ECONOMIA

Alckmin assina atos ambientais, condena negacionismo e cria comitê para o Selo Amazônia

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDCI), Geraldo Alckmin, assinou nesta quinta-feira (5) uma série de atos normativos com avanços e fortalecimento para preservação de recursos terrestres e marinhos, e para uso sustentável de elementos da biodiversidade brasileira.

As assinaturas aconteceram durante a cerimônia de celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente, no Palácio do Planalto.

“Não há melhor maneira de comemorar esse dia do que avançando nas várias áreas para a preservação da nossa casa comum”, disse Alckmin, que condenou o recente período negacionista vivido pelo país.

“Nós vivemos de negacionismo climático, com desmatamento desregrado e estímulo a invasões. Aliás, o desmatamento caiu em todos os biomas brasileiros, e não por acaso, mas com ação firme do governo. Então, o item número 1 é preservar”.

Entre as ações, o ministro destacou o repasse do Fundo Amazônia de R$ 825 milhões para o Ibama, por meio de contrato com o BNDES, de modo a garantir melhores condições para a autarquia cumprir sua função, assim como a meta ambiciosa do Brasil de reduzir emissões de gases de efeito estufa, entre 59% e 67% até 2035.

“Somos um dos poucos países do mundo cujo compromisso não é só reduzir o carbono e sim todos os gases de efeito estufa”, lembrou. “Isso significa reduzir entre 850 milhões e 1,5 bilhão de toneladas”.

Selo Amazônia

Ele também celebrou a assinatura da portaria que institui o comitê consultivo do Selo Amazônia, programa desenvolvido pela Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV) do MDIC.

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“Queremos valorizar os produtos da Amazônia, uma região com mais de 30 milhões de pessoas, de modo a melhorar a renda e agregar valor pelo reconhecimento do selo Amazônia”, explicou.

O comitê consultivo auxiliará na elaboração do planejamento, na formulação dos mecanismos de operacionalização de funcionamento do programa e na elaboração dos requisitos mínimos de sustentabilidade econômica, social e ambiental.

O presidente em exercício também assinou os seguintes atos normativos:

  • Decreto de criação de refúgio de vida silvestre Soldadinho do Araripe no Ceará: Abrangendo os munícipios de Barbalha, Crato e Missão velha, o refúgio com mais de 4800 hectares visa conservar as escarpas da chapada do Araripe, as florestas úmidas e as nascentes, além de recuperar o habitat exclusivo do Soldadinho do Araripe, ave ameaçada de extinção;
  • Decreto de ampliação da área de proteção ambiental Costa dos Corais em Alagoas e Pernambuco: Amplia a área de proteção em mais de 88 mil hectares, incluindo áreas marinhas essenciais à resiliência do ecossistema e à pesca artesanal. Tem como objetivo preservar a biodiversidade, valorizar comunidades tradicionais, ordenar o uso da zona costeira e promover educação ambiental, turismo sustentável e pesquisa;
  • Decreto sobre Planejamento Espacial Marinho (PEM): Criado para organizar o uso da chamada Amazônia Azul e enfrentar a degradação ambiental. Com base em compromissos internacionais, o plano adota uma abordagem ecossistêmica para garantir a conservação e o uso sustentável dos recursos;
  • Sanção projeto de lei 3469/2024: Institui medidas de combate a queimadas irregulares e incêndios florestais. Além de estabelecer medidas de apoio financeiro para prevenir e combater queimadas irregulares e incêndios florestais, o projeto de lei autoriza participação da união em funda voltado à recuperação e adaptação a eventos climáticos extremos. Também cria fundo destinado à recuperação de infraestrutura e apoio a projetos de mitigação e adaptação climática.
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Conquistas e compromisso

Durante a cerimônia, o ministro em exercício do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, disse que os atos assinados reforçam os compromissos do Brasil com uma política mais sustentável e preparada para enfrentar as adversidades provocadas pelas mudanças climáticas.

“Essa cerimônia representa mais do que a celebrações de conquistas, ela simboliza o compromisso concreto e renovado do governo federal no enfrentamento da crise climática”, afirmou.

A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, citou a redução do desmatamento nos últimos dois anos, e fez um elogio aos brigadistas presentes à cerimônia.

“Gostaria de ressaltar o trabalho importante desse povo que briga com o fogo, que tem combatido os incêndios que assolam o Brasil em tem conseguido resultados positivos, que equivalem à redução do desmatamento em nosso país”, destacou.

Por fim, o ministro das Cidades, Jader Filho, lembrou que a preservação também deve levar em conta os centros urbanos, principalmente as periferias, mais vulneráveis às crises climáticas.

“Estamos comprometidos em tornar as cidades mais sustentáveis e resilientes, direcionando investimentos robustos para áreas prioritárias, incluindo a construção infraestrutura resiliente para prevenção de desastres”, ressaltou.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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ECONOMIA

Corrente de comércio brasileira alcança US$ 56 bi no mês de maio

No mês de maio de 2026 as exportações somaram US$ 32 bilhões e as importações, US$ 24,1 bilhões, com saldo positivo de US$ 8 bilhões e corrente de comércio de US$ 56 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 149 bilhões e as importações, US$ 116 bilhões, com saldo positivo de US$ 33 bilhões e corrente de comércio de US$ 264 bilhões.

Esses e outros resultados foram divulgados nesta quarta-feira (3/6), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

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Nas exportações, comparados o mês de maio / 2026 (US$ 31,9 bilhões) com maio / 2025 (US$ 29,92 bilhões), houve crescimento de 6,6%. Em relação às importações houve crescimento de 5,3% na comparação entre o mês de maio / 2026 (US$ 24,08 bilhões) com o mês de maio / 2025 (US$ 22,86 bilhões).

Assim, no mês de maio/2026 a corrente de comércio totalizou US$ 56 bilhões e o saldo foi de US$ 7,82 bilhões. Comparando-se este período com o de maio/2025, houve crescimento de 6,1% na corrente de comércio.

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Nas exportações, comparado o valor de janeiro/maio 2026 (US$ 148,57 bilhões) com o de janeiro/maio – 2025 (US$ 136,68 bilhões) houve crescimento de 8,7%. Em relação às importações, houve crescimento de 3,2% entre o valor do período de janeiro/maio – 2026 (US$ 115,91 bilhões) com janeiro/maio – 2025 (US$ 112,35 bilhões). Por fim, o valor da corrente de comércio totalizou US$ 264,48 bilhões e apresentou crescimento de 6,2% na comparação entre estes períodos.

Exportações e Importações por Setores

No mês de maio/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,73 bilhão (9,8%) em Agropecuária e de US$ 1,37 bilhão (9,0%) em produtos da Indústria de Transformação. Houve queda de US$ 0,13 bilhão (1,9%) em Indústria Extrativa.

Já comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: crescimento de US$ 1,34 bilhão (6,3%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,04 bilhão (7,8%) em Agropecuária e de US$ 0,1 bilhão (10,1%) em Indústria Extrativa.

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No acumulado de janeiro a maio/2026, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 2,36 bilhões (7,3%) em Agropecuária; de US$ 5,37 bilhões (17,3%) em Indústria Extrativa e de US$ 4,08 bilhões (5,6%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado do ano atual, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: crescimento de US$ 4,34 bilhões (4,2%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,53 bilhão (19,0%) em Agropecuária e de US$ 0,31 bilhões (6,2%) em Indústria Extrativa.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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