SAÚDE
Ministério da Saúde reforça ação de combate à chikungunya com reorganização da assistência à saúde em Dourados
Nesta quarta-feira (18), a Força Nacional do SUS chegou ao município de Dourados, no Mato Grosso do Sul, para ampliar ações de controle da chikungunya na região já em curso, ampliando e qualificando a resposta. A equipe integra a força-tarefa na região em conjunto com a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), ambas do Ministério da Saúde, após o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI – MS) emitir alerta epidemiológico em razão do aumento de casos de arboviroses no munícipio, especialmente na área de abrangência do Polo Base de Dourados.
O foco da ação integrada está no fortalecimento do controle vetorial e na reorganização da assistência à saúde, com atenção especial aos polos indígenas. Entre as medidas adotadas estão a ampliação de profissionais de saúde pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh); o reforço da logística, com viaturas para acesso às comunidades, realização de busca ativa e apoio à regulação; e a intensificação das ações de controle vetorial, com visitas domiciliares, eliminação de criadouros e aplicação de inseticidas. Também está prevista a qualificação de profissionais de saúde para o reconhecimento precoce dos sinais e sintomas da chikungunya.
Na ocasião, o diretor da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli, reforçou que a população não está desassistida. A resposta também destaca a importância do controle vetorial dentro das residências, com orientação direta às comunidades sobre prevenção e eliminação de criadouros do mosquito.
“A população não está desassistida e não ficará. Estamos mobilizando cerca de 20 profissionais para atuar no território, somando esforços com os agentes de saúde, realizando busca ativa, ações de limpeza e cuidado às pessoas doentes. A Sesai já iniciou a contratação de novos agentes de endemias para atuação nos territórios, além de ações continuadas de coleta, saneamento e melhoria das condições de vida da população indígena”, afirmou Stabeli.
Desde o início de março, o Ministério da Saúde acompanha a situação epidemiológica e mantém equipes atuando no reforço das medidas de enfrentamento. Cerca de 100 agentes de saúde e de endemias já visitaram mais de 2,2 mil residências em aldeias da região. Entre as ações realizadas, estão mutirões de limpeza para coleta de resíduos e eliminação de possíveis criadouros do mosquito, além da aplicação de inseticidas. Pela Ebserh, há ainda uma unidade de atendimento móvel instalada no território para garantir assistência imediata à população.
O Ministério da Saúde segue monitorando a situação e apoiando as autoridades locais nas ações de controle da doença. A resposta foi estruturada de forma tripartite, envolvendo o Governo Federal, o estado e o município, com ampliação do efetivo em campo, mobilização da população para o controle do mosquito transmissor e intensificação das estratégias de cuidado. O município já alcançou 100% de oferta da vacina contra a dengue, e as equipes também atuam na conscientização da população sobre a importância da continuidade do cuidado e da prevenção.
A missão também conta com a participação do DSEI-MS, da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, do Núcleo Regional de Saúde de Dourados (NRS), do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil, da Prefeitura de Dourados e do Governo do Estado.
Leidiane Souza
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Brasil avança no desenvolvimento da primeira vacina do mundo contra malária vivax
O Brasil avança no desenvolvimento da primeira vacina do mundo contra a malária causada pelo Plasmodium vivax, parasita responsável pela maioria dos casos da doença no país. Neste sábado (10), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da apresentação do estudo, que recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para testes em humanos. O imunizante, chamado de Vivaxin, é fruto de pesquisas conduzidas pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A tecnologia é 100% nacional, com incentivo previsto de R$ 12 milhões do Ministério da Saúde para os ensaios clínicos de fases I, II e III.
“O país tem conseguido reduzir os casos e os óbitos por malária, mas a doença ainda é um problema importante para o país e para o mundo. O início do estudo clínico dessa vacina, desenvolvida integralmente em uma universidade pública brasileira, representa um avanço na busca por novas ferramentas de enfrentamento à doença e reforça a capacidade do Brasil de desenvolver soluções científicas próprias para ampliar a proteção da população”, destacou o ministro.
