POLÍTICA NACIONAL

Comissão especial debate estratégias para assegurar aprendizagem e conclusão da educação básica

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados sobre o Plano Nacional de Educação (PNE) do decênio 2024-2034 (PL 2614/24) realiza nova audiência pública na próxima terça-feira (20). Desta vez, os deputados irão discutir acesso, trajetória, aprendizagem e conclusão dos ensinos fundamental e médio, abordados nos Objetivos 4 e 5 do PNE.

O debate está marcado para as 14 horas, no plenário 4.

A audiência atende a requerimentos dos deputados Moses Rodrigues (União-CE), relator, Tabata Amaral (PSB-SP), presidente da comissão especial, Adriana Ventura (Novo-SP), Diego Garcia (Republicanos-PR), Pedro Uczai (PT-SC), Rafael Brito (MDB-AL) e Socorro Neri (PP-AC).

No documento em que solicitam o debate, os deputados Moses Rodrigues, Tabata Amaral, Pedro Uczai e Socorro Neri ressaltam que o Plano Nacional de Educação é a principal peça de planejamento educacional do País, um guia para a formulação e implementação de políticas públicas na área educacional.

Eles destacam no texto que as audiências públicas propostas pelos parlamentares auxiliarão a construção desse caminho. “Após a vigência de dois PNEs, houve o acúmulo de experiência que permitirá que, a partir da proposta em análise, o Congresso Nacional contribua para seu aperfeiçoamento e entregue à sociedade brasileira um potente instrumento para assegurar o direito às educação e qualidade a todos e todas”.

Leia Também:  Congresso ilumina fachada de rosa em apoio à saúde da mulher e à redução da mortalidade materna

Para o deputado Rafael Brito, é importante promover um debate aprofundado sobre os caminhos para assegurar a conclusão dos ensinos fundamental e médio na idade regular, com redução de desigualdades e inclusão.

“Essa audiência é fundamental para discutir estratégias eficazes que permitam alcançar as metas do novo PNE, considerando os desafios enfrentados pelo sistema educacional brasileiro, como a evasão escolar, as desigualdades regionais e socioeconômicas, e a necessidade de políticas públicas integradas que promovam a permanência e a aprendizagem dos estudantes na escola”, pontua.

Um dos pontos que a deputada Adriana Ventura quer debater é a necessidade de aprimorar a qualidade dos materiais didáticos distribuídos nas escolas públicas.

“O descumprimento das metas do Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica] nos ensinos fundamental e médio, conforme apontado nos relatórios de monitoramento do PNE 2014-2025, evidencia que, além de problemas estruturais, a qualidade dos recursos pedagógicos merece atenção prioritária”, diz a deputada.

Já o deputado Diego Garcia quer abordar o papel da família na trajetória educacional.

“O debate deve abordar questões centrais, como: estratégias para fortalecer a relação família-escola, programas intersetoriais de apoio às famílias em situação de vulnerabilidade, formação de profissionais da educação para trabalhar com as famílias e experiências bem-sucedidas de programas de orientação familiar em diferentes contextos”, detalha.

Leia Também:  José Sarney relança três de seus romances no Senado

Novo PNE
O projeto do novo Plano Nacional de Educação (PNE) prevê 18 objetivos a serem cumpridos até 2034 nas áreas de educação infantil, alfabetização, ensinos fundamental e médio, educação integral, diversidade e inclusão, educação profissional e tecnológica, educação superior, estrutura e funcionamento da educação básica.

O novo PNE vai substituir o plano estabelecido para período 2014-2024, que foi prorrogado até o final deste ano.

Comissão
A comissão especial foi instalada no dia 29 de abril e é integrada por 34 deputados titulares e igual número de suplentes.

Da Redação – MB

Fonte: Câmara dos Deputados

Propaganda

POLÍTICA NACIONAL

MP libera recursos para atingidos pelas enchentes em Pernambuco e Paraíba

Famílias afetadas pelas fortes chuvas e enchentes de maio no Nordeste poderão receber apoio para garantir o acesso à alimentação e retomar a produção rural. Medida provisória publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (2) abre crédito extraordinário de R$ 49,2 milhões em favor do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). 

A MP 1.364/2026 destina os recursos ao programa Segurança Alimentar e Nutricional e Combate à Fome. O objetivo é ampliar o atendimento às populações atingidas pelos desastres climáticos registrados em maio, especialmente nos estados de Pernambuco e da Paraíba. 

Do total de recursos, R$ 40 milhões devem ser destinados à aquisição e distribuição de alimentos produzidos por agricultores familiares. Segundo o governo, os recursos permitirão a compra e doação de cerca de 6 mil toneladas de alimentos, que poderá beneficiar 3 mil famílias agricultoras e reforçar o atendimento realizado por cozinhas solidárias. 

Outros R$ 9,2 milhões serão aplicados em ações de inclusão produtiva rural, voltadas à recuperação da capacidade produtiva das populações atingidas. A expectativa é que 2 mil famílias sejam atendidas.

Leia Também:  Congresso ilumina fachada de rosa em apoio à saúde da mulher e à redução da mortalidade materna

Impactos das chuvas 

De acordo com a exposição de motivos da MP, as chuvas afetaram 18 municípios em Pernambuco e 31 municípios na Paraíba, e alcançaram aproximadamente 10 mil famílias. Tanto áreas urbanas quanto propriedades rurais da agricultura familiar foram atingidas.  

O governo afirma que a abertura do crédito extraordinário é necessária para garantir uma resposta rápida à emergência e evitar o agravamento da insegurança alimentar e o empobrecimento de agricultores familiares nas áreas afetadas. Também argumenta que os recursos previstos no Orçamento de 2026 não seriam suficientes para atender, ao mesmo tempo, às demandas provocadas pelas enchentes e a outras situações emergenciais, como as estiagens que atingem as regiões Norte e Nordeste. 

Entre as ações já adotadas pelo MDS estão a distribuição de cerca de 3,2 mil cestas de alimentos para cozinhas solidárias em Pernambuco e na Paraíba e o envio de alimentos por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). 

A medida provisória já está em vigor, mas precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado em até 120 dias para não perder a validade. 

Leia Também:  Humberto Costa celebra avanços sociais no Brasil

Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA