POLÍTICA NACIONAL

CSP quer que Barroso explique fala sobre apoio dos EUA

A Comissão de Segurança Pública (CSP) aprovou nesta terça-feira (20) requerimento convidando o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Roberto Barroso, para esclarecer afirmação de que ele teria pedido declarações dos Estados Unidos em apoio à democracia brasileira. O requerimento (REQ 15/2025 – CSP) foi apresentado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE).

No último dia 13, Barroso declarou, durante evento em Nova York, ter solicitado ao governo dos Estados Unidos manifestações de apoio à democracia brasileira enquanto era presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo Barroso, essas manifestações foram decisivas para influenciar a postura das Forças Armadas brasileiras. O ministro esteve à frente do TSE entre maio de 2020 e fevereiro de 2022.

Para Girão, a fala é uma “confissão” que representa “possível afronta” aos princípios da separação dos Poderes, da independência nacional e da soberania popular.

— Mais do que um episódio isolado, as declarações do ministro sugerem a possibilidade de atuação articulada e contínua de agentes estrangeiros em assuntos internos do Estado brasileiro, com a anuência ou mesmo provocação de autoridades nacionais. Torna-se inevitável questionar se essa intervenção limitou-se à obtenção de meras declarações diplomáticas, ou se se estendeu à destinação de recursos a organizações e instituições brasileiras — questionou.

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Para o senador Esperidião Amin (PP-SC), esse é um caso para reflexão já que, na sua opinião, a fala de Barroso não foi uma “gafe”, e sim manifestada “com orgulho”. 

— Nesse período ele disse que foi muitas vezes à embaixada [dos Estados Unidos] e citou ao encarregado de negócios que os Estados Unidos nos ajudassem a preservar a democracia. E disse mais: que acha que a ação dele foi útil porque o Exército brasileiro “tomou juízo”, essa frase é minha, porque os militares gostam muito de fazer cursos e obter equipamentos dos Estados Unidos. 

O senador Hamilton Mourão (PL-RS) disse que a declaração foi “lamentável”.

— É algo totalmente desproposital e fica sempre esse problema de correr lá para os Estados Unidos. Para pedir o quê? Nós é que temos que resolver os nossos problemas.

Na avaliação do senador Jorge Seif (PL-SC), a fala evidencia uma “perseguição contra um grupo político-ideológico”. 

Usaid no Brasil

O convite a Barroso foi aditado ao requerimento de Girão, aprovado pela CSP no início de abril, que trata da investigação sobre a atuação da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) no Brasil (REQ 4/2025 – CSP). Ele já tinha sugerido como convidado o ex-funcionário do Departamento de Estado dos Estados Unidos Michael Benz, com o objetivo de detalhar a destinação de aproximadamente US$ 44,8 milhões a ONGs brasileiras entre 2023 e 2024.

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A data da audiência ainda não foi definida pela presidência da comissão.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Projeto proíbe transporte marítimo de animais vivos para exportação e importação

O Projeto de Lei 1026/26 proíbe a exportação e a importação de animais vivos para fins comerciais por via marítima no Brasil. Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta também veda qualquer outro meio de transporte que coloque em risco a saúde ou o bem-estar dos animais por conta de confinamento prolongado, superlotação ou risco de acidente.

O texto abrange animais destinados ao abate, engorda, reprodução ou comercialização para fins industriais e alimentares.

Pela proposta, o transporte em navios de carga viva é expressamente proibido por submeter os animais a riscos elevados de acidentes e privação de cuidados essenciais.

A autora do projeto, deputada Heloísa Helena (Rede-RJ), argumenta que a medida está alinhada às melhores práticas internacionais de bem-estar animal. “A continuidade da exportação e importação de animais vivos por meios que sabidamente geram sofrimento e risco extremo compromete a imagem internacional do país, afeta a credibilidade de seus sistemas de fiscalização e contraria princípios constitucionais de proteção ao meio ambiente e aos seres vivos”, diz a deputada.

Para Heloísa Helena, a substituição desse modelo de transporte por exportações de produtos processados agrega valor econômico e elimina a crueldade com os animais. “A mudança não é apenas necessária, mas desejável sob a perspectiva econômica, ética e ambiental”, defende.

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Em caso de descumprimento da regra, o projeto estabelece punições ao infrator, como multa, suspensão de atividades, cassação de licenças e apreensão dos animais para encaminhamento a abrigos ou instituições de proteção animal.

Próximas etapas
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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