SAÚDE

Ministério da Saúde mobiliza Força Nacional do SUS para reforçar assistência e cuidado em saúde mental após vendaval no Rio Grande do Sul

O Ministério da Saúde enviou equipes da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FNS) para apoiar a resposta emergencial ao vendaval que atingiu Palmeira das Missões (RS) no último dia 19 de fevereiro. Profissionais das áreas de gestão, assistência clínica, saúde mental e comunicação de risco atenderão no local, inicialmente, até 26 de fevereiro, podendo ser remanejados conforme a evolução do cenário. A atuação federal tem como foco garantir a continuidade da assistência, reorganizar a rede de saúde e fortalecer as ações de apoio psicossocial à população impactada.

Até o momento, pelo menos 300 profissionais das áreas da saúde, educação e assistência social já foram orientados e capacitados em atenção psicossocial, manejo de reações emocionais pós-desastre e encaminhamentos baseados em evidências, em atividades realizadas em escolas, igrejas e na prefeitura.

Em relação à infraestrutura, dois postos de saúde foram destelhados e algumas unidades ficaram temporariamente sem energia, exigindo reorganização emergencial do atendimento. A rede municipal segue funcionando de forma parcial e adaptada para garantir a assistência à população.

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“A atuação da Força Nacional do SUS em Palmeira das Missões reforça o compromisso do Governo Federal com a proteção da saúde da população, a estabilidade do SUS e o fortalecimento da capacidade de resposta dos territórios diante de emergências em saúde pública, afirma o diretor da FNS, Rodrigo Guerino Stabeli.

A ação está estruturada em três eixos: apoio à gestão municipal, reorganização da assistência em saúde e implementação de ações de saúde mental e comunicação de risco, com foco na prevenção de agravamentos e no fortalecimento da resiliência comunitária.

O temporal, com rajadas de vento de até 65,5 km/h, provocou destelhamentos, danos estruturais em unidades de saúde, interrupção temporária de energia elétrica e bloqueio de vias, comprometendo parcialmente a capacidade local de resposta. Até o momento, não há registro de óbitos e três pessoas ficaram feridas.

Nicole Borges
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde recomenda dose zero contra sarampo em São Bernardo do Campo (SP)

O Ministério da Saúde recomendou, nesta sexta-feira (17), a aplicação da “dose zero” contra o sarampo em crianças de 6 meses a 11 meses em São Bernardo do Campo (SP), devido à investigação de dois casos suspeitos no município. A mesma medida já havia sido adotada na capital paulista e em Guarulhos para reduzir o risco de transmissão do vírus. A estratégia amplia a proteção de crianças nessa faixa etária, que é mais suscetível à infecção e ao desenvolvimento de formas graves da doença.

Entre 2 de junho e 17 de julho de 2026, a cidade de São Paulo confirmou oito casos de sarampo, todos importados ou relacionados com importação. Além disso, 16 casos seguem em investigação: 13 na capital paulista, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Outros cinco foram descartados.

A dose zero é uma dose adicional da vacina tríplice viral, aplicada antes da idade prevista no Calendário Nacional de Vacinação. Ela não substitui o esquema vacinal de rotina: a criança deve receber normalmente a 1ª dose (D1) aos 12 meses e a 2ª dose (D2) aos 15 meses.

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A estratégia é indicada principalmente em locais com evidência de circulação viral, surtos ou maior risco de transmissão, pois reduz o número de pessoas suscetíveis ao sarampo, contribui para interromper cadeias de transmissão e ajuda a prevenir casos graves da doença.

Além da vacinação de bloqueio nas áreas de risco, estão sendo adotadas medidas de vigilância para conter a transmissão local, como busca ativa de casos suspeitos, identificação e monitoramento de contactantes e investigação epidemiológica.

País livre do sarampo

O Brasil segue livre da circulação endêmica do sarampo, com registro atual de casos importados ou relacionados à importação. O país mantém essa condição mesmo após as Américas perderem a certificação regional de eliminação da doença, em decorrência da transmissão endêmica no Canadá, após epidemias também registradas nos Estados Unidos, México e Bolívia. Neste ano, o avanço da doença se estende a outros países, com destaque para Guatemala e Peru.

Em 2025, foram registrados 38 casos importados ou relacionados à importação no país, com interrupção da transmissão a partir de ações de vigilância, rastreamento de contatos e bloqueio vacinal.

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Vacinação gratuita

A vacina tríplice viral faz parte do Calendário Nacional de Vacinação. O esquema recomendado prevê duas doses para crianças, aplicadas aos 12 e 15 meses. Para pessoas de até 29 anos sem vacinação ou comprovação, são indicadas duas doses. Entre 30 e 59 anos, recomenda-se ao menos uma dose.

Em 2025, a cobertura vacinal no Brasil foi de 92,90% para a primeira dose e 78,31% para a segunda dose. Em 2026, até o momento, foram distribuídas mais de 7,2 milhões de doses da vacina tríplice viral para garantir a proteção da população, com 1,8 milhão aplicadas em todo o país.

A vacinação é gratuita pelo SUS e está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde e pontos de vacinação de todo o país. Essa é a principal forma de manter o Brasil livre do sarampo.

Deborah Novais
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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