NACIONAL
Governo anuncia criação de Docas para o Porto de Itajaí (SC)
O Porto de Itajaí será administrado por uma Companhia Docas própria, a ser criada via Medida Provisória, Foi o que anunciou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, nesta quinta-feira (29), em cerimônia de retomada das operações na sede do complexo portuário, em Santa Catarina, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O porto também contará com plano de investimentos no valor de R$ 844 milhões para modernização, melhorias na segurança, eficiência logística e ampliação da capacidade portuária.
“Esse é um dos momentos mais importantes para o setor portuário brasileiro. A reabertura do Porto de Itajaí é uma das nossas principais pautas. Vamos encaminhar uma Medida Provisória para transformar o porto em uma doca independente e em um porto federal”, detalhou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou, em sua fala, a importância dos investimentos do Governo Federal em infraestrutura portuária para o desenvolvimento da economia e qualidade de vida da população. “O que nós queremos para o Brasil é elevar o patamar, elevar o padrão de vida do povo brasileiro”.
Os investimentos pretendem devolver ao porto a posição de maior expositor de grãos do Brasil e um dos líderes em movimentação de contêineres, fortalecendo a economia local através da geração de receitas e de empregos.
A gestão do complexo foi retomada pelo Governo Federal em janeiro deste ano e está sob a responsabilidade da Autoridade Portuária de Santos (APS). O porto teve suas atividades paralisadas em 2022. O governo da época tinha a intenção de privatizar a unidade. Em dezembro de 2023, já no atual governo, o porto teve o contrato provisório para a retomada de serviços assinado, o que possibilitou a regularização do complexo e o retorno do interesse econômico. Nesse período, parte dos trabalhadores retornaram aos postos de trabalho.
Desde a retomada, o Governo Federal, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), atua para fortalecer a competitividade logística, facilitar a otimização de rotas e operações e melhorar a eficiência no atendimento ao mercado internacional, impulsionando o desenvolvimento econômico do país.
Na última quarta-feira (28), o maior navio de transporte automotivo do mundo desembarcou no Porto de Itajaí com 7,2 mil carros elétricos a bordo. Essa é a primeira vez que o BYD Shenzhen, como é conhecido, chega ao Brasil. A escolha do Porto de Itajaí é um exemplo de sua relevância para a infraestrutura nacional.
Também participaram do evento o secretário nacional de Portos, Alex Ávila; o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos; e o presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Décio Lima.
Recuperação
Para garantir a segurança e eficiência no recebimento de navios de grande porte, de até 400 metros, estão previstas a dragagem do Rio Itajaí-Açu, com investimento estimado em R$ 90 milhões, a readequação do molhe de Navegantes (R$ 64 milhões), a contenção da margem do canal (R$ 67 milhões), obras na bacia de evolução (R$ 68 milhões) e requalificação da margem do canal (R$ 67 milhões).
Também está prevista a retirada do casco do navio Pallas, naufragado há mais de 130 anos e localizado próximo ao molhe de Navegantes. A intervenção, por um aporte de R$ 23 milhões, vai aumentar a capacidade de manobra no canal portuário.
Outras obras são o adensamento da área de do RAC (R$ 45 milhões), a modernização dos gates e integração com a Receita Federal (R$ 30 milhões) e a construção de pier para navio de cruzeiros, que contribuirá para fomentar o turismo regional, com investimento de R$ 300 milhões.
Entre as aquisições de equipamento estão novo scanner de raio X (R$12 milhões), Sistema VTMIS, com capacidade de monitoramento ativo de tráfego aquaviário, por R$ 65 milhões,
Sistema SmartPorto, de segurança e inteligência artificial (R$ 30 milhões) e monitoramento rodoviário e agendamento (R$30 milhões).
Há, ainda, previsão de realização da concessão do canal do Porto de Itajaí em dezembro deste ano. O contrato de 25 anos prevê a manutenção e o aprofundamento do canal de acesso, entre outros investimentos, no valor total de R$ 317 milhões.
R$ 9 bilhões para o estado
Além dos investimentos para a recuperação do Porto de Itajaí, o Conselho do Fundo da Marinha Mercante aprovou 77 obras de infraestrutura e modernização da indústria naval de Santa Catarina, com valor total de R$ 9 bilhões. As obras devem gerar mais de 17,5 mil empregos diretos.
Deste total, R$ 710 milhões de investimentos já contratados serão em obras de construção, docagem e reparos, com a geração de aproximadamente 5 mil empregos. Outros 13 projetos aprovados somam R$8,3 bilhões e devem gerar 12,6 mil empregos.
