SAÚDE
Ministério da Saúde inaugura serviço de radioterapia em Pernambuco e amplia assistência a pacientes com câncer no SUS
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inaugurou, nesta sexta-feira (9), um novo serviço de radioterapia no Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), em Recife. O equipamento de alta tecnologia vai ampliar a cobertura e reduzir o tempo de espera para o tratamento de câncer no SUS. Com a nova estrutura, o hospital vai aumentar em 50% sua capacidade de atendimento oncológico, alcançando cerca de 100 atendimentos adicionais por dia.
Este acelerador linear é capaz de realizar tratamentos mais precisos e em menor tempo, garantindo o atendimento de mais pacientes. Referência em assistência oncológica, o Hospital do Câncer de Pernambuco responde por 55% do atendimento no estado. São 263 leitos, 100% dedicados ao SUS, com serviços de urgência 24h. O investimento foi de R$ 6,4 milhões na aquisição do equipamento.
“Nós estamos fazendo o maior programa de expansão de aceleradores lineares que já existiu no país. E, certamente, pela dimensão que é o SUS, será o maior programa de expansão em um sistema público de saúde do mundo de aceleradores lineares de radioterapia. Vamos expandir isso e fortalecer o trabalho. E eu não tenho dúvidas de que nós vamos consolidar também a maior rede pública de prevenção, diagnóstico e tratamento de câncer do mundo”, disse o ministro Padilha durante a inauguração do novo serviço.
Ele destacou que a consolidação dessa rede de cuidado será um dos focos do governo. “Nós vamos fazer isso expandindo aqueles serviços que são próprios do Sistema Único de Saúde e fortalecendo e ampliando parcerias com instituições filantrópicas, como aqui no Hospital do Câncer. Vamos atrás dos locais que possuem capacidade ociosa também da rede privada, porque a gente precisa usar todo o potencial da saúde brasileira, essa é a determinação do presidente Lula.”
Reforço na saúde da mulher em Caruaru e Serra Talhada
Durante a agenda em Pernambuco, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também inaugurou duas unidades de saúde voltadas exclusivamente ao cuidado da mulher: o Hospital da Mulher do Agreste, em Caruaru, e a Casa de Parto Normal, em Serra Talhada.
Com estrutura moderna e acolhedora, o novo Hospital da Mulher do Agreste, em Caruaru, foi projetado para atender mais de 30 municípios, descentralizando os serviços de obstetrícia e melhorando o acesso ao pré-natal, parto e assistência ginecológica. Com isso, as mulheres e gestantes da região não precisarão mais enfrentar longas jornadas em busca de atendimento.
“Assegurando esse acolhimento, a maternidade também se transforma, se humaniza e se reestrutura. E o mais importante, a presença do acompanhante reduz o risco de algo que, infelizmente, ainda acontece no nosso país, que é a violência obstétrica”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha”
A unidade dispõe de 198 leitos e capacidade para realizar até 700 partos por mês e funcionará 24 horas por dia. O investimento total na obra foi de R$ 46,7 milhões, sendo R$ 40 milhões do Ministério da Saúde e R$ 6,7 milhões do Governo do Estado.
Já a Casa de Parto Normal de Serra Talhada representa um avanço importante na atenção ao parto humanizado. O espaço foi idealizado para garantir o protagonismo das mulheres no processo do nascimento, em um ambiente seguro, respeitoso e acolhedor, com equipe especializada. Com capacidade para realizar até 40 partos por mês, a unidade funcionará 24 horas por dia, todos os dias da semana.
Durante a agenda no estado, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou Real Hospital Português e o Pronto Socorro Cardiológico Universitário de Pernambuco Professor Luiz Tavares (Procape), vinculado à Universidade de Pernambuco (UPE). Referência em média e alta complexidade em cardiologia para Pernambuco e regiões Norte e Nordeste, o Procape conta com 254 leitos, sendo 252 leitos — 99% vinculados ao SUS — e realiza cerca de 3.500 atendimentos mensais, incluindo pacientes com Doença de Chagas, por meio da Central Nacional de Regulação de Alta Complexidade (CNRAC).
Já o Hospital Português conta com um dos mais modernos centros de diagnóstico e tratamento oncológico da região, com estrutura completa para acolher pacientes em todas as etapas do cuidado.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Ministério da Saúde lança guia para ampliar acesso de startups ao Sistema Único de Saúde
Startups, pesquisadores e empresas de tecnologia em saúde passam a contar com um novo instrumento de orientação para levar soluções inovadoras ao Sistema Único de Saúde (SUS). Criado pelo Ministério da Saúde, o guia Acesso e Inovação de Dispositivos Médicos ao SUS reúne informações sobre regulação, incorporação tecnológica, financiamento e desenvolvimento de dispositivos médicos voltados à rede pública de saúde.
A publicação foi lançada durante a Feira Hospitalar 2026, um dos maiores eventos de saúde da América Latina, que reúne anualmente novidades, tendências e soluções inovadoras do setor. Durante o evento, o Ministério da Saúde participou de debates sobre a importância da produção nacional e da integração entre governo, indústria, centros de pesquisa e empresas de base tecnológica.
O diretor do Departamento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do ministério, Igor Bueno, destacou que o guia foi elaborado para reduzir as barreiras enfrentadas por startups e pequenas empresas no acesso ao mercado público de saúde.
“Essas empresas desempenham papel estratégico no ecossistema de inovação em saúde, ao impulsionarem o desenvolvimento de soluções tecnológicas, ampliarem a competitividade nacional e contribuírem para a sustentabilidade do SUS. A publicação inédita consolida, em um único documento, uma visão integrada de todas as etapas do processo, do fomento à pesquisa, do desenvolvimento até a incorporação no SUS”, explicou o diretor.
Dispositivos médicos
Os dispositivos médicos fazem parte da rotina dos serviços de saúde e incluem desde produtos simples, como curativos e ataduras, até tecnologias de alta complexidade, como marca-passos, próteses ortopédicas, cirurgias robóticas e equipamentos com inteligência artificial.
Segundo dados citados no guia, existem atualmente mais de 2 milhões de tipos diferentes desses dispositivos no mundo, utilizados para prevenção, diagnóstico, tratamento e monitoramento de doenças.
O avanço tecnológico tem ampliado as possibilidades de atendimento e contribuído para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Além dos equipamentos utilizados em hospitais, o setor também cresce no desenvolvimento de dispositivos voltados para uso doméstico e pessoal (home care).
De acordo com a publicação, o mercado brasileiro de dispositivos médicos cresce acima da média mundial. Apesar disso, o Brasil ainda depende da importação de equipamentos e insumos de alta complexidade. Hoje, grande parte da produção nacional está concentrada em produtos de média e baixa complexidade tecnológica.
Entre os principais desafios do setor estão os custos para inovação, a dependência tecnológica externa e a necessidade de maior integração entre pesquisa científica, política industrial e demanda do sistema público de saúde.
Dados apresentados no X Fórum da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde apontam que o mercado global de dispositivos médicos movimenta mais de US$ 540 bilhões e segue em expansão. No Brasil, o setor também tem impacto econômico relevante. Os segmentos que lideram o mercado são os dispositivos terapêuticos (25,8%), seguidos pelos implantáveis (24,3%) e pelo diagnóstico in vitro (15,9%).
Os números citados no guia demonstram que, em 2024, a indústria de dispositivos médicos criou quase 6 mil novos empregos diretos, alcançando mais de 85 mil postos de trabalho no país. O desempenho representa um crescimento de aproximadamente 7% em relação ao ano anterior, evidenciando a relevância econômica e a expansão do complexo industrial da saúde.
Tecnologias na rede pública
O Ministério da Saúde tem atuado no fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) que reúne setores produtivos, tecnológicos e de serviços. A iniciativa busca estimular o mercado nacional, reduzir a dependência de produtos importados, ampliar o acesso a tecnologias seguras e tornar mais eficiente o uso dos recursos públicos.
O lançamento do guia ocorre nesse cenário de expansão das iniciativas de saúde digital, fortalecimento da cadeia produtiva nacional e incentivo à inovação tecnológica no SUS. Assim, além de orientar startups e empresas, o material destaca a importância estratégica dos dispositivos médicos para melhorar o atendimento à população e explica, de forma acessível, como funcionam os processos e etapas para incorporação dessas tecnologias ao sistema público.
O documento também reforça que, para que a tecnologia seja financiada e utilizada em larga escala pelo SUS, é necessário cumprir critérios técnicos, científicos, regulatórios e econômicos.
Confira o guia Acesso e Inovação de Dispositivos Médicos ao SUS
Janine Russczyk
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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