O estudo clínico de fase I avaliará a segurança da vacina, possíveis reações à aplicação e a capacidade de estimular uma resposta imunológica em 48 participantes sem infecção prévia, com idades entre 18 e 59 anos. O acompanhamento clínico será feito por 360 dias. O avanço na pesquisa da tecnologia representa um marco e abre a possibilidade de uma nova forma de prevenção contra a doença, que, em 2025, registrou 118.037 casos no território nacional. As duas vacinas contra malária recomendadas atualmente foram desenvolvidas para outra espécie do parasita, o Plasmodium falciparum, predominante na África. O P. vivax predomina nas Américas e na Ásia.
O CTVacinas integra o Centro Nacional de Vacinas (CNVacinas), um complexo científico estratégico para ampliar a capacidade do país de desenvolver vacinas e outras tecnologias de saúde. A previsão de investimento do Ministério da Saúde é de R$ 161,5 milhões em projetos para o desenvolvimento de imunizantes e testes inovadores, liderados pela unidade ou em parceria, por meio do Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL), sendo R$ 135,5 milhões destinados a projetos do próprio Centro.

Foto: Laudemiro Bezerra/MS
Além da vacina contra a malária, o CTVacinas atua em outros projetos: uma plataforma de testes rápidos para diagnóstico de emergências sanitárias e agravos críticos para o SUS e sua validação por meio da produção de um TR para hepatite delta; vacina terapêutica para doença de Chagas; desenvolvimento de testes diagnósticos para malária e leishmaniose tegumentar; vacina para MPox baseada no vírus MVA; e vacina nasal de nanopartículas, para o controle da covid-19.
A unidade também atua para ampliar a capacidade brasileira em tecnologias de RNA mensageiro, uma plataforma na qual as instruções utilizadas para estimular o sistema imunológico podem ser modificadas de acordo com o agente infeccioso ou a doença que se pretende combater. O CTVacinas foi aprovado como Centro de Competência em Terapias e Vacinas com RNA (CTV-RNA), em uma parceria entre o Ministério da Saúde e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), com R$ 60 milhões para quatro anos.
FarmaVax
Durante a visita do ministro Alexandre Padilha, também foi firmado um acordo entre a Hemobrás, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII), a FarmaVax, unidade EMBRAPII de Inovação de Fármacos e Vacinas da UFMG – da qual o CTVacinas faz parte – e a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP) para pesquisa, desenvolvimento e inovação. O projeto, com investimento de R$ 5 milhões e vigência de 12 meses, prevê o desenvolvimento de terapia genética para hemofilias A e B utilizando sistemas avançados de entrega por nanopartículas. Do total, R$ 2,6 milhões serão aportados pela Hemobrás, R$ 1,6 milhão pela EMBRAPII e R$ 694 mil pela UFMG/FarmaVax.
A iniciativa integra os esforços para fortalecer a capacidade nacional de desenvolver e produzir medicamentos biológicos estratégicos para o SUS. No caso do emicizumabe, medicamento biológico utilizado no tratamento da hemofilia A, está em avaliação uma proposta de armazenamento do Banco de Células Mestre na unidade da empresa na Basileia, na Suíça, com garantias de acesso e fornecimento para viabilizar a transferência de tecnologia e a produção nacional. O arranjo definitivo deverá assegurar a absorção tecnológica pela Hemobrás.
Hospital Santa Rita é referência em alta complexidade cardiovascular
Em Contagem (MG), o ministro visita a hemodinâmica do Hospital Santa Rita, referência regional no diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares e vasculares de alta complexidade, com suporte cardiológico 24 horas. Entre os procedimentos ofertados estão cateterismos, angioplastias, ablação de arritmias e implantes de marcapasso.
Entre 2023 e 2026, a unidade registrou 20.778 atendimentos e internações pelo SUS, sendo 8.750 (42%) em 2026, ano em que iniciou a assistência de alta complexidade cardiovascular, após habilitação pelo Ministério da Saúde, em dezembro de 2025.
A estrutura conta com 163 leitos, dos quais 62 são destinados ao SUS. A oferta inclui leitos clínicos, cirúrgicos e de UTI para pacientes da rede pública.
Taís Nascimento
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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