Durante a cerimônia, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou a construção de 16 embarcações tipo PSV, para transporte de bens, e do tipo OSV, para mitigação em caso de incidentes, no valor de R$ 7 bilhões, em Itajaí e Navegantes, além de investimentos em transição energética.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
NACIONAL
MEC se reúne com Ministério da Educação Superior de Cuba
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, reuniu-se nesta quarta-feira, 22 de abril, em Brasília (DF), com o ministro da Educação Superior de Cuba, Walter Baluja García, para discutir o fortalecimento da cooperação educacional entre os dois países. O encontro abordou iniciativas conjuntas nas áreas de educação superior, mobilidade acadêmica, pesquisa e políticas públicas educacionais, incluindo a alimentação escolar.
Por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério de Educação Superior da República de Cuba (MEC-Cuba) assinaram uma carta de compromisso para o lançamento de novos editais, em abril de 2026, do Programa Cátedra Jorge Amado. Os editais promoverão o intercâmbio de estudantes e pesquisadores brasileiros e cubanos nas modalidades de cátedra, doutorado sanduíche e pós-doutorado, incentivando a pesquisa em cultura e literatura, além de contribuir para a formação de professores e cientistas.
Na ocasião, foram apresentadas também as ações de implementação do plano de ação elaborado em seguimento ao 1º Encontro de Alto Nível Brasil-Cuba sobre Políticas Públicas em Proteção Social, Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional. O plano é de autoria conjunta da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), vinculado ao MEC, e será executado por meio de cooperação trilateral (Brasil-FAO-Cuba).
Os objetivos do plano contemplam medidas voltadas à qualificação da alimentação escolar, incluindo a diversificação nutricional dos cardápios com base em alimentos frescos, locais e sazonais; o fortalecimento da infraestrutura das unidades escolares para o preparo adequado das refeições; e a implementação e consolidação de hortas escolares pedagógicas, contribuindo para a formação de hábitos alimentares saudáveis.
Além disso, prevê a disponibilização de insumos, materiais e sistemas de apoio à produção, bem como o desenvolvimento de guias metodológicos para docentes, de modo a assegurar a sustentabilidade e a replicabilidade das ações. Nesse modelo, adicionalmente, os países estudam a elaboração de um plano de ação para aquisição e elaboração de livros e materiais didáticos.
Durante a reunião, também foram destacadas oportunidades para ampliar a troca de experiências entre instituições de ensino e promover a formação de estudantes e pesquisadores, por meio de programas de mobilidade acadêmica, projetos de pesquisa conjuntos e iniciativas de cooperação voltadas ao desenvolvimento científico e educacional. Os ministros trocaram, ainda, perspectivas sobre desafios comuns na educação superior, como a formação de professores, modernização de materiais didáticos e ampliação de oportunidades para estudantes.
Participaram do encontro o assessor especial para Assuntos Internacionais do MEC, Felipe Heimburger; e, compondo a delegação cubana, o embaixador Victor Manuel Cairo Palomo, a diretora de Relações Internacionais, Maria Victoria Villavicencio, e a conselheira da Embaixada de Cuba, Indira Herrera Yera. Também estiveram presentes representantes de secretarias do MEC; da Capes; do FNDE; da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes); e da União Nacional dos Estudantes (UNE).
Relação bilateral – A cooperação educacional entre Brasil e Cuba tem como foco a formação de recursos humanos de alto nível, o intercâmbio acadêmico e o desenvolvimento de pesquisas conjuntas entre instituições de ensino superior dos dois países.
A relação começou a se estruturar em 2007, com a criação de programas específicos voltados à qualificação de docentes e pesquisadores cubanos em universidades brasileiras. Entre os principais instrumentos dessa parceria estão os programas Capes/MES-Cuba – Docentes e Capes/MES-Cuba – Projetos.
O primeiro programa é voltado à formação individual de professores universitários cubanos, oferecendo bolsas para doutorado-sanduíche e pós-doutorado no Brasil, com benefícios como mensalidade, auxílio deslocamento, auxílio instalação e seguro saúde. Já a modalidade Projetos apoia o desenvolvimento de projetos conjuntos de pesquisa entre instituições de ensino superior brasileiras e cubanas, com financiamento para missões de trabalho, bolsas acadêmicas e atividades de cooperação científica nas diversas áreas do conhecimento.
Em 2024, a Capes e o Ministério da Educação Superior de Cuba firmaram um novo acordo de cooperação e dois planos de trabalho que viabilizaram a retomada dessas iniciativas, ampliando as oportunidades de mobilidade acadêmica e de colaboração científica entre os países. Outro destaque recente da parceria é a criação da Cátedra Jorge Amado, iniciativa desenvolvida em cooperação com a Universidade de Havana.
Além dessas iniciativas, Cuba também participa do Programa de Estudantes-Convênio, nas modalidades pós-graduação (PEC-PG), que oferece oportunidades de formação em cursos de pós-graduação no Brasil, e graduação (PEC-G), que permite a realização de cursos completos de ensino superior em universidades brasileiras sem cobrança de mensalidades.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria para Assuntos Internacionais (AI)
Fonte: Ministério da Educação
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