NACIONAL

MME destaca papel das eólicas offshore na descarbonização da indústria brasileira

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O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, nessa segunda-feira (26/05), do Brazil Offshore Wind & Power-to-X 2025, promovido pelo instituto Creation de pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, reforçando a importância estratégica da energia eólica offshore para impulsionar a neoindustrialização sustentável do país. O evento reuniu representantes dos setores público e privado para debater o papel das energias renováveis na modernização da indústria nacional, na geração de empregos e na atração de investimentos.

A diretora do Departamento de Transição Energética, Karina Araújo Sousa, destacou a importância da atuação integrada do MME com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) no âmbito da Nova Indústria Brasil e da Política Nacional de Transição Energética (PNTE). “O Brasil tem um grande potencial para impulsionar sua neoindustrialização de forma sustentável, descarbonizando as indústrias existentes e atraindo novos empreendimentos com base em fontes renováveis. Nossa atuação busca viabilizar uma indústria mais competitiva, sustentável e ancorada no uso dessas energias”, afirmou.

Entre as prioridades apontadas nas duas políticas está a promoção da descarbonização de setores industriais intensivos em consumo energético, como os de fertilizantes, aço, cimento, siderurgia e alumínio. O potencial brasileiro inclui também a atração de novas indústrias, apoiadas em fontes renováveis e na produção de combustíveis como o hidrogênio de baixa emissão.

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A participação dessas novas fontes é fundamental para atender as projeções de crescimento expressivo da demanda energética nacional. Até 2050, dados do Plano Nacional de Energia – PNE 2050 estimam que a demanda total dobre, enquanto a demanda por eletricidade deve triplicar. Nesse contexto, os projetos de eólica offshore poderão compor a matriz nacional para atender às necessidades futuras de consumo, com visão estratégica de longo prazo.

Como parte das ações concretas para o desenvolvimento do mercado offshore, o MME coordena o Grupo de Trabalho Eólicas Offshore, que reúne instituições federais envolvidas na formulação de políticas e na execução de atividades relacionadas ao tema. O GT tem como principal objetivo estruturar o arcabouço regulatório e estratégico, viabilizando o primeiro leilão de cessão de áreas por meio de uma oferta planejada ou o acesso permanente a áreas para estudos e desenvolvimento de projetos.

As metas do grupo para este ano incluem a conclusão do planejamento setorial, com a identificação das áreas mais aptas e de menor risco, utilizando a metodologia desenvolvida pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), além da finalização do decreto que regulamentará as competências e regras para os processos de cessão.

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Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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NACIONAL

Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino

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O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.  

Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade. 

O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.   

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As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.  

Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:  

Secretarias municipais 

2024 

2026 

Índices 

Brasil 

Brasil 

Geral 

26,6 

34,7 

Institucionalização 

38,7 

55,8 

Formação 

20,4 

28,7 

Gestão 

26,0 

27,0 

Material Didático 

31,1 

34,2 

Financiamento 

20,6 

39,9 

Avaliação e Monitoramento 

45,0 

60,2 

Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).  

Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.   

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As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.  

Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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