento, com o objetivo de apontar um caminho mais justo e transparente.

Segundo o ministro, a estimativa é que a adoção integral das medidas do programa possa reduzir o preço final do gás para a indústria dos atuais US$ 16 por milhão de BTU para cerca de US$ 7.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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NACIONAL

Evento abordará metas de equidade do Fundeb com prefeitos

O Ministério da Educação (MEC) realizará, na segunda-feira, 18 de maio, o evento Rotas da Equidade – Como alcançar a condicionalidade III do VAAR, em Brasília (DF). O encontro reunirá prefeitos e representantes de municípios de todo o país para discutir estratégias de fortalecimento da equidade nas redes públicas de ensino.  

A iniciativa tem como objetivo apoiar municípios que ainda não atingiram a condicionalidade III do Valor Aluno Ano por Resultado (VAAR) do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) — relacionada à redução das desigualdades educacionais, especialmente aquelas marcadas por recortes raciais. Para isso, o MEC vai apresentar estratégias de apoio técnico voltadas à formulação e à implementação de políticas educacionais mais justas. 

O cumprimento dos critérios é necessário para que as redes recebam o repasse da União ao Fundeb. O recurso visa ampliar o acesso a direitos educacionais e contribuir para garantir mais qualidade e oportunidades para todos. 

Em 2026, cerca de 1.914 redes municipais (34%) ainda não cumprem a condicionalidade III do VAAR. Todos os gestores convidados para o encontro representam redes municipais que ainda não alcançaram esse critério e, por isso, deixaram de receber a complementação de recursos. Os participantes devem realizar inscrição por meio de formulário eletrônico

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Durante o evento, o MEC apresentará materiais como os Referenciais de Implementação de Equidade na Educação, que trazem orientações práticas, indicadores e ferramentas de autodiagnóstico para aprimorar a gestão educacional; os Cadernos de Gestão das Modalidades Educacionais, organizados em seis volumes, com orientações sobre planejamento, financiamento, matrículas, formação e monitoramento; e as Devolutivas de Equidade Racial, que apresentam diagnósticos individualizados das redes municipais e recomendações práticas para promover a equidade racial.  

Também serão apresentados o Protocolo de Identificação e Resposta ao Racismo, voltado a orientar redes e instituições de ensino na tomada de decisão diante de casos de racismo, e os Cadernos Pedagógicos da Educação Especial Inclusiva, que trazem orientações para promover a inclusão escolar com o uso de tecnologia assistiva.  

Confira a programação completa no site do evento

Fundeb – O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) é um Fundo especial, de natureza contábil e de âmbito estadual (um total de vinte e sete Fundos), composto por recursos provenientes de impostos e das transferências dos Estados, Distrito Federal e Municípios vinculados à educação, conforme disposto nos arts. 212 e 212-A da Constituição Federal. 

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O Fundeb foi instituído como instrumento permanente de financiamento da educação pública por meio da Emenda Constitucional n° 108, de 27 de agosto de 2020, e encontra-se regulamentado pela Lei nº 14.113, de 25 de dezembro de 2020. 

Além das fontes de receita de impostos e de transferências constitucionais dos Estados, Distrito Federal e Municípios, integram a composição do Fundeb os recursos provenientes da União a título de complementação aos entes federados que não atingiram o valor mínimo por aluno/ano definido nacionalmente ou que efetivaram as condicionalidades de melhoria de gestão e alcançaram a evolução dos indicadores a serem definidos sobre atendimento e melhoria de aprendizagem com a redução das desigualdades. 

Independentemente da fonte de origem dos valores que compõem o Fundo, todo o recurso gerado é redistribuído para aplicação exclusiva na manutenção e no desenvolvimento da educação básica pública, bem como na valorização dos profissionais da educação, incluída sua condigna remuneração. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi

Fonte: Ministério da Educação

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